ERNESTO BOZZANO

VISÃO PANORÂMICA OU MEMÓRIA SINTÉTICA NA IMINÊNCIA DA MORTE

 

Ernesto Bozzano

Della "Visione panoramica" o "Memoria sintetica" nell'imminenza della Morte

Tipografia Dante, Città della Pieve

Roma (1931)

Sinopse da obra:

Ernesto Bozzano nos leva a conhecer diversos tipos de casos onde a proeminência da morte está por acontecer e durante a crise de separação do espírito e do organismo somático, aonde se passam, diante da visão espiritual do agonizante, como em "visão panorâmica", isto é, na sucessão mais rápida e quase instantânea, todos os episódios da vida terrestre do moribundo.

Eles desfilam em ordem regular, seja em sentido inverso, seja em sentido direto, começando então na primeira juventude e chegando aos últimos dias da vida, e se apresentam objetivamente, em forma "pictográfica".

Introdução da obra:

Começando a exposição de diversos casos, declaro, antes do mais, que os subdividi em três grupos distintos. No primeiro grupo, estão classificados os casos de visão panorâmica sucedidas na iminência da morte.

No segundo, entram os episódios, bem pouco freqüentes, em que a visão panorâmica acontece com pessoas sãs, fora de qualquer perigo mortal.

O terceiro reúne diversos incidentes no decurso dos quais a entidade, que se comunica por meio de um médium, conta, sem lhe ter sido perguntado, que assistiu, no momento da morte, a um espetáculo panorâmico que retrata a visão integral do passado vivido, afirmações bem freqüentemente feitas na presença de pessoas que ignoravam a existência de tal fenômeno. Se os episódios desta forma ainda não podem revestir certo valor científico, claro é, todavia, que mereçam registro com complemento necessário ao tema em estudo.

E isto com maior razão, porque a existência real de manifestações deste gênero confere indiretamente certo valor probativo às afirmativas de médiuns quando essas manifestações se produzem sob o aspecto experimental supracitado.

Enfim, devo prevenir que, a meu pesar, não me será possível relatar, neste trabalho, mais que uma parte mínima dos numerosos casos assinalados pelos representantes da ciência oficial - salvo louváveis exceções - porque estes autores têm o desagradável e deplorável hábito de apresentar os casos sem documentação, sem se preocuparem de fazer conhecer os nomes dos protagonistas e em resumos absolutamente insuficientes para servir de fundamentos a uma teoria qualquer.

Ernesto Bozzano

Ver no site o pesquisador William Barrett "Visões no momento da morte"

Ver no site o pesquisador espírita Ernesto Bozzano "A crise da morte"

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (A experiência de quase morte confirma a imortalidade)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Déjà Vu é um fenômeno instigante)

155. Como se opera a separação da alma e do corpo?

— Os liames que a retinham, sendo rompidos, ela se desprende.

155 – a) A separação se verifica instantaneamente, numa transição brusca?

Há uma linha divisória bem marcada entre a vida e a morte?

— Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco apouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.

Comentário de Kardec: Durante a vida, o Espírito está ligado ao corpo pelo seu envoltório material ou perispírito; a morte é apenas a destruição do corpo, e não desse envoltório que se separa do corpo, quando cessa a vida orgânica.

A observação prova que no instante da morte o desprendimento do Espírito não se completa subitamente- ele se opera gradualmente, com lentidão variável, segundo os indivíduos. Para uns é bastante rápido, e pode dizer-se que o momento da morte é também o da libertação que se verifica logo após.

Noutros, porém, sobretudo naqueles cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito mais demorado e dura, às vezes alguns dias semanas e até mesmo meses, o que implica a existência no corpo de nenhuma vitalidade, nem a possibilidade de retorno á vida. mas a simples persistência de uma afinidade entre o corpo e o Espírito, afinidade que está sempre na razão da preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria.

É lógico admitir que quanto mais o Espírito estiver identificado com a matéria, mais sofrerá para separar-se dela. Por outro lado. a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida corpórea e quando a morte chega, é quase instantânea.

Este é o resultado dos estudos efetuados sobre os indivíduos observados no momento da morte. Essas observações provam ainda que a afinidade que persiste, em alguns indivíduos, entre a alma e o corpo é às vezes, muito penosa, porque o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso é excepcional e peculiar a certos gêneros de morte, verificando-se em alguns suicídios.

Allan Kardec "O Livro dos Espíritos"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec -  O Livro dos Espíritos (Obra de Allan Kardec - "O Livro dos Espíritos" - Parte Segunda - Do mundo espírita ou do mundo dos espíritos - Cap. III - Separação da alma e do corpo)

 

Ernesto Bozzano - Visão panorâmica ou memória sintética na iminência da morte PDF