ERNESTO BOZZANO

FENÔMENOS PREMONITÓRIOS

 

Premonição [do latim praemonitione] - 1. Sensação ou antecipado aviso de algum acontecimento; presságio; pressentimento. 2. Capacidade anímica de pressentir acontecimento futuro.

Premonitório - Diz-se do fenômeno correlato com a premonição. Premonição do latim praemonitione - Sensação ou antecipado aviso de algum acontecimento; presságio; pressentimento.

 

Ernesto Bozzano - Dei fenomeni premonitori

Presentimenti, Sogni profetici, Chiaroveggenza nel futuro

Casa Editrice Luce e Ombra

Roma (1914)

Sinopse da obra:

Conforme exposto por Bozzano na Introdução da presente obra, entre os fenômenos metapsíquicos, os premonitórios estão entre aqueles de cuja existência menos se permite duvidar, devido à autenticidade comprovada dos relatos, apesar de desafiarem todas as nossas concepções mais audaciosas para chegar à sua explicação.

Nesta obra o autor faz um estudo, através da classificação metódica de 162 casos selecionados, do intrigante fenômeno da premonição (previsão, por via supranormal, de acontecimentos futuros) – também denominada clarividência no futuro.

Com sua grande experiência nas pesquisas sobre os fenômenos psíquicos, e seguindo rigorosamente a metodologia científica, Bozzano extrai desse estudo importantes conclusões filosóficas, dentre elas a de que o espírito evolui, por um lado, guiado por forças que orientam o seu caminho e, por outro, em função do seu próprio livre-arbítrio, que é proporcional ao seu grau evolutivo.

Introdução da obra:

Na linguagem técnica adotada pela Sociedade Inglesa de Pesquisas Psíquicas, o fenômeno “premonitório” recebeu esta simples definição: “Predição supranormal de um acontecimento futuro qualquer”; e esta definição parece feliz e adequada, se considerarmos que, graças à adição oportuna da palavra “supranormal”, todos os casos pseudopremonitórios cuja realização é devida, provavelmente, a um fato de sugestão e de autosugestão, ou a inferências consecutivas a estados anormais de hiperestesia sensório-psíquica, encontram-se definitivamente eliminados.

Daí decorre que o termo “premonição” encontra-se como sinônimo deste outro: “clarividência no futuro”, empregado pelos antigos magnetólogos, e ambos compreendem todos os casos que, segundo suas modalidades particulares de manifestação, tomam na linguagem comum os nomes de “pressentimento”, “aviso”, “predição”, “adivinhação”, “profecia”.

Com relação ao valor intrínseco do fenômeno em questão, encontro-me de acordo com o Dr. Samona, cujo parecer é de que “entre os fenômenos metapsíquicos, os premonitórios, que todavia desafiam todas as nossas concepções mais audaciosas para chegar à sua explicação, estão entre aqueles de cuja existência menos se permite duvidar, pois há casos verdadeiramente autênticos diante dos quais somos forçados a nos inclinar, apesar da sua ininteligibilidade absoluta”. (Psiche Misteriosa, pág. 184.) Tal era justamente a opinião do Dr. Carl du Prel.

Para se chegar à conclusão da freqüência com a qual eles se realizam, basta consultar a história dos povos; aí recolher-se-ão numerosos exemplos, e em todas as épocas. E se queremos recorrer ao critério prático do testemunho humano, constataremos que interrogando um grupo de pessoas pegas ao acaso, é bem difícil que nenhuma delas não tenha um incidente pessoal do gênero para contar; o que não se pode afirmar para a telepatia. De modo que somos levados a concluir que os fenômenos premonitórios tomam lugar entre os mais comuns da casuística metapsíquica.

Eles se dão, na sua grande maioria, durante o sono natural ou provocado; mais raramente em condições de vigília; e mesmo quando isso acontece, é fácil encontrar sempre indícios que permitem reconhecer um estado mais ou menos disfarçado de auto-hipnose leve ou de “ausência psíquica”, no sensitivo.

