CAIRBAR SCHUTEL

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES

BRASIL (1923)

 

(Resumo de "O Livro dos Médiuns". O autor enfatiza a necessidade de estudarmos os fenômenos mediúnicos, aonde enumera os diversos tipos de mediunidades, instrumentos indispensável ao processo de desenvolvimento do médium. Identificá-lo e saber utilizá-lo são as propostas apresentadas nessa obra)

 

Introdução da obra:

Exposição Preliminar:

Não nos temos em conta de reveladores de verdades novas, desde que nossa tarefa se limita à divulgação da obra Kardequiana.

Por isso, não tem este livro outro escopo senão o de orientar a todos aqueles que de boa vontade procuram a Verdade, para iniciá-los no Grande Templo do Espírito erigido por Allan Kardec.

Portanto, em vez de ser uma explanação, com larga dissertação de O Livro dos Médiuns, esta obra é dele um resumo.

Além da nossa impossibilidade material para empreender obra de fôlego, nas quais, quase sempre, a forma sobrepuja o fundo, é preciso reconhecer que nossa época não permite a publicação de grossos volumes que, as mais das vezes, são entregues aos vermes das bibliotecas em vez de serem assimilados pelo espírito: o século em que vivemos, o mundo novo que acaba de despontar com melhoramentos que chegam a confundir a gente, não permite o sossego e a calma indispensáveis à meditação e ao raciocínio que exigem as grandes obras. Por outro lado, a Humanidade, pouco preparada para o estudo de problemas que em geral julga insolúveis, pouca atenção dispensa às obras de fôlego.

O Espiritismo, exposto aos leitores em síntese, tal como o fazemos, proporciona duas vantagens bem nítidas: primeira, a de dar àqueles que nos lêem a expressão nítida, clara, racional da sua doutrina, que abrange as esferas religiosa, filosófica e científica; segunda, a de guiá-los a mais altos empreendimentos, infundindo-lhes nas almas o desejo de aprofundar a Revelação Nova, que veio iniciar uma nova era no progresso dos povos.

Tal é nosso intuito ao lançar à publicidade este livrinho em cujas páginas, estamos certos, os leitores encontrarão alguma coisa de proveito.

Que os Espíritos da Verdade, sob a suprema direção de Jesus, favoreçam aqueles que folhearem estas páginas, preenchendo em suas almas, com o sopro vivificante da Imortalidade, o que nossa deficiência espiritual porventura não pôde completar.

Cairbar Schutel

Trechos da obra:

II

Médium

No sentido expresso da palavra, médium quer dizer intermediário, agente, instrumento.

O Espiritismo, que é o Espírito da Verdade prometido por Jesus, tem por escopo, como dissemos, fazer reviver a Palavra do Cristo e esclarecer os homens sobre o outro mundo, a imortalidade da alma, a sobrevivência humana; não poderia deixar, portanto, de se submeter aos métodos e processos exigidos pela ciência positiva, para o estudo dos seus fenômenos.

Da mesma forma que a Física, a Química, a Botânica, a Astronomia têm os seus aparelhos apropriados, segundo a necessidade dos seus estudos, o Espiritismo tem um aparelho, um instrumento, o médium, com o qual estuda a alma e suas manifestações. É com este auxiliar indispensável que penetra no labirinto da Psicologia e da Parapsicologia para a descoberta do Novo Mundo, e o estreitamento de relações com os seus habitantes.

O Homem material, atrasado como é, só percebe vibrações grosseiras e muito acentuadas capazes de lhe ferir quaisquer dos cinco sentidos; sem o que as sensações recebidas não se convertem em percepções.

Aqui na Terra somos incapazes de nos entender com outros povos cujos idiomas são por nós ignorados, sem o auxilio de um interprete, de um médium. Se não houvesse intérpretes, que seria das relações entre países cujos habitantes não se entendem!

Ora, se isto acontece com homens da mesma constituição física, será de estranhar a necessidade indispensável de um médium para nos entendermos com um homem invisível, de constituição muito diferente da do homem visível?

Não se compreende exista efeito inteligente sem uma causa inteligente; assim também é impossível conceder uma manifestação, seja qual for, física ou intelectual, sem um agente que favoreça sua causa principal. Os seres corporais só percebem o invisível por meio de vibrações e com o auxílio de intermediários.

O Belo e o Bem, a Ciência, a Arte, a Caridade só podem ser percebidos e compreendidos por imagens, por figuras que afetam os nossos sentidos acanhados, sem o que a nossa alma não os concebe.

O que são as Artes senão a expressão do Belo? O que são os atos de altruísmos, de filantropia, senão a manifestação do Bem?

Jesus falava por parábolas, para que o seu ensino se constituísse na materialização da Lei do Amor.

Na Terra tudo é relativo, porque tudo está sujeito aos agentes, aos intermediários; só podemos ter noções da Suprema Lei pela manifestação materializada do invisível.

Cairbar Schutel

Ver no site a obra de Allan Kardec "O Livro dos Médiuns" (Obra Basilar da Codificação Espírita)

Ver no site a obra de Herculano Pires "Mediunidade"

Fontes: A Luz na Mente - Revista On Line de Artigos Espíritas (Considerações a respeito da mediunidade)

Fontes: A Luz na Mente - Revista On Line de Artigos Espíritas (Mediunidade - Possibilidades e desafios )

"A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário compreender"

Allan Kardec "O Codificador da Doutrina Espírita"

 

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