CAIRBAR SCHUTEL

O ESPÍRITO DO CRISTIANISMO

(2 Volume)

BRASIL (1930)

 

(Volume complementar da obra "Cairbar Schutel - Parábolas e Ensinos de Jesus")

 

Prefácio da obra:

Esforcei-me o mais possível para entregar o Espírito do Cristianismo à publicidade, interpretando, em espírito e verdade, a Doutrina de Jesus, com o auxílio das inspirações que tive a felicidade de haurir dos Espíritos, que presumo encarregados da regeneração e evolução da humanidade.

Nunca tive em mira, escrevendo esta obra, como as demais que estão em circulação, fazer literatura ou colocar-me entre os homens de letras. Meu interesse principal não esteve voltado para a forma, mas para o fundo, e, mesmo quando a pena se recusava a escrever um pensamento que pudesse não ser bem compreendido, vali-me, principalmente na "Exposição Preliminar", de trechos compactos dos mestres da palavra, que receberam a missão de nos apresentar a Verdade em sua lídima expressão.

Por isso, tudo o que houver de bem neste livro não representa, para mim, mais da que um depósito que recebi dos nossos maiores, cabendo-me unicamente o mérito do estudo, da pesquisa e da recepção desses tesouros que ponho ao alcance de todos.

Respigando na Seara Evangélica, de conformidade com a parábola que lembra os maus obreiros que a devastam, nota-se que da semente lançada pelo Senhor, nenhuma se perdeu, e, a despeito do mau trata dos servidores de que resultou o quase aniquilamento das vinhas, os frutos são, entretanto, deliciosos e vivificadores.

Agora, com inteiro cultivo do parreiral, livre dos enxertos que nele fizeram, podadas as varas secas que a prejudicavam, estamos certos de que teremos, em breves tempos, uma farta messe a saciar os pobres viandantes, que despercebidos do Espírito do Evangelho, caminham exaustos e desanimados pela Estrada da Vida.

Possa o Céu permitir que este livro leve, pois, aos lares em que penetrar, como fez o Divino Nazareno, a Luz e a Paz.

Cairbar Schutel

Trechos da obra:

26

Dificuldades e Obstáculos

"Disse Jesus a seus discípulos: É impossível que não haja pedras de tropeço, mas ai daquele por quem elas vêm! Melhor seria para ele que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e que fosse lançado ao mar, do que pôr uma pedra de tropeço no caminho de um destes pequeninos. Toma cuidado. Se teu irmão pecar, repreende-o; e se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se sete vezes no dia pecar contra ti e sete vezes no dia vier procurar-te, dizendo: estou arrependido; perdoar-lhe-ás." (Lucas XVII, 1- 4.)

"Se teu irmão pecar, vai repreendê-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhando terás teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo uma ou duas pessoas; para que por boca de duas ou três testemunhas toda a questão fique decidida; e se ele recusar ouvi-las, dize-o a igreja; e se também recusar ouvir à igreja considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a Terra, será ligado no Céu; e tudo o que desligardes sobre a Terra, será desligado no Céu. Ainda vos digo mais se dois de vós sobre a Terra concordarem em pedir alguma coisa, ser-lhe-á feita por meu Pai que está nos Céus. Porque onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles". (Mateus, XVIII, 15-20.)

A missão apostólica é das mais árduas que o homem pode desempenhar.

Todas as tarefas, todas as missões, são de difícil execução; mas, a que concerne à observância dos preceitos de Jesus, ninguém é capaz de pô-la em prática senão puder contar com o valoroso auxílio dos divinos Mensageiros, sempre prontos a guiar, socorrer e sustentar aqueles que se esforçam por cumprir as ordenações do Senhor.

O apóstolo Paulo, nó seu tirocínio religioso, dizia que o caminho estava juncado de gentios, mas como "duro lhe era recalcitrar contra o aguilhão", enfrentava as dominações, os elementos e as potestades, pouco se lhe dando a vida ou a morte, porque se vivia era para Cristo, e, se morria, era para o seu próprio gozo.

Não faltam tropeços e barreiras, mas quem tem fé em Jesus remove montanhas e transplanta sicômoros!

Quem poderá separar-nos da nossa missão, da nossa tarefa, se, de fato, é cristã a nossa missão, é espírita a nossa tarefa! E infelizes os que tentam fazê-lo, melhor lhes seria não haverem nascido!

