Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE)

 fundada por Allan Kardec

(1858 - 1890)

 

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

fondée par Allan Kardec

1858 (Paris)

Introdução do tema:

A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foi o primeiro centro espírita oficialmente legalizado no mundo, fundada em 1 de abril de 1858, por Allan Kardec, que foi escolhido presidente por aclamação, com sede em Paris, França. Como o próprio nome indica, o objetivo da instituição era estudar o Espiritismo e pesquisar os fenômenos mediúnicos, conforme o primeiro artigo de seu regulamento:

"A Sociedade tem por objeto o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas".

Contava com a colaboração de vários médiuns, pelos quais seus membros interagiam com os Espíritos comunicantes, tendo São Luís como o patrono espiritual de seus trabalhos.

O seu lançamento foi notificado na Revista Espírita, edição de maio de 1858 com a seguinte nota:

"A extensão por assim dizer universal que a cada dia tomam as crenças espíritas fazia vivamente desejar-se a criação de um centro regular de observações; essa lacuna acaba de ser preenchida. A Sociedade, cuja formação temos o prazer de anunciar, composta exclusivamente de pessoas sérias, isentas de prevenções e animadas do sincero desejo de serem esclarecidas, contou, desde o início, entre seus associados, com homens eminentes por seu saber e posição social. Ela é chamada — disso estamos convencidos — a prestar incontestáveis serviços à comprovação da verdade. Seu regulamento orgânico lhe assegura uma homogeneidade sem a qual não há vitalidade possível; autorizada por portaria do Sr. Prefeito de Polícia, conforme o aviso de S. Exa. Sr. Ministro do Interior e da Segurança Geral, em data de 13 de abril de 1858.

Baseia-se na experiência dos homens e das coisas e no conhecimento das condições necessárias às observações que são o objeto de suas pesquisas. Vindo a Paris, os estrangeiros que se interessarem pela Doutrina Espírita encontrarão, assim, um centro ao qual poderão dirigir-se para obter informações, e onde poderão também comunicar suas próprias observações."

Allan Kardec

 

1º de abril de 1858

FUNDAÇÃO DA SOCIEDADE ESPÍRITA DE PARIS

 

Se bem não haja aqui nenhum caso de previsão, menciono, para conservá-lo em lembrança, o da fundação da Sociedade, por motivo do papel que ela representou na marcha do Espiritismo e das comunicações a que deu lugar.

"Havia cerca de seis meses, eu realizava, em minha casa, à rua dos Mártires, uma reunião com alguns adeptos, às terças-feiras. A Srta. E. Dufaux era a médium principal. Conquanto o local não comportasse mais de 15 ou 20 pessoas, até 30 lá se juntavam às vezes. Apresentavam grande interesse tais reuniões, pelo caráter sério de que se revestiam e pelas questões que ali se tratavam. Lá não raro compareciam príncipes estrangeiros e outras personagens de alta distinção."

"Nada cômoda pela sua disposição, a sala onde nos reuníamos se tornou em breve muito acanhada. Alguns dos freqüentadores deliberaram cotizar-se para alugar uma que mais conviesse. Mas, então, fazia-se necessária uma autorização legal, a fim de se evitar que a autoridade nos fosse perturbar.

O Sr. Dufaux, que se dava pessoalmente com o Prefeito de Polícia, encarregou-se de tratar do caso. A autorização também dependia do Ministro do Interior. Coube então ao general X..., que era, sem que ninguém o soubesse, simpático às nossas idéias, embora sem as conhecer inteiramente, obter a autorização. Esta, graças à sua influência, pôde ser concedida em quinze dias, quando, de ordinário, leva três meses para ser dada."

"A Sociedade ficou, em consequência, legalmente constituída e passamos a reunir-nos todas às terças-feiras no compartimento que ela alugara, no Palais Royal, galeria de Valois. Aí esteve um ano, de 1º de abril de 1858 a 1º de abril de 1859. Não tendo permanecido lá por mais tempo, entrou a reunir-se às sextas-feiras num dos salões do restaurante Douix, no mesmo Palais Royal, galeria Montpensier, de 1º de abril de 1859 a 1º de abril de 1860, época em que se instalou num local seu, à rua e passagem Sant’Ana, 59."

"Formada a princípio de elementos pouco homogêneos e de pessoas de boa vontade, que eram aceitas com facilidade um tanto excessiva, a Sociedade se viu sujeita a muitas vicissitudes, que não foram dos menores percalços da minha tarefa."

Fontes: Kardec, Allan. Obras Póstumas, 2ª parte da obra.

Conclusão do tema:

O regulamento completo da entidade foi publicado em O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, cap. XXX. As principais atividades e notas da Sociedade eram publicadas na Revista Espírita.

Reeleito sucessivas vezes presidente da entidade, Kardec lutou para a manutenção da rígida disciplina das sessões e não menos rigoroso cuidado na admissão dos associados, enquanto isso, nos corredores, muitos de seus correligionários cobravam uma abertura maior da instituição. Alegando sobrecarga de tarefas, o codificador chegou a pedir demissão de suas funções administrativas da Sociedade, o que não ocorreu devido o apelo geral dos membros em favor de sua permanência na presidência (Revista Espírita, Julho de 1859: "Discurso de encerramento do Ano Social").

