ERNESTO BOZZANO

A ALMA NOS ANIMAIS

Incluindo Apêndice com
Relação de obras de Ernesto Bozzano

 

Ernesto Bozzano - Animali e Manifestazioni Metapsichici

Tipografia Dante, Città della Pieve

Itália (1941)

Sinopse da obra:

A literatura registra, ainda que de forma esparsa, diversos casos de fenômenos paranormais envolvendo animais de espécies variadas – em especial cães, cavalos e gatos –, cujas aparições post-morten provocaram espanto e perplexidade.

Nesta obra Ernesto Bozzano apresenta mais de uma centena de casos de fenômenos supranormais, classificando-os conforme o tipo de fenômeno, e baseia-se em uma fundamentação científica para demonstrar a sobrevivência da psique animal em relação à morte do corpo físico, assim como ocorre nos seres humanos.

A sua pesquisa é estruturada em duas grandes diretrizes: a capacidade de clarividência de alguns animais em manifestações de seres desencarnados e os casos de aparição post-mortem de fantasmas de animais, percebida por seres humanos e mesmo por animais vivos.

Conclusões: À espera do veredicto da Ciência:

Tendo chegado ao fim desta classificação, resta-nos dirigir um olhar retrospectivo ao caminho percorrido, lembrando-nos das principais considerações que os fatos nos sugeriram e, assim, sintetizá-las.

No tocante às nossas afirmações a favor da existência real de manifestações telepáticas em que os animais fazem o papel de agente ou de percipiente, assim como no tocante aos fenômenos de assombrações ou de aparições de outra natureza, em que os animais são percipientes juntamente com o homem, não me parece nem um pouco científico levantar ressalvas ou dúvidas, pois os casos expostos nesta classificação são suficientes para fundamentar nossas afirmações.

De fato, entre os exemplos relatados, temos as principais formas telepáticas de manifestação, tais como elas se realizam nos homens, assim como as formas principais pelas quais os homens percebem as manifestações de assombração, as aparições e os fenômenos paranormais similares.

Ademais, nossas conclusões são controladas de maneira decisiva por alguns dados estatísticos que podemos retirar dos 130 casos analisados neste livro. De fato, resulta da contagem que os fatos em que os animais perceberam manifestações paranormais antes do homem somam um total de 25; aqueles em que os animais pareceram perceber manifestações paranormais não percebidas pelos homens perfazem um total de 17.

Portanto, este quadro é suficiente para nos autorizar algumas conclusões acerca das sugestões retiradas dos fatos em questão, e a principal que devemos tirar é a seguinte: os casos em que os animais percebem antes do homem manifestações paranormais, ou as percebem quando estas são imperceptíveis para o homem, apresentam um valor decisivo a favor de nossa tese, já que eles demonstram que não existe nenhuma hipótese racional que possa se opor àquela que considera que os animais também são dotados de faculdades paranormais subconscientes tal como o homem.

Tais conclusões, solidamente fundamentadas a partir de dados estatísticos, são ainda reforçadas pelas manifestações que coletamos na quinta categoria, onde tratamos de casos de cães “uivando para a morte”, ou seja, cães que prenunciavam, através de ganidos característicos e profundamente lúgubres, a morte iminente de uma pessoa de seu meio, e persistiam nisso até o falecimento da pessoa; manifestações estas que demonstram a existência, no subconsciente animal, de faculdades premonitórias e, conseqüentemente, de outra faculdade paranormal aliada àquelas enumeradas acima. Esse dom misterioso já era, aliás, universalmente conhecido no reino animal sob a forma de previsão de perturbações atmosféricas iminentes, ou da proximidade de terremotos e erupções vulcânicas.

Com base nos fatos apresentados, é possível afirmar, sem temer erros, que o veredicto da ciência futura só poderá ser favorável no sentido de que existem no subconsciente animal as mesmas faculdades que encontramos no subconsciente humano; e como o fato da existência latente, no subconsciente humano, de faculdades paranormais, independentes da lei da evolução biológica, constituía a melhor prova a favor da existência no homem de um espírito independente do organismo corporal e, conseqüentemente, que sobrevive à morte desse organismo, era racional e inevitável concluir a partir daí que, já que no subconsciente animal encontramos as mesmas faculdades paranormais, a psique animal está também destinada a sobreviver à morte do corpo.

