www.aluznamente.com.br

 

 

Roustaing - Uma eterna desilução febiana

Análise do livro

"Os Quatro Evangelhos" Médium Émilie Collignon

 

(José Passini, Astolfo O. de Oliveira Filho, Leonardo Marmo Moreira, Jorge Hessen)

Prefácio da obra:

Embarcamos no universo espírita impulsionado por incontida investigação da Verdade. Desde a primeira hora, ficamos maravilhados em face da cautela, o bom senso, a habilidade de síntese e o acervo cultural de Allan Kardec.

Procuramos conhecer a biografia do professor Rivail. Percebemos que estava diante de um gênio. O filho de Lyon se submeteu, sempre de forma racional e corajosa, sem esmorecimento o processo de coletânea e sistematização das verdades reveladas pelos Espíritos.

O Espiritismo é Consolador Prometido que desvenda conceitos surpreendentes sobre Deus, o Universo, os homens, a natureza e comunicação dos “mortos” com os “vivos”, a pluralidade dos mundos habitados, a reencarnação e as leis naturais que regem a vida.

A Terceira Revelação acena-nos ainda com o soberano apelo para compreendermos e refletir sobre o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.

A fé sólida é aquela que pode encarar a razão, face a face em qualquer época da história, consoante disse Kardec, desta forma o Espiritismo se apoia nos três pilares doutrinários, a saber: ciência, filosofia e religião. Ciência porque se consubstancia num conjunto reunido de informações concernentes a certas classes de eventos ou fenômenos transcendes avaliados experimentalmente, relacionados e descritos por Kardec e outros pesquisadores de renome, representado principalmente pelas obras básicas.

É Filosofia sem tanger necessariamente o contexto filosófico tradicional (materialista), embora de cunho evolucionista e metafísico, pontua a necessidade de o homem ir em busca de seu autoburilamento, estimulando-o à averiguação de respostas às questões magnas da Humanidade: sua natureza, sua origem e destinação, seu papel perante a Vida e o Universo tendo como bandeira o axioma: “nascer, viver, morrer e renascer de novo, progredindo sempre, tal é a lei.”

É, por fim e sobretudo Religião, porque propõe unir os povos em um ideal de fraternidade, preconizado pelo Evangelho de Jesus, permitido, dessa forma, que o homem se encontre com o próprio Criador, tendo como bandeira o lema: “fora da caridade não há salvação.”

Fundamentalmente é importante ressaltarmos que o Espiritismo não tem incondicional necessidade da ciência terrena, pois como nos adverte Emmanuel na primeira questão da obra O Consolador: “Essa necessidade de modo algum pode ser absoluta.

O concurso científico é sempre útil, quando oriundo da consciência esclarecida e da sinceridade do coração. Importa considerar, todavia, que a ciência do mundo se não deseja continuar no papel de comparsa da tirania e da destruição, tem absoluta necessidade do Espiritismo, cuja finalidade divina é a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem.” Eis aí o meu pensamento.

O fanatismo religioso atinge seriamente quase todas as religiões e, infelizmente, parece que não é diferente no meio espírita. Por essa razão, o espírita sincero precisa compenetrar-se da oportunidade, no tempo e no ambiente, com relação aos assuntos doutrinários no seu tríplice aspecto, porquanto, qualquer inconsideração nesse particular, pode conduzir a fanatismo abominável, sem nenhum caráter construtivo.

Herculano Pires já advertia sobre o igrejismo que assolava as hostes espíritas. No meu ponto de vista, o drama tem seu nascedouro na Federação Espírita Brasileira, que ainda cultiva a postura vaticanista, mantendo no Estatuto o Parágrafo único, item III, Art. 1º que “além das obras básicas a que se refere o inciso I, o estudo e a difusão compreenderão, também, a obra de J.-B. Roustaing e outras subsidiárias e complementares da Doutrina Espírita.

Desta forma, a consagração das obras de Roustaing na FEB tem pervertido a racionalidade espírita no Brasil. E comprovadamente desconhecemos haver espíritas mais fanáticos do que os roustanguistas. Por isso, entendemos que no Brasil seja imprescindível a criação URGENTE de uma Confederação Espírita, a fim de unir concreta e racionalmente os corações dos espíritas em torno do eminente Kardec, considerando sempre o Espiritismo em seu tríplice aspecto. Para esse desígnio compete aos atuais jovens espíritas e as lideranças contemporâneas se movimentarem a fim de concretizarem tal projeto.

Obviamente a expansão e propaganda do Espiritismo pelo mundo, não pode ser apressada. Não há essa necessidade imediata. A organização do Espiritismo está nas mãos de Jesus, antes de qualquer esforço incerto e volúvel de nossa parte. É imprescindível estudarmos e aplicarmos os ensinamentos do Mestre à luz do Espiritismo, pois nossa tarefa maior deve ser da própria iluminação através de uma fé racional, inabalável e serena.

Ademais, devemos oferecer aos serviços da propaganda doutrinária a cota de tempo de que possamos dispor, entre os trabalhos diário do ganha pão e o cumprimento dos deveres familiares.

Para Emmanuel, a execução dessas obrigações é sagrada e urge não cair no declive das situações parasitárias, ou do fanatismo religioso.

No trabalho da propaganda da verdade, Jesus caminha antes de qualquer esforço humano e ninguém deve guardar a pretensão de converter alguém, quando nas tarefas do mundo há sempre oportunidade para o preciso conhecimento de si mesmo. Para isso estudemos Kardec para melhor compreendermos Jesus.

São Paulo, 13 de agosto de 2016
Jorge Hessen

"A Doutrina Espírita encerra em si os elementos de uma transformações nas ideias; com essa qualidade, ele merece atenção de todos os homens do progresso. Sua influência, estendendo por todos os países civilizados, dá ao seu codificador uma importância considerável, e tudo faz prever que, num futuro próximo, Allan Kardec será colocado como um dos reformadores do século XIX."

Maurice Lachâtre "Editor em Paris e escritor com ideias avançadas"

Contemporâneo de Allan Kardec

(Issoudun, 14 de outubro de 1814 - Paris, 9 de março de 1900)

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Fontes: Canal Jorge Hessen: "Brilha Uma Luz no Horizonte (1955) - Chico Xavier" (Imagens impressionantes de Chico, aos 45 anos, psicografando em velocidade inacreditável em seção pública no Centro Espírita Luiz Gonzaga de Pedro Leopoldo. Pela primeira vez, vemos imagens de seus familiares e de seus educadores na mediunidade Espírita. Realizado e produzido por Lauro Michelin.)

 

Roustaing - Uma eterna desilução febiana - Análise do livro "Os Quatro Evangelhos" Médium Émilie Collignon PDF