Com mais freqüência, os fatos que nos ocupam se referem à própria pessoa do sensitivo, menos freqüentemente a de terceiros, e muito mais raramente a acontecimentos políticos, sociais, meteorológicos.

Seus modos de exteriorização são mais variados e compreendem toda a gama da casuística metapsíquica. Na sua forma mais simples, consistem num vago sentimento de ansiedade profunda ou de sombrio presságio, sentimento não motivado e invencível, que leva inconscientemente a pessoa a orientar seu próprio pensamento para o de tal pessoa, ou a esta ordem especial de acontecimentos que constituirão o objeto da premonição.

Mais comumente, eles assumem uma forma de visualização alucinatória, tanto espontânea quanto provocada, na qual os quadros de acontecimentos futuros manifestam-se ao sensitivo numa sucessão extremamente fugaz, tanto em agrupamentos plásticos, quanto em ação cinematográfica, às vezes, com a aparência de acontecimentos reais, outras vezes de uma maneira ideográfica e simbólica; em tal caso a verdadeira significação do símbolo não parecerá totalmente desvendada senão após a realização do acontecimento.

Não menos freqüentemente eles se apresentam sob forma de audição alucinatória, onde uma voz, reconhecida, às vezes, como interior ou subjetiva, ou revestindo um timbre objetivo, e freqüentemente familiar, efetua uma predição, numa linguagem mais ou menos enigmática, dos acontecimentos futuros. Em outras circunstâncias eles se traduzem num fenômeno fônico com um cunho decididamente objetivo, como, por exemplo, quando batidas, gemidos, ruídos de toda espécie (fiéis em cada um dos casos à sua modalidade de exteriorização) reproduzem-se tradicionalmente numa família para anunciar a morte de um de seus membros.

Em todos os casos análogos, as predições da morte de uma pessoa ao seu grupo produzem-se, ao contrário, pela aparição de um fantasma de um defunto, sempre idêntico. Nota-se ainda um gênero de premonições transmitidas sob forma de impulsão motriz irrefreável, que impulsiona o sensitivo a atos que parecem absurdos porque não motivados, como, por exemplo, voltar sobre seus passos, dar uma corrida, trocar de lugar ou de caminho, escapando dessa maneira de um grave perigo que o ameaçava com seu desconhecimento.

Contaremos finalmente um último gênero, muito mais raro, premonições que assumem uma forma divinatória, de maneira que o sensitivo é levado, contra a vontade, a exprimir profecias pelas quais não se sente responsável; nesse caso, a forma orácula que assumem de hábito suas palavras faz pensar nas respostas dos oráculos greco-romanos.

Um dos caracteres especiais dos fenômenos que estudamos é o de se referir, originariamente, aos conhecimentos dolorosos, raramente a incidentes alegres. Esse caráter é bem conhecido, embora alguns o coloquem em dúvida, baseando-se no fato da realização freqüente de premonições insignificantes e banais, com prognóstico nem triste, nem alegre.

Todavia, se a existência de tais manifestações coloca em evidência a complexidade perturbadora do problema a resolver, ela não basta, a meu ver, para infirmar o caráter evidente de que falo, tanto mais que essas manifestações insignificantes e banais pareceriam suscetíveis de uma explicação particular. Comentaremos no tempo certo esses aspectos tão atrapalhados e tão sugestivos dos fenômenos premonitórios.

Um outro aspecto do seu caráter, digno de nota, consistiria no fato de que um grande número de sonhos premonitórios visitam por várias vezes, e sempre de maneira idêntica, o sensitivo, seja na mesma noite, seja em outras sucessivas, como se quisesse reiterar nele a impressão sobre aquele que dorme, com o objetivo de torná-la mais durável, o que nunca deixa de se realizar em tais circunstâncias.

