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JORGE HESSEN

Praeiro, Peregrino da terra do pantanal

Palavras iniciais:

Desde o momento em que pisamos este solo abençoado de Mato Grosso, no ano de 1985, uma coisa palpitou mais forte no peito, e, naquele instante, sentimos que deveríamos escrever alguma coisa sobre o Espiritismo. Face ao forte pendor de deixar registrada a história do movimento espírita mato-grossense, procuramos estreitar contato com o Presidente da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso, senhor Aristotelino Alves Praeiro, homem idealista, circunspecto e de uma irrepreensível conduta evangélica; homem de índole dócil e uma bagagem incomum.

Nessa aproximação do peregrino da terra do Pantanal; descobrimos a sua força, sua intrepidez e sua irretocável serenidade; destarte, percebemos que ele seria, ao nosso escopo, um lídimo patrimônio vivo das narrativas necessárias para traçarmos o trajeto da doutrina espírita na terra de Rondon e, como o tempo urgia, não poderíamos perder tempo, até porque ele já contava 85 anos de idade, na época.

Decidimos escrever um livro onde pudéssemos consignar as narrativas do Praeiro sobre o caminhar do Espiritismo em Mato Grosso desde o seu primórdio, bem como a sua própria luta nessa implantação, visto que o consideramos um iniludível archote, inapagável nas íngremes estradas da ignorância humana.

Com o devido respeito ao caro leitor, rogamos licença para descrever a personalidade desse homem. Exaltamos nesse nosso companheiro a conduta estoica no dia-a-dia, chegando à severidade consigo mesmo. Para nós ele representa perfeitamente a imagem do cristão disciplinado, austero e extremamente pacífico, porquanto ótimo pacificador.

Praeiro foi daqueles que, antes de exigir a transformação moral de outrem, impôs a si próprio essa indeclinável tarefa caminhando pelo "NOSCE TE IPSUM", que, no bom português, significa "conhece-te a ti mesmo", e despertando em nós outros a imperiosa necessidade da reforma interior pelos carreiros do "vença a si próprio".

Neste preâmbulo, onde palmeamos os escorregadios caminhos dos elogios e "confetes", estacamos por aqui.

Não convém endeusar homens sinceros, muitas vezes travando uma batalha sem tréguas para conquistarem a si mesmos, muito embora, na narrativa das páginas a seguir, aquilataremos melhor quem foi esse mato-grossense que, no dizer do extraordinário tribuno baiano DIVALDO PEREIRA FRANCO, (por ocasião da entrega do título de cidadania mato-grossense ao orador da Bahia): "foi aquele desbravador, altruísta, que padeceu o ridículo, a chacota, a chalaça, a zombaria, mas não esfriou no ideal.

Colocou em sua luta constante o marco de uma nova era em nome do Cristo, que está acima de todas as religiões, porque é o amor não amado e não pode conter em lugar nenhum, porque Ele é o continente e não o conteúdo. Desejo repartir essas honrarias com a personalidade singular do nosso querido Tenente Aristotelino Praeiro, este homem bom, doce e suave, cuja presença é um atestado de Cristianismo entre nós".

Cuiabá - MT maio de 1991

Jorge Hessen

Fac símile da capa original dos Estatutos da Federação Espírita do Mato Grosso

Jorge Hessen - Praeiro, Peregrino da terra do pantanal

Reunião Federativa em 1958. Em pé ao centro Aristotelino Alves Praeiro (terno branco, gravata escura)

Jorge Hessen - Praeiro, Peregrino da terra do pantanal

Divaldo Pereira Franco, Aristotelino Alves Praeiro e Manoel Miraglia em 1971

Jorge Hessen - Praeiro, Peregrino da terra do pantanal

Aristotelino Alves Praeiro em 1983

Jorge Hessen - Praeiro, Peregrino da terra do pantanal

Fac símile da Revista Reformador de agosto de 1993 sobre o desencarne Aristotelino Alves Praeiro

Jorge Hessen - Praeiro, Peregrino da terra do pantanal

"Foi aquele desbravador, altruísta, que padeceu o ridículo, a chacota, a chalaça, a zombaria, mas não esfriou no ideal. Colocou em sua luta constante o marco de uma nova era em nome do Cristo, que está acima de todas as religiões, porque é o amor não amado e não pode conter em lugar nenhum, porque Ele é o continente e não o conteúdo. Desejo repartir essas honrarias com a personalidade singular do nosso querido Tenente Aristotelino Praeiro, este homem bom, doce e suave, cuja presença é um atestado de Cristianismo entre nós."

"Por ocasião da entrega do título de cidadania mato-grossense ao orador da Bahia"

 Divaldo Franco "O Grande Tribuno Espírita"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen - Programa Espiritismo em Foco (Rivail e Kardec)

 

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