Depois da desencarnação do seu fundador, a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas ficou a cargo de uma comissão diretora composta de sete membros, dentre as quais Amélie Boudet, a viúva de Kardec, porém, não permanecendo ativa por muito tempo, uma vez que os continuadores da obra kardecista passaram a se concentrar nas atividades de uma organização, a Sociedade Anônima, que o codificador havia projetado para substituí-lo.

 

Membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas

 

Tendo desaparecido durante a Segunda Guerra a documentação da Sociedade de Paris depositada na Maison des Spirites (1940), houve uma tentativa para reorganizar o registro de associados com base na Revue Spirite, o boletim, os livros O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo, Obras Póstumas de Allan Kardec e alguma outra fonte fidedigna como a de Canuto Abreu. Ensaiando algo similar com a folha de relação dos médiuns e dos membros correspondentes da França como do exterior.

A falta de notícias impede de oferecer outra elaboração como a projeção de um quadro demonstrativo do movimento dos associados embora ocasionalmente fosse possível datar determinadas altas ou baixas, a composição dos sócios fundadores e honorários, mas estaríamos transmitindo algo muito incompleto. Ao que se aspira com os meios disponíveis é a restaurar os assentamentos de associados entre 1858 e 1869, que reconhece cerca de cento e cinquenta e cinco membros entre titulares e livres. Sem acesso, devido às circunstâncias apontadas, a uma massa corporativa dentro do vinte e cinco ou trinta por cento, o que daria cerca de duzentos membros para este período.

Os sócios, tanto médiuns como membros correspondentes foram colocados em ordem alfabética, alguns deles representados, como foi visto, apenas por suas iniciais, antepondo aquilo que foi uma constante neste trabalho, a abreviatura do adjetivo monsieur, madame ou mademoiselle (senhor, senhora ou senhorita), modalidade pela qual os franceses particularmente costumam ponderar o significado dos nomes.

Os membros titulares e membros livres

(1858 - 1869)

 

A - Mme. A., M. Adrien, M. Albert, M. Amy.

B - Mme. B., Mme. A. de B., M. B. de M., M. Charles B., M. Bertrand, M. Emile Blin, M. Boiste, capitão B. ou capitão André Bourgès, Mme. Boyer, M Br., Mme. Breal, Mlle. Brèguet, Mme. Breul, coronel Bruneau.

C - M. C., professor M. C., conde R. C., M. Canaguier, Mme. de Cardone o Mme. C., M. e Mme. Canu, M. e Mme Carloti, Mlle Aline C., Mme Causse, Mme. Cazemajour (Marguerite Clémence Lajarriges, a Sra. Cazemajour), M. Jean Alexandre Chaigneau, M. e Mme. Clément, M. Collin, M. Antoine Costeau, Mme. Costel (Honorée Ea Guillaume Guillon Lethière - casada com Sr. Lescot, a Sra. Costel), Mme. Courtois, advogado J.P.L. Crouzet, M. Crozet.

D - Mme. D., M. D., D'Ambel (Emmanuel-Balthazard-Marie-Eugène-Alis d'Ambel, usou às vezes o pseudônimo de Abel d'Islam), M. Darcol, M. e Mme Alexandre Delanne (M. se chamava François Eugène Alexandre Delanne, sendo que o Alexandre foi acrescentado depois do nascimento; e Mme se chamava Marie Alexandrine Didelot), M. Demange, Mme. Desi, Mme. Deslandes, M. e Mme. Armand Thèodore Desliens, M. Det, Mlle. Marie Alexandrine Didelot (ver Mme. Delanne), M. Alfred Didier (pai de) (o pai do médium se chamava Pierre Paul Didier), M. Alfred Didier (filho) (o nome completo era Alfred Jean Baptiste Didier), M. Dombre (honorário), Mlle. Dobois, M. e Mme. Dufaux (M. se chamava Jacques Dufaux de La Jonchère; e Mme. se chamava Léonide Groslevin), Mlle. Ermance Dufaux (embora apareça grafado com "E" várias vezes na R.E., o nome correto é Hermance Dufaux de La Jonchère), M. Duscatel.

E - Mlle. Eugènie.

F - M. e Mme. Finet, M. Camille Flammarion (Nicolas Camille Flammarion), M. Fortier, M. Fourtier.

G - M. G., Mme. viúva de G., doutor de Grand-Boulogne (Doutor Alphonse de Grand Boulogne).

H - Mme. H., M. Habach, Mlle. Huet (O nome completo era Honnorine Marie Cecile Huet).

J - M.J., Mlle. L.J, M. e Mme. Japhet (O seu nome era Aimable Julie Le Planquais, e desencarnou em 1859, portanto ainda existem dúvidas que tenha participado da SPEE; era mãe da médium da sequência), Mlle. Ruth Céline Japhet (O nome correto da médium é Célina Eugenie Béquet, que adotou o pseudônimo de Célina Japhet, mas nunca de Ruth, sendo este uma invenção de Canuto Abreu), M. Jean (honorário), M. Jobard, de Bruxelas (honorário) (Jean Baptiste Ambroise Marcellin Jobard), M. Hubert Joly, M. Jonty.

