Ernesto Bozzano

Joy Snell e a Missão dos Anjos

 

Telepatia [do grego telê + pathós] - Transferência de idéias, imagens ou sensações de pessoa para pessoa, sem o emprego dos sentidos conhecidos. Kardec usou a expressão telegrafia humana, significando a comunicação à distância entre duas pessoas vivas, que se evocam reciprocamente. Esta evocação provoca a emancipação da alma, que vem se manifestar e pode comunicar seu pensamento pela escrita ou por qualquer outro meio.

 

PESQUISAS DE ERNESTO BOZZANO

COM A MÉDIUM VIDENTE

SENHORA JOY SNELL

Resumo da obra:

Nos números de julho-agosto, 1924, da Revue Spirite, tive ocasião de narrar o caso teoricamente muito importante da Sra. Joy Snell, “sensitiva” de educação e cultura superiores, que uma reviravolta da sorte obrigou a ganhar a vida exercendo a profissão de nurse (enfermeira diplomada).

Durante mais de vinte anos observou ela o fenômeno de exteriorização do “corpo etérico” no leito de morte de inúmeros moribundos, a que teve de assistir, constatando, ao mesmo tempo, a presença de Espíritos de mortos que acorriam pressurosos para assistirem na hora suprema seus parentes e amigos.

A Sra. Snell teve a primeira visão desse gênero junto ao leito de morte de uma de suas amigas, alguns anos antes de se dedicar à profissão de enfermeira. Dessa visão, a título de exemplo, transcrevo a segunda parte. Diz ela:

“Encontrava-me em casa de Maggie, havia três ou quatro dias, quando uma noite foi ela acometida de crise súbita e terrível, que a fez expirar nos meus braços, antes que o médico tivesse tido tempo de chegar.

Era o primeiro caso de morte a que eu assistia. Logo que o coração de Maggie cessou de bater, eu vi distintamente alguma coisa parecida com o vapor que se desprende de uma vasilha em ebulição, elevar-se do seu corpo, parar um pouco acima dele e ir-se condensando em uma figura semelhante à de minha amiga. Esta forma, a princípio muito vaga, tomou, aos poucos, contornos mais precisos até se tornar inconfundível.

Estava envolvida em uma espécie de véu branco, com reflexos de pérola, sob o qual as formas ressaltavam nitidamente. A fisionomia era a da minha amiga, mas radiante e sem qualquer vestígio dos espasmos sofridos durante a rápida agonia.

Quando mais tarde tive de fazer-me enfermeira, profissão em que permaneci durante vinte anos, tive ocasião de observar a morte de numerosas pessoas, podendo constantemente observar essa condensação da forma etérica por sobre o corpo dos moribundos, forma sempre semelhante àquela de que se desprendia e que, apenas condensada, me desaparecia das vistas.”

Pouco mais adiante, acrescenta:

“Depois que abandonei o hospital para dedicar-me à assistência particular, não mais vi morrer um só dos meus doentes sem perceber à sua cabeceira uma ou diversas formas angélicas acorridas para receber o Espírito, a fim de levá-lo à sua nova morada pelas Esferas...”

Como vemos, todas as descrições de videntes, relativas aos fenômenos de “bilocação no leito de morte”, concordam entre si em todos os pormenores; mas aqui basta assinalemos a grande importância teórica dos tais detalhes fundamentais nos quais estão todos também de acordo e que são:

- A exteriorização, proveniente do corpo do moribundo, de uma substância, semelhante ao vapor, que se condensa e paira sobre o mesmo, tomando-lhe a forma e o aspecto;

- A vitalização e a animação desta forma, logo que a vida se apaga no organismo corporal;

- A intervenção de entidades, geralmente familiares e amigos do moribundo, que vêm assistir o Espírito na crise suprema.

Ernesto Bozzano

Ver no site a obra publicada por Allan Kardec "O Livro dos Médiuns"

Fontes: Portal de obras Sra. Joy Snell

Fontes: Universo Espírita 

"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium. Essa faculdade é inerente ao homem; não constitui, portanto, um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuam alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se qualificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva.

É de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela, da mesma maneira, em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta, ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações.

As principais são: a dos médiuns de efeitos físicos; a dos médiuns sensitivos, ou impressionáveis; a dos audientes; a dos videntes; a dos sonambúlicos; a dos curadores; a dos pneumatógrafos; a dos escreventes, ou psicógrafos."

Allan Kardec "O Livro dos Médiuns, Cap. XIV"
 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns (Obra de Allan Kardec - "O Livro dos Médiuns" - Parte II -  Os Médiuns - Cap. XIV)

 

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