Entretanto, quando se vê esse fenômeno efetuar-se em numerosos casos, poder-se-ia ao mesmo tempo adiantar que o caráter desses mesmos sonhos consiste numa tendência oposta, a de mostrar uma labilidade sui generis; labilidade que difere, entretanto grandemente da dos sonhos comuns, já que, de um lado, o sonho premonitório é, principalmente, muito mais vivaz do que o sonho comum.

Embora o sensitivo conserve dele uma lembrança muito clara ao despertar, unida a um interesse inabitual através desse sonho (o que leva o sensitivo a contá-lo, ou dele tomar nota), mas que, por outro lado, esse mesmo sonho, ainda que lembrado, repetido, comentado, escrito (todas as circunstâncias que deveriam fixá-lo nos centros mnemônicos), está quase sempre sujeito a uma rápida e total obliteração; este, por sua vez, será efêmero e transitório, pois no momento em que se realizarão os incidentes vistos em sonho, a lembrança do sonho surgirá como um relâmpago no espírito do sensitivo com toda sua vivacidade primeira.

Seria fácil, nesses processos, reconstruir analogias com os casos de sugestão pós-hipnótica, todavia a sugestão pós-hipnótica pressupõe um “agente sugestionador”, e seríamos induzidos por isso a supor também nos sonhos premonitórios, caso em que seria inútil pesquisar fiando-se em analogias dessa natureza, que poderão, um dia, facilitar as pesquisas para estabelecer através de que vias cerebrais as premonições se exteriorizam, mas nunca se prestarão para resolver a questão árdua de sua gênese.

Os traços característicos citados, ainda que notáveis, especialmente nos sonhos premonitórios, observam-se mais ou menos em toda a fenomenologia que examinamos, sobretudo na que reveste uma forma alucinatória auditiva, e na qual encontram-se, freqüentemente, casos que se repetem, e outros que apresentam as fases habituais de “labilidade” combinada com a “revivescência”.

Excetuam-se em cada categoria os casos em que o sensitivo ao invés de desempenhar um papel preponderante ou secundário no acontecimento previsto, serve de instrumento de consulta, como no caso dos “sonâmbulos clarividentes” e de todos os outros gêneros de pitonisas antigas e modernas.

Essa forma indireta e provocada de premonições é extremamente interessante, pois concorre para reforçar uma teoria que se apresenta fundamental nessa espécie de manifestações, segundo a qual seria vão pesquisar numa forma unitária a explicação da fenomenologia premonitória, que apontaria, ao contrário, sua origem de causas múltiplas, ora subconscientes, ora exteriores, sempre supranormais.

Um terceiro caráter dos fenômenos premonitórios concerne à “noção do tempo”; essa noção pareceria um elemento impossível de traduzir em nossos termos humanos, do “plano supranormal” ao plano “mental”; por conseguinte, as datas dos fenômenos premonitórios perduram quase sempre imprecisas, e o vidente no sonambulismo, ou um outro em seu lugar, julga aproximadamente o tempo de diferentes maneiras, mas com mais freqüência, de acordo com a distância na qual se apresenta na sua visão interior o quadro dos acontecimentos futuros; se é muito próximo.

Ele concluirá que o acontecimento deve se produzir em breve, e nesse caso o hábito poderá permitir-lhe precisar até o dia e a hora; se, ao contrário, a visão é mais ou menos distante, apenas chegará a designar a semana, o mês, o ano em que deverá efetuar-se a profecia. Esta regra, entretanto, comporta numerosas exceções, por exemplo, quando o sensitivo visualiza uma data, e não outra coisa, que se pensará ser a data de sua própria morte, ou da morte de um familiar ou de um outro acontecimento memorável que se refere a ele ou ao seu consulente.

De outras vezes o vidente se surpreenderá a confundir as coisas do passado com as coisas do futuro; quer dizer que entre os acontecimentos que ele atribui à existência de seu consulente encontrará algo que este último apontará como nunca lhe tendo acontecido e que, todavia, realizar-se-á em todos os menores detalhes numa época mais ou menos recuada.

