JORGE HESSEN

RESPONSABILIDADE E NÓS

(QUESTÕES DOUTRINÁRIAS - À LUZ DO ESPIRITISMO)

 

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Autores Espírita Clássicos

 

BRASIL

(2019)

Prefácio:

Apostilamos na obra sobre os shows de Congressos espíritas para entrepostos de implementos “doutrinários” no Brasil. Refletimos sobre as patologias desafiadores que não podem ser tidas como castigos divinos.

Necessitamos ter consciência de que doença e saúde são consequências das nossas livres escolhas através das emoções ou sentimentos, e tal responsabilidade não pode ser terceirizada. Além do quê, a doença não pode ser instrumento de punição. Na verdade, deve ser um expediente de aprendizado, na sábia pedagogia divina, convidando-nos ao exercício do amor.
Denunciamos a mitológica figura da mãe de Jesus bem como sobre a natureza biológica do Messias, alertando para uma visão racional, desmistificando a virgindade de Maria, sem nos afastarmos da sua grandeza maternal.

Sabemos que urge encontrar-se um caminho apropriado de financiamento das ações espíritas nas instituições, considerando que muitos confrades resistem em cooperar na formação de um caixa para o trabalho de difusão, mas insistimos que o equilíbrio está no meio nem tanto ao mar nem tanto a terra. Até porque são nossos esforços de exemplificação de auto moralização, não nossa fama ou esplêndidas palavras na tribuna que auxiliarão na renovação do cenário terreno. Daí comentarmos sobre os tais direitos autorais nas hostes espíritas.

Nas páginas a seguir, denunciamos os pseudomédiuns, ambiciosos e mistificadores. Ponderamos sobre o suicídio com base em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. V, item 14 instrui que a calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio. E na questão 920, de O Livro dos Espíritos, lemos que a vida na Terra nos foi dada como prova e expiação, e depende de nós mesmos lutarmos, com todas as forças, para sermos felizes o quanto pudermos, amenizando as nossas dores.

Desmistificamos o “karma” considerando que a liberdade de escolha dos nossos atos vincula-se à “Lei de Causa e Efeito”, ou seja, tudo aquilo que penso, que desejo, que faço determinam consequências naturais. A experiência da vida humana é circunstanciada por livres decisões vinculadas às implicações das escolhas. As Leis Divinas permitem assumirmos decisões livremente.

Provocamos o debate sobre usos de trajes nos recintos espíritas. Mencionamos a família como estrutura capaz de nos sustentar nas lutas da vida e elucubramos sobre a culpa e direito de errar. Sobre a culpa e sentimento de rejeição que comumente não surge de forma evidente, porém veladamente. Surge muitas vezes na condição de complexos de inferioridade ou de superioridade. Aparece com a tendência de solidão, de rejeição ou por inveja dos outros.

Propomos o autoperdão sem presunção de apagar os rabiscos do desacerto, considerando que a culpa e o alerta da consciência são temas que merecem profundas reflexões. É importante dizer que o “alerta ou conflito da consciência” ainda não é a instalação da culpa, porém, um convite ao arrependimento diante dos erros. Tal constrangimento consciencial é imprescindível para a reamornização do desalinho psicológico, procedente da culpa.

Brasília, 1 de setembro de 2019
Jorge Hessen

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Jorge Hessen - Estudo de "O Livro dos Espíritos") Palestra realizada no dia 27/07/2019, no Centro Espírita Vida - Instituto Espírita Bezerra de Menezes.

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas

Fontes: Portal Luz Espirita

"O Espiritismo é a revelação das leis da vida do Espírito, o termo mais atual mais elevado da evolução das religiões, crenças e filosofias humanas para um fim ideal comum a verdade. Ele sozinho dá uma solução racional e satisfatória de todos os problemas que esta tripla interrogação faz nascer - Porque a vida? - De onde viemos? - Aonde vamos?"

Algol (Paul Puvis)

Paul Puvis, muito conhecido sobre pseudônimo de Algol, e um dos mais brilhantes escritores da Revista Espírita, e um lutador das primeiras horas e foi um dos primeiros membros da Sociedade Espírita fundada por Allan Kardec.

"A Religião é o laço que nos une a Deus, e a manifestação mais simples, e também, mais alta de religião, que o homem, com facilidade, concebe, é a caridade. A caridade é, pois, o expoente máximo da Religião.

Não dizemos que a Religião é a verdade, porque seria isso dificultar a conquista da Religião, que, com tanta sabedoria, tanto amor e tanto sacrifício, Jesus pôs ao alcance de todas as criaturas humanas.

A caridade se faz compreender por todos, e é a todos acessíveis. Mas a verdade só se alcança através dos grandes impulsos da inteligência. Esta, contudo, somente quando iluminada pela claridade, pode aspirar à contemplação interior de Deus. Por isso é que só a caridade salva.

Em resumo: a Religião, que ensina e conduz à caridade, tem o seu ponto de apoio no Evangelho de Jesus, porque foi este o maior Espírito que baixou a Terra, e soube, como nenhum outro, praticar a caridade em sua plenitude."

Cairbar Schutel "O Bandeirante do Espiritismo"

 

RELAÇÕES DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Evangelho Segundo O Espiritismo (Cap. XXII - Não separei o que Deus juntou)

 

Jorge Hessen - Responsabilidade e Nós