K - M. Krafzoff.

L - Mme. L., M. Labourgeais, M. e Mme. Lampérière, Mlle. Lateltin, M. Lazaro, M. e Mme. Charles Julien Leclerc, M. Ledoyen (Simon Alexandre Ledoyen), M. Edouard Pierre Le Roux, Mme. Lesc. (Ver Sra. Costel), M. e Mme. Jules Nestor Anatolie Levent (Jules Théophile Nestor Anatole Levent),  M. e Mme. Pierre Gaëtan Leymarie, Mlle. Lida, M. e Mme. Lubrat.

M - Mme. M, M. e Mme. E. Antolie Malet (O nome correto é Emile Malet), M. P.F. Matieu (Pierre-François Mathieu, mais conhecido como P.-F. Mathieu), M. Mialhe, M. Pierre Raymond Jacques Monvoisin, M. Morin, M. E. Müller (não existe que evidência da sua existência, provavelmente confundido com o Sr. E. Malet).

N - Mme. N., conde de N. (livre), M. Nant, M. e Mme. Netz, M. Nivard.

P - M. P., Mlle. P ou Mlle. Parissé, Mme. P ou Mme. Parissé, Mme. Pâtet, M. Pécheur, M. Perchet, Mme. de Planinemaison, M. Poudra.

R - M. Achille R., conde de R., M. R. (Membro do Instituto da França), M. Raboche, Mme. Rakowska, M. Ravan, M. Regnez, M. e Mme. H.L.D. Rivail, M. Julien Rob, Mlle. Marie Robyns, Mme. Roger, M. Rouxel, M. Royer, M. Roze (Louis Jules Roze), M. Rul (Louis Joseph Gabriel Rul).

S - Mme. S. Mlle. Stéphanie S, M. Emile Sabô (Emile Antoine Sabô, sendo que o Emile foi acrescentado depois), M. Sanson, Mme. Schmidt, M. Solichon, Mlle. Solichon, M. Solve.

T - M. T., M. Tailleur (Jean Marie Tailleur), M. Theubert, M. Thiery.

V - M. Louis Vavasseur, M. E. Vézy (Eugène Vézy), doutor Vignal.

W - M. Winz.

X - Mme. Xavier

Z - Conde de Z.

Os Médiuns

(1858 - 1869)

 

A - Mme. A., M. Adrien (vidente), M. Albert.

B - Mme. B, Mme. A de B., M. B. de M., M. Charles B., M. Bertrand, Mme. Boyer, M. Br., Mme. Breal, Mlle. Bréguet, Mme. Breul.

C - M. C., Mme. de Cardone ou Mme. C., Mlle. Aline C., Mme. Causse, Mme. Cazemajour (Marguerite Clémence Lajarriges, a Sra. Cazemajour), M. Jean Alexandre Chaigneau, M. Collin, Mme. Costel (Honorée Ea Guillaume Guillon Lethière - casada com o Sr. Lescot -, a Sra. Costel), M. Crozet.

D - M. D., Mme. D., M. D’Ambel (Emmanuel-Balthazard-Marie-Eugène-Alis d'Ambel, usou às vezes o pseudônimo de Abel d'Islam), M. Darcol, M. e Mme Alexandre Delanne (M. se chamava François Eugène Alexandre Delanne, sendo que o Alexandre foi acrescentado depois do nascimento; e Mme se chamava Marie Alexandrine Didelot), Mme. Desi, Mme. Armand T. Desliens, M. Armand T. Desliens, M. Alfred Didier (filho) (o nome completo era Alfred Jean Baptiste Didier), Mlle. Dubois, Mlle. Emance Dufaux (embora apareça grafado com "E" várias vezes na R.E., o nome correto é Hermance Dufaux de La Jonchère).

E - Mlle. Eugénie.

F - M. Camille Flammarion (Nicolas Camille Flammarion).

G - Mme. G., Mme. viúva de G., doutor de Grand-Boulogne (Doutor Alphonse de Grand Boulogne).

H - Mlle. Huet (O nome completo era Honnorine Marie Cecile Huet).

J - Mlle. L. J (médium desenhista), Mlle. Céline Japhet (O nome correto da médium é Célina Eugenie Béquet, que adotou o pseudônimo de Célina Japhet), M. Jonty.

L - Mme. L., Mme. Lampérière, M. Lampérière, Mlle. Lateltin, Mme. Leclerc, Mme. Lesc. (Ver Sra. Costel), Mme. Marina Duclos e M. Pierre Gaëtan Leymarie, Mlle. Lida, Mme. Lubrat.

M - Mme. M., Mme. Emile Malet, M. Morin.

N - M. Nivard.

P - Mme. P., Mlle. Parissé, Mme. Pâtet, M. Pécheur, M. Perchet, Mme. de Planinemaison.

R - M. R., M. Raboche, M. Julien Rob, Mlle. Marie Robyns, Mme. Roger, M. Rouxel, M. Royer, M. Roze (Louis Jules Roze), M. Rul (Louis Joseph Gabriel Rul)

S - Mlle. Stéphan ou Stéphanie S., Mme. Schmidt, Mlle. Solichon.