Mas estas considerações, logicamente incontestáveis, necessitavam ainda de uma confirmação complementar no plano experimental. Se a hipótese da existência nos animais de uma psique que sobrevive à morte do corpo era fundamentada, deviam existir casos de aparições post-mortem de fantasmas animais de maneira análoga àquelas que se realizavam nos homens.

Esta demonstração complementar é proporcionada ao longo de nossa classificação, onde reunimos um número suficiente de fatos desse tipo e onde deparamos com os mesmos traços característicos que servem como fatores de identificação espiritual nos casos correspondentes de fantasmas humanos.

Conseguimos, assim, demonstrar a existência de dois grupos de fatos que constituem o problema, ou seja, que no subconsciente animal encontramos as mesmas faculdades paranormais que existem no subconsciente humano e que os fantasmas dos animais falecidos se manifestam como os fantasmas humanos. Assim sendo, deveríamos considerar que tínhamos alcançado a demonstração necessária para provar a existência e a sobrevivência da alma animal.

Tal hipótese não podia ser considerada então cientificamente válida, mas somente a título de “hipótese de trabalho”, enquanto aguardamos poder julgá-la como verdade definitivamente adquirida pela Ciência, quando a acumulação dos fatos nos permitirá analisar minuciosamente este tema tão importante.

O tema tem, todavia, um nível de maturidade suficiente para nos permitir elaborar alguns resumos sobre as conseqüências filosóficas e psicológicas que apresentariam o fato da existência e da sobrevivência da alma nos animais. É o que me disponho a fazer resumidamente a fim de completar e de confirmar a tese defendida.

Quero dizer que, após ter fornecido a prova experimental da existência e sobrevivência da alma animal, vou demonstrar em seguida a validade e a sua necessidade sob o ponto de vista das leis que regem a evolução biológica e psíquica dos seres vivos, bem como em nome da Justiça Eterna.

Ernesto Bozzano

Comentário do site:

Deus cria incessantemente a vida e tudo o que existe tem a fiança do Seu desígnio infinito. Um dos excelsos engenhos Divinos que abarca e regula a circunscrição do Cosmo ilimitado é a Lei da Evolução Universal.

Deus nada cria de inútil e sem desígnio supremo. Tudo e todas as configurações da vida conhecida e desconhecida trazem em sua essência o signo do Criador Supremo.

Quando o Sofista grego Protágoras pronunciou a sentença: "O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são" expressa bem o relativismo dos Sofistas quanto ao relativismo do tamanho do homem. Tal sofisma foi reacendido na Renascença onde o homem acreditava estar acima de tudo e de todos.

Entretanto, ao analisarmos tal presunção entendemos que a criatura não pode ser o Criador e não está muito acima dos irracionais, considerando a escala evolutiva das espécies. Nesse mosaico o pretenso ser “pensante” e o único que destrói e destoa da Natureza exuberante, eliminando muitas formas de vidas por não ter consciência que tudo no grande todo tem a sua finalidade planejada.

Na mente e coração do homem vigem anseios de ferocidades, maldades, barbaridades, enquanto os seres sub-humanos, sob a regência dos instintos, evidenciam mais dignidade e amor à vida do que entre os senhores da razão.

Eis aqui uma questão - Os Animais têm alma? Obviamente que sim! Mas a racionalidade dos infra-humanos ainda se apresenta fragmentada.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Ver no site o pesquisador espírita Gabriel Delanne "A Evolução Anímica"

Fontes: A Luz na Mente - Revista on Line de Artigos Espíritas (Sacrifícios de animais nos laboratórios é uma parvoíce “científica”)

Fontes: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita

"Todos os seres da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que auxiliemos aos animais, se necessitarem de ajuda. Toda criatura em desamparo tem o mesmo direito à proteção."

Francisco de Assis "O grande pregador medieval"

 “O Espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, agita-se no animal e desperta no homem”:

Léon Denis "O Apóstolo do Espiritismo"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns (Obra de Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - Parte II - Da Mediunidade nos Animais - Cap. XXII)

 

Ernesto Bozzano - A Alma nos Animais PDF

 

Ernesto Bozzano - Gli animani hanno un'anima (1941) (Ital.)