Como se vê, os modos de exteriorização dos fenômenos premonitórios são tão atrapalhados e tão complexos, que parecem contraditórios; e entretanto tudo concorre para provar que essa confusão depende do fato apontado mais acima: que esses fenômenos, ainda que pareçam ter uma origem comum, devem-se, em realidade, a causas múltiplas.

Observarei ainda uma quarta particularidade comum a um grande número de manifestações premonitórias, que consiste nisto: o sensitivo percebe ou registra, inteiramente ou em parte, os dados secundários que se referem a um acontecimento futuro e não percebe ou não registra os dados essenciais, de modo que ele se mantém sobre o acontecimento que o aguarda, prontamente instruído para entretê-lo, mas não para penetrá-lo, razão pela qual não chega a evitá-lo. Esta particularidade reveste uma importância teórica muito grande, como demonstraremos a seu tempo.

Sobre a base do que foi exposto até aqui, vejo elevar-se uma consideração à qual darei uma forma interrogativa: “Levando em consideração alguns dos traços característicos enumerados mais acima, não seria absolutamente lícito adiantar que ao menos para uma parte dos fenômenos premonitórios, um elemento intencional se manifesta com evidência? E isso sem prejulgar a questão tão árdua da gênese, subconsciente ou exterior, dessa intencionalidade?”

A Sra. Sidgwick e outros psiquistas não consideram esta hipótese como suficientemente fundamentada, porque distingue-se nessa ordem fenômenos de numerosos episódios que, ainda que formando exemplos típicos de clarividência no futuro, consistem todavia na realização (às vezes maravilhosamente complexa) de pequenos fatos insignificantes e inúteis até o ponto em que não se pode compreender a razão de sua realização, estas circunstâncias tenderiam muito mais a apoiar a hipótese de que os fenômenos premonitórios emergem e se tornam conscientes pela força de um cego automatismo subconsciente desprovido de um objetivo qualquer...

Foi partindo desse raciocínio que a Sra. Sidgwick concluiu nestes termos:

“Não temos razões suficientes para supor que as premonições, se elas existem, consistem numa espécie de minúsculo milagre privado, tendo como objetivo ajudar-nos nos incidentes da nossa vida, espirituais ou temporais. Devemos considerá-los, ao contrário, como manifestações especiais de uma lei até o presente ignorada, ou então imperfeitamente conhecida.” (Proceedings of the Society for Psychical Research, vol. V, pág. 344.)

Prudentes e sábias reservas. Mas desde a época em que a Sra. Sidgwick as formulava (1888), o material bruto dos fatos continuou a se acumular e as pesquisas sobre este último multiplicaram-se; parece portanto que hoje seja permitido aventurar-se em alguma afirmação mais explícita.

Observarei, por outro lado, que a existência de episódios insignificantes e aparentemente vazios de objetivo não pode e não deve fazer esquecer uma multidão de outros casos em que a intencionalidade, e freqüentemente a utilidade, sobressaem com evidência e certeza; e como os fatos são os fatos e nada pode anulá-los, é preciso concluir que a intencionalidade e a utilidade são manifestas e provadas num certo número dentre eles; enfim, como esses últimos não representam a minoria, mas bem a maioria dos fenômenos premonitórios, segue-se que os casos vazios de objetivo deveriam ser considerados muito mais como exceções à regra (e resta ver se eles constituem exceções efetivas ou aparentes), das quais seria necessário estudar as causas, a fim de estabelecer possivelmente as relações que as religariam às outras, e tentar conciliá-las entre si.

Uma última observação: a análise que precede não seria completa se não terminasse por uma alusão à falsidade de muitas manifestações premonitórias, podendo revestir, indiferentemente, uma forma direta e espontânea, ou indireta e provocada.