T - M. Tail. ou Tailleur (Jean Marie Tailleur).

V - M. Louis Vavasseur (médium poeta), M. Eugène Vézy.

W - M. Winz (médium pintor)

X - Mme. Xavier

Os Membros Correspondentes

(1858 - 1869)

Os membros correspondentes são próprios das corporações científicas, aqueles que mantêm uma correspondência assídua em benefício da pesquisa.

França

M. B.; M. e Mme. Emile Collignon, de Bordeaux; M. Crozet, de L’Havre; M. Léon Denis, de Tours; M. Dombre, de Marmande; professor Brion D’Orgeval, de Toulouse; M. Timoléon Jaubert, de Carcassonne; Mme. R. Jura; M. L., de Troyes; M. S., de Bordeaux.

Exterior

M. S. L. Bernardaky, de São Petersburgo; Miss Anna Blackwell, de Londres; professor Constantin Delhez, de Viena; José Maria de Fernández Colavida, de Barcelona; M. e Mme. Forbes, de Londres; Dr. Gotti, de Gênova; Dr. De Grand-Boulogne (Doutor Alphonse de Grand Boulogne), de Havana; M. Jobard, de Bruxelas (Jean Baptiste Ambroise Marcellin Jobard); Mme. Elisa Johnson, de Londres; M. Julien, de Belfast; M. Maurice Lachâtre, de Barcelona; conde de N., de Moscou, Sr. Alverico Perón (pseudônimo de Enrique Pastor Bedoya), de Madri; conde Alexandre Stembock Fermor, de São Petersburgo; M. Sérge de W., de Moscou; M. Indermulhe de Wytenbach, de Berna.

Fonte: Sr. Florentino Barrera publicada na obra La Sociedad de París, 2ª edição revisada e aumentada, Ediciones Vida Infinita, Buenos Aires, 2002, p. 60 até 63.

Revisado (informações acrescentadas em relação à revisão anterior, mas remanescentes a serem evidenciadas):

Carlos Seth Bastos
CSI do Espiritismo - Imagens e registros históricos do Espiritismo

A Cronologia da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE)

E O MOVIMENTO ESPÍRITA

1858 - Em janeiro a Revista Espírita é criada por Allan Kardec, na sua residência, situada na Rua dos Mártires, 8.

Em 01/04, Allan Kardec fundava em Paris a "Société Parisienne des Études Spirites" (Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas), que funcionou inicialmente na galeria de Valois no Palais Royal (Galeria de Valois, 35 e depois Galeria Montpensier, 12... num salão do restaurante Douix)

1860 - Em abril a Revista Espírita e a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas são transferidas para a Passage Sainte-Anne, na Rue Ste.-Anne, 59.

1869 - (31 de março) - Desencarna subitamente Allan Kardec, enquanto atende a um caixeiro de livraria, no seu apartamento da Rue Ste.-Anne, muito provavelmente vitimado pela ruptura de um aneurisma de aorta (há controvérsias... poderia ser uma insuficiência cardíaca congestiva, conforme aponta L. Palhano Jr, e com quem concordamos).

No dia seguinte, deveria desocupar esse imóvel, indo para a casa da Villa Ségur; e os escritórios da Revista Espírita, a "Société Parisienne des Études Spirites" e a Librairie Spirite para a Rue de Lille 7.

O corpo foi sepultado ao meio-dia de 2 de abril, no cemitério de Montmartre. Estima-se que mais de mil pessoas acompanharam o cortejo, que seguiu pelas ruas de Grammont, Laffitte, Notre-Dame-de-Lorette, Fontaine e pelo Boulevard de Clichy. À beira da sepultura, Camille Flammarion, astrônomo e médium da SPES, pronunciou o seu importante discurso, que a FEB fez figurar na sua edição de Obras Póstumas. Na primeira reunião da SPES após esse fato, os membros presentes lançaram a ideia de se levantar um monumento ao mestre, que logo recebeu adesão de espíritas de muitas cidades. Foi assim que se fez construir o famoso dólmen do cemitério Père-Lachaise, para onde os restos mortais de Kardec foram transladados a 29 de março de 1870.

1869 - (abril) Transferência do escritório da Revista Espírita e da “Société Parisienne des Études Spirites" para a Rue de Lille 7. Essa rua é uma das laterais do famoso Museu D'Orsay. Kardec desencarnou enquanto fazia as arrumações para a mudança, no dia 31 de março do mesmo ano.

1869 - (julho) - A Librairie Spirite é inaugurada tendo a frente a Sra. Rivail e o médium Desliens. A Sociedade Anônima do Fundo [ou Caixa] Geral e Central do Espiritismo (SA) foi fundada também em julho de 1869, sob o comando de Desliens e Tailleur.

1870 - (31 de março) - Inaugura-se o monumento druida do Père-Lachaise. Esse famoso cemitério é considerado museu, tendo sido ali sepultados inúmeros dos grandes vultos franceses e mesmo de outros países.