Urge, portanto, que nos previnamos contra as dissensões domésticas, causa principal dos grandes desapontamentos.

Barreiras, tropeços, agudos espinhos, nós os encontramos por toda parte; mas não são estes os empecilhos mais difíceis de remover, e, sim, aqueles que surgem nos nossos próprios lares, abalando sólidas amizades, destruindo velhos e fraternos parentescos.

E bem nítido o trecho que procuramos esclarecer: "Se teu irmão pecar contra ti..."
Quem é o nosso irmão? Quem é o nosso amigo? Pois bem, com estes é que precisamos entender-nos em caso de qualquer atrito, ocasionado sempre por elementos adversos à Doutrina, que tentam, por essa forma, inutilizar o nosso trabalho de propaganda, seja dando escândalo pela falta de obediência fraterna, seja transfundindo em nossas almas o rancor e o ódio que vedam as boas inspirações, que temos de receber para a perfeita execução da nossa missão.

Em casos tais, o Evangelho, que manifesta o Espírito do Cristo, manda que os litigantes cheguem imediatamente à fala para arrazoarem suas faltas, e se não for bastante esse alvitre, existe ainda o recurso do estabelecimento de um movo consórcio, onde convivas do mesmo credo tomem parte para que entre os cristãos estremecidos, muitas vezes por bagatelas, permaneça o Espírito do Cristianismo.

Nossa ira não deve permanecer ao pôr do Sol, e até chegarmos a perdoar setenta vezes sete vezes, o Reino dos Céus chega a nós.

Se é verdade que não deve haver inimizade entre crentes e descrentes, entre judeus e gentios, como poderão os crentes de um mesmo credo de amor, credo que os uniu para se amarem e respeitarem, ceder ás inspirações dissolventes, e, as mais das vezes sem motivo justificável, eternizando desarmonias que lhes causará mais tarde duros suplícios!

Não sabem, porventura, os estudantes do Evangelho, que as desarmonias são outras tantas pedras de tropeço na estrada da felicidade? Não sabem que não podem ser ligados ao Céu os que nem na Terra se podem ligar aos preceitos de Jesus? Não sabem que para permanecerem sob a proteção de Jesus é indispensável renunciar ao orgulho e se tornarem humildes, reconciliadores, indulgentes e bons? Não sabem que o perdão se dá ao criminoso e não ao santo, e que só com o perdão que concedemos aos desafetos obtemos de Deus o perdão para as faltas que cometemos?

A maior parte das dificuldades e obstáculos que os espíritas encontram a todos os momentos na sua tarefa, pode-se dizer que são devidas aos problemas domésticos. É tarefa imprescindível manter primeiramente a integridade da família espírita, justamente porque os espíritos inimigos da Doutrina insuflam desarmonias, oriundas sempre do ciúme, da inveja e do orgulho, germe peçonhento que lavra em todos os corações que habitam ainda este mundo inferior.

Muitos outros obstáculos interpõem-se á nossa marcha, como o respeito humano, o preconceito, o amor ao dinheiro e outras tantas barreiras que tanto têm prejudicado, infelizmente, os filhos de Deus.

A perfeição consiste na renúncia de tudo, até da personalidade, sem o que é impossível a ascenção para a Luz.

***

De outro lado, Jesus nos assevera a impossibilidade de não haver tropeços na Terra, porque sendo o nosso mundo um dos mais atrasados do Sistema Planetário, sem os "tropeços" os homens não fariam a sua evolução.

A evolução nasce da luta, do trabalho para a perfeição, e, para que haja luta, é necessário que haja tropeços; e para que haja trabalho é indispensável que este trabalho esteja por fazer.

Nos planos morais e espirituais da nossa esfera sucede a mesma coisa que no plano material.

Todos fomos criados simples e ignorantes, mas perfectíveis, dotados de inteligência para realizar a nossa perfeição, e, para termos o mérito da nossa elevação, é preciso que esse trabalho seja feito por nós mesmos. E em tais condições o Supremo Criador nos legou este planeta que chamamos Terra, onde teremos de efetuar essa grande obra de aperfeiçoamento.

Começamos o nosso trabalho pelo lado material ou físico, cultivando as terras, derrubando as matas, formando cidades, fazendo estradas, sondando os mares, ligando continentes, empreendendo indústrias, fundando escolas e academias, desenvolvendo a inteligência.

