CAJADOS PROTETORES

QUESTÕES DOUTRINÁRIAS - À LUZ DO ESPIRITISMO

(JORGE HESSEN)

Prefácio:

Em a superlativa obra “A Caminho da Luz” (1), o incomparável Espírito Emmanuel esquematiza, em poucas linhas, imorredouras lições doutrinárias. Elucida o autor de “Há dois mil anos” que o século XIX desenrolava uma torrente de claridades na face do mundo, encaminhando todos os países para as reformas úteis e preciosas. As lições sagradas do Espiritismo iam ser ouvidas pela Humanidade sofredora. Jesus, na sua magnanimidade, repartiria o pão sagrado da esperança e da crença com todos os corações.

Recorda, todavia, que o mestre lionês, na sua missão de esclarecimento e consolação, fazia-se acompanhar de uma plêiade de companheiros e colaboradores, cuja ação regeneradora não se manifestaria tão somente nos problemas de ordem doutrinária, mas em todos os departamentos da atividade intelectual do século XIX. A Ciência, nessa época, desfere os voos soberanos que a conduziriam às culminâncias do século XX.

Em verdade, o progresso da arte tipográfica consegue interessar todos os núcleos de trabalho humano, fundando-se bibliotecas circulantes, revistas e jornais numerosos. A facilidade de comunicações, com o telégrafo e as vias férreas, estabelece o intercâmbio direto dos povos. A literatura enche-se de expressões notáveis e imorredouras. O laboratório afasta-se definitivamente da sacristia, intensificando as comodidades da civilização. Constrói-se a pilha de coluna, descobre-se a indução magnética, surgem o telefone e o fonógrafo. Aparecem os primeiros sulcos no campo da radiotelegrafia, encontra-se a análise espectral e a unidade das energias físicas da Natureza.

O mentor de Chico Xavier demonstra que a teoria atômica e a fisiologia assenta bases definitivas com a anatomia comparada. As artes atestam uma vida nova. A pintura e a música denunciam elevado sabor de espiritualidade avançada. A dádiva celestial do intercâmbio entre o mundo visível e o invisível chegou ao planeta nessa onda de claridades inexprimíveis. Consolador da Humanidade, segundo as promessas do Cristo, o Espiritismo vinha esclarecer os homens, preparando-lhes o coração para o perfeito aproveitamento de tantas riquezas do Céu.

Para o magnânimo Emmanuel , o Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo neste século de declives da sua História; só ele pode, na sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as religiões que se apagam entre os choques da força e da ambição, do egoísmo e do domínio, apontando ao homem os seus verdadeiros caminhos. No seu manancial de esclarecimentos, poder-se-á beber a linfa cristalina das verdades consoladoras do Céu, preparando-se as almas para a nova era. São chegados os tempos em que as forças do mal serão compelidas a abandonar as suas derradeiras posições de domínio nos ambientes terrestres, e os seus últimos triunfos é bem o penhor de uma reação temerária e infeliz, apressando a realização dos vaticínios sombrios que pesam sobre o seu império perecível.

Convidando-nos a trabalhar por Jesus, ainda que a nossa oficina esteja localizada no deserto das consciências. Todo é dos chamados ao grande labor e o nosso mais sublime dever é responder aos apelos do Escolhido. Até porque, revendo os quadros da História do mundo, sentimos um frio cortante neste crepúsculo doloroso da civilização ocidental. Lembremos a misericórdia do Pai e façamos as nossas preces. A noite não tarda e, no bojo de suas sombras compactas, não nos esqueçamos de Jesus, cuja misericórdia infinita, como sempre, será a claridade imortal da alvorada futura, feita de paz, de fraternidade e de redenção. Conclui Emmanuel.

São Paulo, 04 de outubro de 2012

Irmãos W. e Jorge Hessen
 

Referência bibliográfica:

(1) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, cap. XXIII e XXV, RJ: Ed FEB 1987

Ver o Projeto “Começar pelo Começo” (Luz na Mente entrevistou César Perri, presidente da Federação Espírita do Brasil)

"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros"

Francisco Cândido Xavier "O Vanguardeiro do Espiritismo"

 

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