Quando de sua inauguração, o dólmen não registrava a célebre frase "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir continuamente, tal é a lei", que foi esculpida ainda em 1870. Ao contrário do que muitas vezes se afirma, essa frase não se deve textualmente ao próprio Kardec, não obstante represente corretamente o pensamento espírita.

1870 - (abril) A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas se muda para Rue Molière 27 e não publicava artigos na Revista Espírita criada por Allan Kardec desde julho de 1869, tendo Eugène Bonnemère como presidente — Camille Flammarion, presidente honorário —. No comitê central L. Morin (Louis Joseph Félix Morin) secretário principal.

1871 - (junho) Pierre-Gaëtan Leymarie assume a gerência da Revista Espírita e da Librairie Spirite.

Julho de 1871: Leymarie assume o comando da SA (Sociedade do Fundo Geral e Central do Espiritismo), depois da renúncia do médium Desliens.

1873 - (junho) Renúncia do Sr. Bittard, o gerente da Librairie Spirite, que também é assumida por Leymarie. No final de dezembro a sociedade muda o nome para Sociedade para a Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, anônima e de capital variável.

1875 - É instaurado o Processo dos Espíritas, procedimento judicial condenando a prática das chamadas fotografias mediúnicas, sob a alegação de fraude.

1877 - A Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas se muda para a Rue Saint-Denis 183, tendo na presidência o Sr. Boiste, que pertenceu ao grupo de Allan Kardec.

1878 - A revista espírita e a Librairie Spirite se muda para rue des Petits-Champs. Leymarie organiza a "Société Scientifique pour les études psychologiques" para o estudo e experimentações em torno da mediunidade e do magnetismo animal, e análise das obras de Cahagnet, de Roustaing, da doutrina de Swedenborg fugindo a orientação do Mestre de Lyon.

1882 - Em 24/12 se propõem a formação de uma assembleia geral para organizar a “Union Spirite Française” e a criação de um jornal.

1883 - Em 15/01 é criado o estatuto da “Union Spirite Française” e o Jornal "Le Spiritisme".

1883 - Em 21/01 Amèlie Gabrielle Boudet, a mulher de Kardec, falece aos 87 anos, e saindo o féretro de sua residência, na Avenida de Ségur n. 39 (o endereço da Vila Ségur era a Avenida de Ségur, 39), para o Père-Lachaise, a 12 quilômetros de distância.

1883 - Ocorre a mudança para Sociedade Científica do Espiritismo, e finalmente, em setembro de 1888, para Sociedade da Livraria Espírita.

1884 - Em julho a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas se muda para galeria de Valois 167 no Palais Royal compartilhando o mesmo endereço da "Union Spirite Française”. Tendo à frente da presidência da sociedade Sr. André Bourgès que era um dos antigos espíritas do tempo de Allan Kardec.

1885 - Em outubro a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas se muda novamente para a Rue Saint-Denis 183.

1885 - Em novembro e lançado o "La Pensée libre" periódico da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, pós-Kardec.

1886 - Em outubro falece Sr. André Bourgès, um dos lendários militantes espíritas francês. Esteve a frente da Revista Espírita durante o afastamento de Leymarie e o processo dos espíritas. Foi um dos fundadores da "Union Spirite Française”, e presidente honorário da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

1888 - Assume Sr. Jean Alexandre Camille Chaigneau como um dos últimos presidentes da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.

1890 - Em 07/10 a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas (SPEE) desaparece e reaparece com uma nova denominação, Sociedade do Espiritismo Científico (Société du Spiritisme Scientifique), tendo Laurent de Faget na presidência desta instituição; e estava localizada na Rue Saint-Denis 183, o mesmo endereço da antiga sede (SPEE).

1891 - Dissolução da "Union Spirite Française".

1892 - Em 28/01 Sr. Jean Alexandre Camille Chaigneau falece aos 85 anos de idade. Sendo um dos maiores expoentes do espiritismo na França.

1893 - Em setembro de 1893, Gabriel Delanne vendeu o “Le Spiritisme” para Arthur d’Anglemont, que era «Omniteista».

1893 - 20/11/ Fundação da Fédération Spirite Universelle.

1894 - Laurent de Faget se afasta do “Le Spiritisme” devido a questões doutrinárias com Arthur d’Anglemont.

1895 - Laurent de Faget funda um novo periódico espírita, o Progrès Spirite. Na nova sede na rue des Archives, 86. Paris.

1895 - Em 14/5/1895 Laurent de Faget renunciou aos comitês da Fédération Spirite Universelle e do Comitê de Propaganda.

1895 - Em 20/10/1895 Laurent de Faget é reeleito presidente da Fédération Spirite Universelle.

1897 - Leymarie funda a "Librairie Leymarie Édite", estabelecida no 42, rue Saint-Jacques, Paris, e que dirigiu até 1901, e, com o seu desencarne, por sua esposa Madame Marina Duclos Leymarie, e, posteriormente, por seu filho, Paul Leymarie.

1901 - Desencarna em 10/04 P. G. Leymarie. A Srª. Marina Leymarie assume a direção da Revista Espírita até 1904.

1904 - Paul Leymarie assume a Revista Espírita até 1916.

1912 - Em dezembro falece Laurent de Faget que foi dirigente do Le Progrès Spirite durante 17 anos.