E para conseguir tudo isso, temos de lutar contra os "tropeços": lutamos contra as feras e vencemos as feras; lutamos contra as matas e vencemos as matas; lutamos contra as montanhas e vencemos as montanhas!

Ai das feras! Ai das matas! Ai das montanhas! Lutamos contra inóspitos sertões e transformamo-los em cidades, em metrópoles!

Ai dos sertões!

Assim também acontece na esfera moral como na espiritual. Nosso mundo vai-se libertando sucessivamente das mazelas do passado.

Onde está a escravidão que oprimia e massacrava e carne humana até 1888? Aonde se foram os déspotas que acendiam fogueiras para queimar vivos os corpos. Onde está a Bastilha com todas as suas torturas? Para onde foi a Inquisição com todos os seus maiorais?

Ainda temos muito que fazer na esfera moral, mas já fizemos muito, assim como muito faremos ainda na esfera espiritual, onde a nossa ação já tem feito sentir, solapando seculares instituições opressoras da razão, da minadoras da consciência, conspurcadoras do nosso caráter, do nosso sentimento, de nossa fé, da nossa vontade, da nossa liberdade.

Todo esse trabalho de destruição e edificação é uma luta contra "tropeços", que empreendemos e na qual os "tropeços" são vencidos.

Todo o trabalho produz fadiga; toda a luta causa dor; mas é da luta e do trabalho que vem a felicidade e a perfeição.

Cairbar Schutel

Conclusão:

O Evangelista João termina o seu livro com estas significativas palavras:

"Muitas coisas há que fez Jesus, e se elas fossem escritas uma por uma, suponho que nem no mundo inteiro caberiam os livros que se escrevessem."

Este trecho enfático do Apóstolo, sem significação literal, é, entretanto, de grande alcance moral e cientifico, visto não só a personalidade de Jesus como a sua Doutrina se conservarem até hoje desconhecidas das massas, a despeito das inúmeras obras que correm mundo a esse respeito e das que todos os dias são entregues à publicidade.

Quantas coisas há que Jesus disse e que não constam dos Evangelhos, quantas há que Ele fez e nós ignoramos!

Mais ainda, ignoramos até o escopo da sua vida na terra o que só de há pouco tempo para cá nos tem sido revelado, graças ao auxilio que recebemos dos gênios invisíveis que, por ordem do Senhor, vêm fazer-nos lembrar a sua Palavra e nos trazer o complemento da mesma, de acordo com as promessas exaradas nos Evangelhos.

Não há dúvida, ainda estamos balbuciando as primeiras silabas do alfabeto divino: agora é que começamos a despertar para as coisas espirituais.

Mergulhados num mundo pode-se dizer "fóssil", premidos pela pesada atmosfera que nos circunda, impregnados de conceitos humanos que deslustram e abastardam nossa inteligência, o Evangelho tem sido para nós letra morta, sem significação nem expressão. Os Ensinos do Mestre, a sua magnífica vida, os seus inimitáveis exemplos, os seus atos de sabedoria, de nobreza de alma, o devotamento que demonstrou em sua grandiosa missão, e que se traduz como um sol de amor a fertilizar corações estéreis, a iluminar cérebros denegridos por longa estadia nos reinos inferiores da criação, tudo isso junto e cada coisa de per si, encheria livros que não caberiam, até a época atual, nas inteligências ainda refratárias aos grandes surtos do Reinado do Espírito.

E se tivessem eles sido escritos naqueles memoráveis tempos em que a lapidação na praça pública e o crucificamento faziam parte das legislações, em que o reinado de César absorvia com todos os seus tentáculos o Reinado de Deus!

Ainda hoje lutamos contra os maiores embaraços; barreiras enormes e resistentes se erguem como que vedando aos olhos dos homens o Reino de Deus. Neste tempo em que a instrução escrita e oral está, pode-se dizer, disseminada, e ainda há quem considere a alma concepção paranóica, procure execrar Deus ou "substituí-lo" por um ente fantástico de justiça duvidosa, ou por uma palavra que nada exprime e nada significa, o que pensar das épocas medievais, em que os poderes civis e religiosos se achavam sob direção arbitrária de homens absolutamente alheios ao sentimento da Verdade e da Justiça!

Entretanto, não maldigamos o passado com as suas trevas e os seus crimes, porque o passado, o presente e o futuro são obras de Deus e a Humanidade na sua infância, no desenvolvimento do seu livre-arbítrio não deixa de descambar para o erro e a injustiça, no período infantil o homem erra mais do que acerta, faz mais mal do que bem.