Sobretudo nos sonâmbulos clarividentes, ou nas pitonisas que profetizam (supondo, é claro, que uns e outras estejam de posse de poderes supranormais autênticos), acontecerá com freqüência que uma mesma pessoa, na mesma sessão, tenha a visão subjetiva de acontecimentos futuros que se realizarão nas menores minúcias com uma maravilhosa exatidão, e pouco a pouco descreve, com uma eficácia idêntica de linguagem, as visões cujo caráter completamente espectral aparecerá mais tarde; e tudo isso sem que seja possível, segundo seus modos de exteriorização, discernir as alucinações verídicas das errôneas.

O célebre sonâmbulo Alexis Didier, interrogado a esse respeito pelo Dr. Marcillet enquanto se encontrava em condição de lucidez sonambúlica, explicava as causas disso, através das seguintes palavras:

“Embora exausto pelas preocupações da véspera, o sistema nervoso do sonâmbulo conserva em si – por assim dizer – as tonalidades vibratórias e febris a todas as emoções que o agitaram; e os dissabores de sua vida adiantam-se, como pássaros de mau agouro, para estender a sombra negra de suas asas nas suas visões e impedi-lo de se manifestar com toda sua exatidão sua própria lucidez.

Além do mais, se o estado de semi-enfermidade que o distingue, enfraquecendo os órgãos de seu corpo, predispõe-no à vidência, por outro lado engendra condições que, ao invés de ampliar a visão inferior da alma sobre o domínio invisível do tempo e do espaço, despertam, ao contrário, a corte ilusória dos sonhos...

Os consulentes se comportam, às vezes, a meu ver, com uma zombaria irritante para meus nervos, a tal ponto, que tudo dança e vacila diante dos meus olhos e nada me é possível apreender distintamente. Outros, ao contrário, dão prova de boa vontade junto a uma confiança entusiasta, mas seus desejos são bastante ardentes para perturbar minha visão, diante da qual passam, com uma rapidez fulminante, aparições de formas imperceptíveis. Muito freqüentemente, o desejo de obter respostas conforme às suas aspirações é de tal maneira excessiva, que me influenciam, me impressionam, e o que vejo, então, é apenas uma transmissão de sensações e de pensamentos.

Enfim, muitas vezes o sonâmbulo está mal disposto porque está em relação com naturezas pouco simpáticas, ou porque se encontra num meio de cépticos preocupados em não se deixarem convencer; nesse caso, os fenômenos de lucidez não podem se realizar... Observei, freqüentemente, que uma única junção de um espectador benevolente bastaria para reavivar na minha alma uma atividade extraordinária, conferindo-lhe a força de superar obstáculos que a faziam permanecer inerte.

O sucesso das minhas sessões era devido, freqüentemente, à presença de uma mulher ou de um homem cujo fluido penetrava-me, irradiando uma luminosidade muito suave, que me iluminava subitamente como por milagre, dotando minha lucidez de uma extensão sobre-humana...” (Le Sommeil Magnétique Expliqué par le Somnambule Alexis Didier en État de Lucidité, pág. 27, Paris, Dentu Editor, 1856.)

É assim que Alexis Didier explicava os erros freqüentes de sua extraordinária lucidez. E é mais do que provável que as faltas dos sonâmbulos clarividentes provêm, efetivamente, de interferências dessa natureza; assim também para com os erros de numerosas manifestações premonitórias de forma direta e espontânea. Emoções e preocupações da véspera, condições de saúde e de ambiência, desejos mal reprimidos, aspirações secretas, esperanças, ansiedades e assim por diante: eis as causas que, nos sensitivos, escancarariam as portas às invasões psico-sensoriais que provêm da “camada onírica” da subconsciência.

Ernesto Bozzano

Comentário do site:

O site oferece ao leitor importantes reflexões sobre os Fenômenos Premonitórios. Divulgamos um trabalho elaborado por Ernesto Bozzano na catalogação de diversos tipos casos de premonição de: doenças, abandonos, casamentos, morte prematura.

Obviamente a premonição narra fatos que ocorrerão no futuro...Será possível isso.