1914/1918 - 1ª Guerra Mundial. A Revista Espírita tem sua publicação suspensa até 1916.

1917 - A Revista Espírita volta a ser publicada, tendo como proprietário Jean Meyer, sendo seu diretor até 1931. Até 1924 Paul Leymarie foi seu editor.

1919 - Jean Meyer refunda a “Union Spirite Française" em Associação, tendo como presidente Gabriel Delanne e como presidente de honra Léon Denis. Fundado o Institut Metapsychique International por Jean Meyer.

1923 - Jean Meyer compra o prédio nº 8 da Rua Copernic, em Paris, onde estabelece a sede da "Union Spirite Française". Este prédio ficou conhecido como a Maison des Spirites. (Casa dos Espíritas)

1925 - A Maison des Spirites sediou o Congresso Espírita Internacional com a participação de Léon Denis e Conan Doyle, tendo como vice-presidente Jean Meyer.

1926 - Desencarna Gabriel Delanne, primeiro presidente da "Union Spirite Française".

1927 - Desencarna Léon Denis presidente de honra da "Union Spirite Française".

1931 - Desencarna Jean Meyer em 13/04 na sua vila Valrose, em Béziers, França. Seu amigo Hubert Forestier assume a direção da Revista Espírita até 1971.

1939 /1945 - Segunda Guerra Mundial. "Union Spirite Française" interrompe suas atividades.

1968 - A Revue Spirite passa a ser propriedade de Hubert Forestier, que a registrou no Instituto Nacional de Proteção Industrial.

1971 - Desencarnação de Hubert Forestier. Seus herdeiros transferem os direitos da Revue Spirite para André Dumas.

1976 - André Dumas, anuncia o abandono do título da Revue Spirite e a incorpora numa publicação não espírita denominada “Renaître 2000”, e também que a "Union Spirite Française" deixa de existir em abril para dar lugar a "Union Scientifique Francophone pour l’Investigation Psychique et l’Etude de la Survivance de l’Ame".

1977 - Em 20/01, o Presidente da Federação Espírita Brasileira, Francisco Thiesen, escreveu ao Sr. André Dumas, para oficializar a proposta a quem de direito, no sentido de assumir a responsabilidade integral e definitiva pelo título e pela manutenção de “La Revue Spirite”; proposta esta que foi recusada.

1979 - No ano de 1979 ocorre o desaparecimento da Maison des Spirites pela dissolução do setor imobiliário da sociedade civil de estudos metapsíquicos. Compartilhamento entre oito co-proprietários (Notário: Maître Bourcier em Paris).

1985 - Criação da “Union Spirite Française et Francophone”, por Roger Perez. André Dumas escreve a Roger Perez, que qualquer tentativa para adquirir os direitos sobre a Revue Spirite representa concorrência desleal.

1989 - A “Union Spirite Française et Francophone”, obtém em sentença judicial a recuperação do direito de utilização do título “Revue Spirite”, perante o Tribunal de Meaux, por não ter André Dumas renovado os direitos de propriedade do título da Revista em tempo hábil. No 4º trimestre, sob o nº 1, ano 132, ressurge a “Revue Spirite”, após 12 anos de interrupção.

1992 - Fundação do Conselho Espírita Internacional (CEI), constituído em 28 de novembro de 1992 em Madri, na Espanha, que abrange 36 países.

1997 - Desencarnação de André Dumas e o encerramento da "Union Scientifique Francophone pour l’Investigation Psychique et l’Etude de la Survivance de l’Ame", que foi herdeira na antiga "Union Spirite Française".

2007 - Divergência de opiniões entre os responsáveis; a Union Spirite Française et Francophone foi dissolvida em 30 de outubro de 2007.

2007 - O Conselho Espírita Francês foi criado como uma associação sob a lei de 1901 em 9 de junho de 2007 em Denicé, perto de Lyon. É administrado colegialmente por um conselho de administração de 6 pessoas.

2018 - Outubro de 2018: transformação do Conselho Espírita Francês. Durante sua assembléia geral em dezembro de 2017 foi decidido adotar o antigo nome de Union Spirite Française et Francophone, dissolvido há pouco mais de 10 anos. Essa recriação é um forte sinal de apego às raízes e às antigas tradições ligadas ao movimento espírita francês.

2019 - Sábado, 10 de agosto, morte de Roger Perez. Ele foi o incansável presidente da Union Spirite Française et Francophone de 1985 a 2007.

Carlos Seth Bastos
CSI do Espiritismo - Imagens e registros históricos do Espiritismo

Palais Royal

O Palais Royal, um dos mais importantes edifícios históricos de Paris, situa-se ao lado da ala norte do Louvre.

Palais Royal - Galerie d’Orléans

18 de abril de 1857 marcou o nascimento “oficial” do Espiritismo: foi apresentada aos parisienses a primeira edição de O Livro dos Espíritos. O lançamento aconteceu na Livraria E. Dentu. Endereço: Galerie d’Orléans, nº 13, Palais Royal.

Palais Royal - Galerie Valois

No dia 1 de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, que realizou suas atividades durante dois anos, provisoriamente, na Galerie Valois e depois Galerie Montpensier, localizadas nos prédios do Palais Royal.

