Ernesto Bozzano

 

Fenômenos de Telecinesia em relação

 

 aos acontecimentos de morte

 

(Os fenômenos de telecinesia em sua forma espontânea de manifestações (trata-se, na maioria dos casos, de retratos que caem ou relógios que param em relação com acontecimentos de morte) 

 

Tradutor Carlos Imbassahy

 

 

Título Original em Italiano

 

Ernesto Bozzano - La psiche domina la materia

 

Dei fenomeni di telecinesia in rapporto con eventi di morte

 

Casa Editrice Europa

 

Verona (1921)

Sinopse da obra:

 

Os fenômenos de telecinesia em sua forma espontânea de manifestações (trata-se, na maioria dos casos, de retratos que caem ou relógios que param em relação com acontecimentos de morte) oferecem alto valor teórico. E isso por motivos múltiplos, dos quais o principal é o seguinte: a ação física exercida a distância, em semelhantes casos, não pode ser encarada como de natureza puramente mecânica, pois que se exerce sobre um objeto designado – o que não se poderia realizar sem o concurso de uma vontade dirigente; ou, em outros termos, sem a presença verídica da entidade espiritual que está em jogo. Daí se segue que os fenômenos de telecinesia fornecem bom argumento para demonstrar que o espírito é independente do organismo corporal.
Introdução da obra:

 

Os fenômenos de telecinesia em sua forma espontânea de manifestações (trata-se, na maioria dos casos, de retratos que caem ou relógios que param em relação com acontecimentos de morte) oferecem alto valor teórico.

 

E isso por motivos múltiplos, dos quais o principal é o seguinte: a ação física exercida a distância, em semelhantes casos, não pode ser encarada como de natureza puramente mecânica, pois que se exerce sobre um objeto designado – o que não se poderia realizar sem o concurso de uma vontade dirigente; ou, em outros termos, sem a presença verídica da entidade espiritual que está em jogo.

 

Daí se segue que os fenômenos de telecinesia fornecem bom argumento para demonstrar que o espírito é independente do organismo corporal.

 

Eles se prestam, além disso, a circunscrever a hipótese telepática em limites mais bem determinados, porque se realizam, por vezes, simultaneamente com manifestações telepáticas – o que conduz logicamente a formular-se conclusões idênticas sobre a gênese das duas classes de fenômenos.

 

Dever-se-ia, pois, concluir que, se os fenômenos de telecinesia, em razão do seu modo de realização, que prova a existência de uma vontade dirigente, só podem ser esclarecidos admitindo-se a presença espiritual do morto em relação com os fatos, temos que admitir o mesmo para grande número de fenômenos telepáticos.
Como estes se produzem combinados com os fenômenos telecinésicos, pode-se deduzir que, se os últimos são de natureza espírita, não pode deixar de se dar o mesmo com os primeiros.

 

Chegados a estas conclusões, devemos, então, circunscrever a hipótese telepática, considerada na significação de ação a distância entre um cérebro e outro, no campo estreito em que se exerce a transmissão de pensamento propriamente dita, isto é, em um raio de ação que não passe de alguns quilômetros – o que estaria conforme a lei física do quadrado inverso das distâncias, à qual as próprias vibrações do pensamento se não poderiam subtrair.

 

Se não quisermos encerrar a sua ação em campo tão estreito, não há outro meio para resolver o problema senão o de admitir que o grupo dos fenômenos conhecidos sob o nome genérico de telepatia compreende em realidade manifestações de diferentes espécies.

 

Quando eles se produzem em curta distância, poderíamos identificá-los com a transmissão do pensamento (compreendida na significação clássica de um sistema de vibrações psíquicas que se espalham por ondas concêntricas de um cérebro a outro). Mas o mesmo não aconteceria quando os fenômenos se manifestam além de certo limite; neste caso poderíamos ainda chamar-lhes telepáticos, não porém com a significação vibratória, antes na de comunicação direta entre um Espírito e outro.

 

Enfim, seríamos levados a reconhecer que, nas duas categorias de manifestações, podemos encontrar episódios que, sendo absolutamente análogos aos telepáticos, pertencem em realidade à classe das manifestações espíritas propriamente ditas (implicando a presença local do Espírito que acaba de desencarnar), ou bem um fenômeno de comunicação telepático espírita entre um morto e vivos, e que, algumas vezes, pertence à classe de fenômenos de bilocação (implicando a presença, no lugar, do Espírito de um vivo, mergulhado nesse momento em sono natural ou provocado).