Paulo, o doutrinador dos gentios, diz que o primeiro homem apareceu em alma vivente e o último em espírito vivificante; à alma vivente é impossível traduzir os desígnios divinos, que não são de morte para o pecador, mais sim de contrição, arrependimento e evolução.

A Lei foi dada por Moisés e a Lei não se destrói, só fica sem efeito quando o homem está à altura de receber a Graça e a Verdade legadas por Jesus Cristo.

No princípio o progresso atua com certa liberação de forças, para movimentar um conjunto de seres e de coisas que precisam entrar em ação; essas forças são semelhantes às forças máximas de um motor ao pôr uma máquina em movimento, mas que se atenuam à medida que o carro ganha carreira, até se estabilizarem e assemelharem às forças naturais que interferem no giro dos astros, no percurso dos mundos e no caminhar incessante dos sistemas e das nebulosas pela Eternidade e o Infinita em sua evolução perpétua.

Nosso planeta, como tudo na Natureza Universal vem progredindo através de períodos mil vezes seculares, e assim como o que era ontem já não tem razão de ser hoje, também o que hoje é não podia ter lugar ontem porque frustraria as leis naturais que agem em tudo, de baixo para cima, do pequeno para o grande, da não ser para o ser, do mínimo para o máximo.

Estudando-se a mensagem do Cristo em seu conjunto admirável, vê-se a sua ação vivificadora, primeiro aquecendo para depois iluminar; vitalizando, despertando, curando, para fazer crescer e viver, floresce e frutificar. E assim como a luz atua nas plantas, a Luz se faz nas almas, porque a luz é a vida e a vida é a lei do Universo.

O Cristianismo é uma série sucessiva e ininterrupta de vibrações da luz, desde a mais fraca a mais fulgurante claridade, à mais ofuscaste projeção que chega a cegar as almas ainda tenras que não têm desenvolvidas as suas sensações e percepções para luminosidades intensas.

A Religião, em sua pureza, compreende modalidades tão várias quão variada é a elevação dos Espíritos que nela vivem.

O fiat lux da legenda é um ato da mais extraordinária sabedoria, difícil de ser concebido, mesmo pelo homem ilustrado.

As revelações que constituem a Luz vinda das alturas, sucedem-se como as chuvas, como o orvalho matutino, mas em suas mais crescentes modalidades.

No povo hebreu, ao despontar da inteligência humanizada, a Revelação Abraâmica repercutiu pela Judéia como som de um hino vibrante dos Conselhos de Deus. Por toda parte se ouvia grande anúncio vindo das alturas: "Existe um Senhor! Só Ele é o único Deus, criador e denominador do Universo!"

Durante séculos a frase era repetida com entusiasmo, servindo de estribilho nas canções do trabalho e na luta que enfrentaram os povos de então.

Nenhuns mandamentos, nem ordenações se faziam ouvir.

Só depois de tantos e tantos séculos, que permitiram madureza de espírito às raças de então, é que a Revelação Mosaica falou no Sinai pelo Legislador Hebreu. Esta não veio destruir a Revelação abraâmica, mas dar-lhe cumprimento e trazer o complemento indispensável ao grau de evolução em que se achavam aqueles povos.

Outra eternidade transcorreu com repetidos convites e exortações dos profetas para a observância da Lei, a fim de preparar as inteligências para receber a Revelação Messiânica. E eis que aparece Jesus como Emissário do Verbo, cumpridor da Lei, a retificar os erros de interpretação, que davam às ordenações um caráter de desamor e desumanidade. A palavra de amor mais uma vez ecoou sonora naquelas regiões, revogando o "dente por dente - olho por olho" e extinguindo ódios, abolindo cultos e denominações, impondo a fraternidade sob o império absoluto da Paternidade Divina!

Há quase dois mil anos este preceito se impõe, não sendo, entretanto, recebido, senão pelos corações adestrados, pelos espíritos de escol. A muitos tem proporcionado proveitos, mas a maioria se conserva surda às suas vozes, alheia aos seus ditames.

O Senhor volve então, novamente, à Humanidade, e, por meio de uma revelação impessoal, exorta-a para que cumpra a Lei, que não tem sido observada, e proporciona, pelos Mensageiros executores da sua Palavra, mais um aditamento que equivale a mais um raio de luz a vibrar nos espíritos dóceis às cintilações do Além.