Palais Royal - Galerie Montpensier

A Sociedade Espírita esteve na Galerie de Valois durante um ano. Em 1859, transferiu-se para outro local: o mesmo Palais Royal, mas agora na Galerie Montpensier, nº 12.

Rue Sainte Anne: Allan Kardec transferiu a sede da SPEE para essa rua, na Passagem Saint-Anne, localizada no número 59, a partir de 1860. Também passou a residir nesse local, para onde transferiu também o escritório da "Revista Espírita".

Planta da Passagem Sainte-Anne PDF

Charles Kempf - Encyclopédie Spirite

 

Planta da Passagem Sainte-Anne PDF

Charles Kempf - Encyclopédie Spirite

Planta da Passagem Sainte-Anne PDF

Charles Kempf - Encyclopédie Spirite

Rue de Lille: Local para onde foi transferida a Livraria Espírita e o escritório da Revista Espírita, em 1869. Essa rua é uma das laterais do famoso Museu D'Orsay. Allan Kardec desencarnou enquanto fazia as arrumações para a mudança, no dia 31 de março do mesmo ano.

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

Carte de Membre Titulaire (13/07/58)

 

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

Carte de Membre Associé-Libre (31/01/1868)

 

Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - SPEE - possuía cartões de identificação para seus membros. Seja para membros titulares, seja para membros associados livres.

No Regulamento da SPEE, que pode ser encontrado no Livro dos Médiuns - Capítulo XXX, encontramos nos artigos 2º. e 3º. as definições e critérios para o ingresso na Sociedade como Sócio Titular e Sócio Livre.

As credenciais eram assinadas pelo presidente da Sociedade, o próprio Allan Kardec.

Nos cartões constavam o nome do associado, o seu endereço e a data de sua admissão.

Estes dois exemplos, um de 13/07/1858 e o outro de 31/01/1868, que fazem parte do acervo do museu AllanKardec.online.

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

Itens Integrantes do Acervo do Museu AKOL - AllanKardec.online

Lista de Presença

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

 

Nenhuma pessoa estranha à Sociedade era admitida nessa sessão, salvo em casos excepcionais e com assentimento prévio do Presidente, ou seja, do próprio Allan Kardec.

As sessões gerais ocorriam nas 2ª e 4ª sextas-feiras de cada mês. Nestas, estava autorizada a admissão de ouvintes estranhos, previamente cadastrados e devidamente apresentados ao Presidente, por um sócio. Estes ouvintes seriam as pessoas que desejassem se tornar associados, ou que simpatizavam com os trabalhos da Sociedade, e já suficientemente iniciadas na ciência espírita. Aos ouvintes era vedado o uso da palavra, salvo em casos excepcionais e a juízo do Presidente. O número dos ouvintes era limitado aos lugares disponíveis, que deveriam estar inscritos previamente num registro criado para esse fim, com indicação dos endereços e das pessoas que os recomendavam.

A assinatura da lista de presença era obrigatória pelos participantes das sessões. O silêncio e o recolhimento eram rigorosamente exigidos durante as sessões, e, principalmente, durante os estudos. Ninguém podia usar da palavra, sem a ter obtido do Presidente. Todas as perguntas aos Espíritos deviam ser feitas por intermédio do Presidente, que poderia recusar formulá-las, conforme as circunstâncias.

Eram vedadas todas as perguntas fúteis, as de interesse pessoal, de pura curiosidade, ou que tinham o objetivo de submeter os Espíritos a provas, bem como, todas as que não tinham um fim geral, do ponto de vista dos estudos e que pudessem gerar discussões capazes de desviar a sessão do seu objeto especial.

Nenhuma comunicação espírita, obtida fora da Sociedade, podia ser lida, antes de ser submetida, seja ao Presidente, seja à comissão, que tinham o poder de admitir ou recusar a leitura. Toda comunicação de fora da Sociedade, cuja leitura tivesse sido autorizada, deveria ter um cópia depositada em seus arquivos. Todas as comunicações que tivessem sido obtidas durante as sessões pertenciam à Sociedade, podendo os médiuns que as tomaram, tirar delas uma cópia.

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

Itens Integrantes do Acervo do Museu AKOL - AllanKardec.online

Este documento é o impresso de um CERTIFICADO DE MEMBRO HONORÁRIO da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. De acordo com o regulamento da SPEE, que pode ser encontrado no Livro dos Médiuns – Capítulo XXX, a Sociedade permite, em seu artigo 2º, a possibilidade da concessão de um documento, a pessoas residentes na França ou no estrangeiro, que pudesse reconhecer uma pessoa pelos seus comprometimentos e esforços em prol do Espiritismo.

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

Itens Integrantes do Acervo do Museu AKOL - AllanKardec.online

Recibo no valor de vinte e quatro francos, datado de 01 de abril de 1866, relativo à cotização como membro da SPEE - Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, pelo período de um ano. A SPEE estava localizada na 59, rue et passage Saint-Anne.

A título de informação e para a devida comparação, o Livro dos Espíritos era vendido em 31/12/1866 por 3,50 francos.