Sabemos que as nossas experiências físicas são programada antes de cada reencarnação, em face disso, será que são previamente estabelecidas e previstas a nossa missão ? Há previsão com quem iremos nos casar? Quem serão e quantos filhos teremos? Os obstáculos e as provas que iremos passar na viva? Os tipos de doenças etc?

Somos viajores imortais e em cada reencarnação podemos acelerar nosso processo de evolução. Quando desencarnamos transferimo-nos para outras dimensões que se abrem repletas de vida, de atividades e de lutas que continuam para além da morte física.

Em tais dimensões além túmulo, vastas cidades ou colônias espirituais são habitados e aí estagiamos para novos aprendizados, onde podemos fazer um inventário dos nossos atos e sentimentos de quando estávamos encarnados. O corpo após a morte é constituído de matéria rarefeita e os sentimentos são mais aguçados, por isso a consciência do homem de bem é repleta de felicidade e a mente culpada potencializa o sofrimento.

Cada reencarnação é comparável a uma página de um livro, aí escrevemos nossas histórias de êxitos ou insucessos. Colhemos o que semeamos. Se prejudicamos alguém esse alguém certamente um dia cobrará nossas dívidas e tais seres podem estar ligados aos nossos corações pelas vias da paternidade.

Os que cometem suicídio invariavelmente renascerá com todas as consequências oriundas do mal perpetrado contra o corpo e terá gravíssimos problemas de saúde noutras reencarnações.

Quando o espírito volve para o corpo da matéria traz em seu currículo espiritual o roteiro necessário para viver na carne daí as possibilidades dos êxitos dos que tem o dom de adentrar (em parte) em tais currículos e trajetos com suas revelações premonitórias.

Será que estamos condenados à fatalidade do destino ? Será que o livre arbítrio tem o poder de mudar o nosso destino?

Deus nos concede a liberdade de alterar nosso destino através de novas resoluções de comportamento. O Criador pode adiantar ou atrasar o relógio de nossas provas e transformar tal roteiro consoante o sentimento de mudança que realizamos em nossa vida no dia a dia.

Quando o Cristo curou um cego de nascença ele disse: vai e não peques mais…Ou seja... O sentimento de amor ao próximo e a caridade que realizamos para com os nossos irmãos de caminhada através do amor pode interferir em nossos destinos, ainda que previamente traçado.

Se estamos atualmente sob o impacto de provações e sofrimentos, voltemos nosso pensamento para Deus através da oração e propósito de mudança de comportamento, tendo como objetivo o incondicional amor ao próximo. Sendo Deus um pai amoroso, certamente Ele nos ajudará a não permanecermos nos abismos do mal por invigilância.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Ver no site o pesquisador espírita Herculano Pires "Evolução Espiritual do Homem"

Ver no site o pesquisador espírita Herculano Pires "O Sentido da Vida"

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Fatalidade e destino, uma ligeira reflexão sobre a lei de causa e efeito)

Fontes: ADDE (Associação de Divulgação da Doutrina Espírita)

868. Pode o futuro ser revelado ao homem?

“Em princípio, o futuro lhe é oculto e só em casos raros e excepcionais permite Deus que seja revelado.”

869. Com que fim o futuro se conserva oculto ao homem?

“Se o homem conhecesse o futuro, negligenciaria do presente e não obraria com a liberdade com que o faz, porque o dominaria a ideia de que, se uma coisa tem que acontecer, inútil será ocupar-se com ela, ou então procuraria obstar a que acontecesse. Não quis Deus que assim fosse, a fim de que cada um concorra para a realização das coisas, até daquelas a que desejaria opor-se. Assim é que tu mesmo preparas muitas vezes os acontecimentos que hão de sobrevir no CURSO da tua existência.”

Allan Kardec "O Livros dos Espíritos"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos (Obra de Allan Kardec "O Livro dos Espíritos" - III Livro - As leis Morais -  Lei de Liberdade - Conhecimento do Futuro - Cap. X)

 

Ernesto Bozzano - Fenômenos Premonitórios PDF

 

Ernesto Bozzano - Les Phénomènes de Prémonition (Fr)