 

Estas considerações mostram a importância teórica dos fenômenos de telecinesia, em sua forma espontânea de realização. Eles estão, entretanto, entre os mais esquecidos da fenomenologia metapsíquica, o que é devido a não podermos encará-los do ponto de vista científico, por não apresentarem modos de realização bastante complexos para serem considerados como fatos reais. Com efeito, não se pode facilmente eliminar, por eles, a objeção das “coincidências fortuitas”.

 

Apresso-me, entretanto, a notar que esta objeção não poderia ser vista como bem fundada, senão na hipótese absurda de se discutirem os casos insuladamente. Mas tal não é admissível.

 

Se um retrato caído ou um relógio parado em relação com um acontecimento de morte não provam absolutamente nada; se encaramos tais casos como simples “coincidência acidental”, não podemos deixar, no entanto, de convir que estas coincidências se repetem cem vezes, em relação com cem casos de morte; ora, esse acúmulo de coincidências faz ressaltar a prova incontestável de uma relação de causa e efeito entre os dois acontecimentos.

 

É preciso, aliás, não esquecer que se conhecem casos que contêm detalhes inconciliáveis com a hipótese das coincidências fortuitas, como o faremos notar em momento oportuno.

 

É desejável que, de futuro, se reconheça o valor teórico dos fenômenos de telecinesia espontânea e, por conseqüência, cheguemos a acumular em proporções suficientes o material bruto indispensável para autenticar-lhes a existência e estudar-lhes a gênese-material.

 

Eles não abundam na hora presente, porque as obras e revistas metapsíquicas muitas vezes não os publicam. Sabe-se, no entanto, que os fenômenos dessa espécie se produzem com freqüência bem impressionante e que ocupam um importante lugar nas tradições de todos os povos.

 

Isto é conhecido pelos médicos, pelos padres, pelos enfermeiros, por todos os que, por necessidade profissional, se acham de contínuo em contacto com acontecimentos de morte.

 

Eis em que termos escreve sobre o assunto ao diretor da Light, de Londres, um armador funerário:

 

“Tendo estado durante muitos anos ao serviço das pompas fúnebres e conhecendo, assim, as manifestações que se relacionam com acontecimentos de morte, transmito-lhe minhas observações sobre o assunto; elas podem oferecer certo interesse aos seus leitores.

 

Os relógios que param, sobretudo os de balancim, em ocasião dos acontecimentos de morte, são fenômenos dos mais freqüentes e constituem objeto de conversações e inquéritos em grande número de famílias visitadas pelo infortúnio.

 

Os retratos que caem, os instrumentos musicais que tocam espontaneamente, em coincidência com a morte, vêm imediatamente depois na ordem de freqüência.
Muito mais raro é que um relógio esquecido desde muito tempo, estando estragado, se ponha de repente a trabalhar, por ocasião de um falecimento na família.

 

Fatos desta espécie se produzem tantas vezes que se tornam familiares às pessoas ligadas ao serviço das pompas funerárias. Por minha parte, estou em condições de fornecer grande número de exemplos de relógios que param, em coincidência com casos de morte, mas me abstenho, por enquanto, a fim de não tomar o espaço de suas colunas.” (Light, 1898, pág. 107.)

 

Depois dessa exposição, destinada a esclarecer o tema a que me proponho, passo, sem mais, à citação dos casos.

 

Ernesto Bozzano

 

Ver no site o autor espírita Gabriel Delanne "O Fenômeno Espírita"

 

Ver no site o autor espírita Herculano Pires "Ciência Espírita"

 

Fontes: Biblioteca Espírita (O Consolador)

 

Fontes: Biblioteca Espírita Virtual de Obras Raras (Federação Espírita do Paraná)

 

 

"A libertação da alma e do corpo se opera gradualmente e com uma lentidão variável, segundo os indivíduos e as circunstâncias da morte. Os laços que unem a alma ao corpo não se rompem senão pouco a pouco, e tanto menos rapidamente quanto a vida foi mais material e mais sensual"

 

Allan Kardec "O Livro dos Espíritos  nº 155"

 

 

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

 

 

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos (Obra de Allan Kardec "O Livro dos Espíritos" - Da emancipação da alma - Cap. VIII)

 

 

 

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