Société Parisienne des Études Spirites (SPEE)

Itens Integrantes do Acervo do Museu AKOL - AllanKardec.online

Este pequeno livreto de vinte e duas páginas é o Estatuto da Société Scientifique du Spiritisme, Anonyme et à Capital Variable - Sociedade Científica do Espiritismo, Anônima e de Capital Variável - que, através da Assembleia Geral Extraordinária de 1º de agosto de 1883, passou a ter esta denominação.

O fato ocorreu após o desencarne de Amélie Boudet em 21 de janeiro de 1883.

É curioso o nome manuscrito no alto à direita da capa – Madame Lachaud. Lembremo-nos que o nome do advogado de Pierre-Gaëtan Leymarie no chamado Processo dos Espíritas, em 1875, era Dr. Lachaud!

A Sociedade para Continuação das Obras Espíritas de Allan Kardec, fundada em 29/07/1869, por Amélie Boudet, estava inicialmente instalada na Rue de Lille, 7 – Paris, cujo Estatuto pode ser encontrado na Revista Espírita de agosto de 1869.

Em 1º de junho de 1878, a Sociedade mudou o seu endereço, junto com sua livraria e a Revue Spirite, para a rue Neuve des Petits Champs, 5.

Em 25 de junho de 1878, ocorreu a festa de inauguração da criação da Société Scientifique d’Études Psychologiques - Sociedade Científica de Estudos Psicológicos, que estava vinculada à Sociedade Anônima (vide foto).

Este livreto contém o Estatuto original da Sociedade Anônima, bem como as atas com as modificações ocorridas nas Assembleias Gerais Extraordinárias realizadas em: 11 de fevereiro de 1877; 26 de março de 1883; 08 de abril de 1883; 1º de agosto de 1883 (que altera o nome da Sociedade Anônima); 16 de agosto de 1883; 19 de fevereiro de 1885 (ata manuscrita); 22 de julho de 1885 (manuscrita); 30 de setembro de 1888 (ata manuscrita e que altera o nome da sociedade para Sociedade da Livraria Espírita fundada por Allan Kardec).

Itens Integrantes do Acervo do Museu AKOL - AllanKardec.online

Carta rara de Allan Kardec com o pedido de autorização para a fundação do primeiro Centro Espírita do mundo, que foi fundado em 1º de abril de 1858, e dirigido por Allan Kardec.

"Ao Sr. Prefeito de Polícia da cidade de Paris. Sr. Prefeito: Os membros fundadores do Círculo Parisiense de Estudos Espíritas, que solicitaram junto a vós a autorização necessária para constituir-nos em Sociedade, temos a honra de pedir-vos que consintais permitir-nos reuniões preparatórias, enquanto esperamos a autorização regular. Com o mais profundo respeito, Sr. Prefeito, tenho a honra de ser vosso muito humilde e muito obediente servidor".

H. L. D. Rivail, dito Allan Kardec.

Rua dos Mártires nº 8

Fontes: Canal Espírita (Kardec e a Sociedade de Pesquisa - Revolução Espírita) PARTE 01

Allan Kardec e a Sociedade de Pesquisa: o trajeto feito até a Sociedade era feito a pé onde ele podia caminhar pelas ruas do local onde morava e acompanhar de perto o crescimento do consumismo que surgiu após a Revolução Industrial. Mas como eram realizados os trabalhos na sala de pesquisa? Quais as atribuições realizadas por Kardec? Onde foi o lançamento de O Livro os Espíritos? Saiba aqui no Revolução Espírita.

Fontes: Canal Espírita (Kardec e a Sociedade de Pesquisa - Revolução Espírita) PARTE 02

Allan Kardec e a Sociedade de Pesquisa: o trajeto feito até a Sociedade era feito a pé onde ele podia caminhar pelas ruas do local onde morava e acompanhar de perto o crescimento do consumismo que surgiu após a Revolução Industrial. Mas como eram realizados os trabalhos na sala de pesquisa? Quais as atribuições realizadas por Kardec? Onde foi o lançamento de O Livro os Espíritos? Saiba aqui no Revolução Espírita.

Fontes: Canal Espírita (Kardec e a Sociedade de Pesquisa - Revolução Espírita) PARTE 03

Allan Kardec e a Sociedade de Pesquisa: o trajeto feito até a Sociedade era feito a pé onde ele podia caminhar pelas ruas do local onde morava e acompanhar de perto o crescimento do consumismo que surgiu após a Revolução Industrial. Mas como eram realizados os trabalhos na sala de pesquisa? Quais as atribuições realizadas por Kardec? Onde foi o lançamento de O Livro os Espíritos? Saiba aqui no Revolução Espírita.

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns (O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, cap. XXX - Regulamento Da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas)

 Revista Espírita - Índice Geral - (Edições 1858 - 1869) (Índice Temático para Consultar os Temas da Revistas Espíritas Compiladas por Allan Kardec)

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1858  

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1859

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1860

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1861

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1862

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1863

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB)  - 1864

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1865

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1866

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1867

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1868

 Allan Kardec - Revista Espírita (FEB) - 1869

 Baixar todos os materiais no arquivo zipado