A Revelação Espírita explica e completa a Revelação Messiânica, o que equivale a dizer: a Revelação Espírita vivifica o Cristianismo, repetindo-o em sua singeleza primitiva, e acrescenta aquilo que Jesus não podia dizer naquela época, dado o atraso de seus contemporâneos, que não podiam suportar luz mais intensa do que aquela que lhes havia sido dada.

Desvendando aos homens esses horizontes ignorados, a Nova Revelação, baseada na Religião Universal, promete-nos ainda novos ensinos no campo intérmino da Sabedoria, pois, explica, aquela escada que se desenhou à dupla vista do Patriarca, quando reclinado sobre a Pedra de Betel, tem tantos degraus para a escalada da Perfeição moral e espiritual que nem sonhar pode a nossa fraca imaginação. Daí o caráter de Revelação das Revelações com que se apresenta o Espiritismo, confirmando a predição de Jesus: "o Consolador, o Espírito de Verdade relembrará tudo o que eu vos tenho dito, vos ensinará todas as coisas e anunciará as coisas que estão para vir." (João, XVI, 12-14.) E de notar que Jesus não ficaria alheio a esta grande obra, conforme se lê no capitulo XIV, 16-18, de João: "Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paracleto (1), a fim de que esteja SEMPRE convosco, o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber porque não o vê nem o conhece; vós o conheceis porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, eu voltarei a vós."

(1) Consolador, Advogado, Defensor.

E note-se que esta promessa não se restringe aos Apóstolos, mas estende-se a todos os que amam a verdade: "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai e EU O AMAREI E ME MANIFESTAREI A ELE." (João XIV, 21.) Jesus dia ainda mais categoricamente: "Estarei convosco até a consumação dos séculos."

Supremo Diretor do nosso mundo, único Enviado dos Céus, que rege os destinos do nosso planeta, parece claro que há de forçosamente estar à testa da sua obra, esforçando-se para abreviar a progresso do nosso orbe e seus habitantes.

E basta examinar, sem espírito preconcebido, a grande obra do Cristianismo, mormente a atual com o seu complemento espírita, estendendo-se a todas as ramificações dos conhecimentos humanos, para se compreender o trabalho que se vem efetuando e a ação persistente dos Mensageiros do Senhor na reforma do nosso mundo.

Há pouco mais de setenta anos que o Espiritismo apareceu em sua nova fase (*) e, entretanto, pode-se afirmar que os seus princípios estão difundidos por toda a mundo. Não há recanto da Terra em que as Vozes de Além não se tivessem feita ouvir, sendo de prever que não está longe o dia em que veremos. em sua ampla realização, cumprida a profecia de Joel, repetida por Pedro no Cenáculo de Jerusalém (Atos dos Apóstolos, II, 16, 17, 18).

(*) Atualmente (1980), 123 anos.

O século XIX foi portador do maior acontecimento da História do Mundo. Sacudindo a poeira que há séculos sepultara o Cristianismo e privara os homens de receberem as luzes e as consolações que tão excelente dádiva dos Céus nos proporcionara, o Espiritismo veio, pelos Espíritos Mensageiros da Graça e da Verdade, restabelecer os primitivos Ensinos do Grande Enviado, compendiando, graças a um fiel Intérprete do Pensamento Supremo, as notas complementares requeridas pelo Cristo para quando a Humanidade se encontrasse ã altura de receber mais essa luz.

Na construção do grande Monumento que se ergue para abrigar a Humanidade, Abraão abriu os alicerces, Moisés, ergueu a abra, Jesus retocou-a e aperfeiçoou-a e a Espiritismo a concluirá.

Cairbar Schutel

Ver no site (O 1 Volume da Série "Cairbar Schutel - Parábolas e Ensinos de Jesus)

Ver no site Allan Kardec O Codificador da Doutrina Espírita com a Obra Basilar O Evangelho Segundo o Espiritismo

Fontes: A Luz na Mente - Revista On line de Artigos Espíritas (O Evangelho Segundo o Espiritismo na Linguagem da Razão - 150 depois)

Fontes: A Luz na Mente - Revista On line de Artigos Espíritas (Chagas e conflitos sociais são reflexos de sociedades sem Evangelho)

Fontes: A Luz na Mente - Revista On line de Artigos Espíritas (Evangelho instrumento sublime para vencer as trevas)

"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens"

(I Coríntios 15:19)

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