Ernesto Bozzano

Ernesto Bozzano - Experiências espíritas de um ministro

 da Igreja Anglicana

 

Título do original italiano

Ernesto Bozzano - Le indagini psichiche di un Ministro della Chiesa Anglicana

Roma (1933)

 

Extraídos da obra

Reverendo V. G. Duncan - Proof (Provas)

Ministro da Igreja Anglicana

Introdução do tema:

O Reverendo V. G. Duncan em suas pesquisas com as médiuns de efeitos físicos na qual e citado a pneumatofonia (voz direta) e que foi estudado exaustivamente pelo Codificador da Doutrina Espírita.

Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, chamou de pneumatofonia (voz direta) a produção de ruídos e vozes por entidades espirituais sem a colaboração ostensiva de um intermediário, de forma diferente, portanto, do que ocorre na psicografia, quando um médium escreve sob a influência dos desencarnados, que assim nos transmitem suas ideias.

Na pneumatofonia os sons parecem surgir no ar, por vezes entre os que testemunham o fenômeno, que, quando se trata de palavras ou frases, é também chamado de voz direta.

Com sua habitual ponderação lembra o Codificador que inúmeras causas naturais podem dar origem a fatos semelhantes pelo que se pode “estabelecer, como princípio, que os efeitos notoriamente inteligentes são os únicos capazes de atestar a intervenção dos Espíritos”.

É interessante lembrar, a propósito, que casos desse tipo ocorreram na primeira fase do movimento cristão, assinalando, inclusive, as viagens missionárias de Paulo de Tarso como se observa nos Atos dos Apóstolos (Atos, 13:2) e no livro “Paulo e Estêvão”, de Emmanuel, psicografia de Chico Xavier (37ª edição, págs. 317 e 330).

A literatura doutrinária posterior trouxe mais informações a respeito, sendo de destacar-se as obras “No Limiar do Etéreo”, de J. Arthur Findlay, e “Missionários da Luz”, de André Luiz (psicografia de Francisco Cândido Xavier) em seu capítulo 10, ambas editadas pela Federação Espírita Brasileira.

Nelas se esclarece que os mensageiros espirituais, empregando recursos fluídicos fornecidos por um medianeiro, moldavam, em tais ocasiões, uma réplica de nosso aparelho fonador, através da qual, utilizando-se de recursos do ambiente, faziam soar suas vozes de forma perceptível à nossa audição.

Deve-se frisar que a palavra dos mensageiros invisíveis se apresentava então com o timbre pessoal que os caracterizava quando encarnados, circunstância esta bem focalizada na primeira das obras citadas, cujo subtítulo, aliás, é “Sobrevivência à Morte Cientificamente Explicada”.

Materializações bem como os fenômenos que estamos comentando constituem demonstrações irrecusáveis de que nossa individualidade sobrevive à disjunção celular, com todas as implicações filosóficas e religiosas daí decorrentes. Como se sabe, contudo, desde a Codificação, não são capazes de gerar convicção nesse sentido nem comprometimento com o bem, o que depende, principalmente, da maturidade dos observadores.

É válido, por isso, reproduzir o comentário de um orientador espiritual a respeito dessa incapacidade – habitualmente encontrada entre os que testemunham tais fatos – de retirarem deles essas conseqüências, assemelhando-se a “crianças afoitas, mais interessadas no espetáculo inédito que desejosas de consagração ao serviço divino (...) Por agora os nossos companheiros terrestres não nos entendem, nem cresceram devidamente para a completa consagração a Jesus, mas a semeadura é viva e produzirá a seu tempo.

Nada se perde” (¹).

“O Livro dos Médiuns” (Segunda Parte, capítulo 12, itens 150 e 151);

 (¹) “Missionários da Luz” (capítulo 10, psicografia de Chico Xavier).

Boletim SEI nº 2050.

Introdução da obra:

Atualmente está se multiplicando o número de ótimos médiuns de voz direta e isto em correspondência com o vivo desejo desses médiuns de chegarem a obter essa forma convincente de manifestações, o que demonstra como é a mediunidade de efeitos físicos mais ou menos transformável, com a condição, porém, de possuírem uma boa persistência e um propósito absoluto, porque isto requer anos de paciência e metódicas sessões preparatórias com resultados nulos antes de ser atingido o tão ambicionado fim.

Sabe-se que a Sra. Gibbons Grinling sentou-se com seu filho, em plena obscuridade, três vezes por semana, durante três anos seguidos, sem nunca chegarem a obter coisa alguma. Depois, certa noite, de um ângulo do teto, fez-se ouvir a voz do filho morto que lhe comunicava a agradável notícia de que a sua perseverança havia alcançado o desejado prêmio e desde aquele dia a sua mediunidade se desenvolveu de forma rápida.

Sucedeu o mesmo, recentemente, com o conhecido jornalista inglês Hannen Swaffer, autor da obra Northcliff’s Return (A volta de Northcliff), o qual, depois de ter assistido, em casa de H. Dennis Bradley, às sessões com o médium Valiantine, formou, em sua própria casa, um grupo de experimentadores escolhidos com o escopo de chegarem a obter o fenômeno de voz direta e nisto perseverou por dois anos sem resultado algum, mas eis que, já passados alguns meses, a voz direta se fez ouvir também no seu grupo, desenvolvendo-se e reforçando-se rapidamente.

Diga-se o mesmo das bem conhecidas senhoritas Moore, das quais me resolvo ora tratar a propósito de magníficas sessões que o Rev. V. G. Duncan teve com elas, que, já desde 1917, nunca se tinham interessado por experiências mediúnicas, mas naquele ano conheceram uma família de espíritas com a qual participaram de algumas experiências psicográficas que lhes despertaram o interesse. Tentaram escrever automaticamente e o conseguiram.

Numa dessas experiências, uma entidade comunicante aconselhou-as a se proverem de uma “trombeta acústica” e que se sentassem em plena obscuridade, assegurando-lhes que, com sua persistência, conseguiriam o fenômeno de voz direta. Nisso perseveraram por quase um ano sem nada obterem, mas certa noite fizeram-se ouvir leves pancadinhas batidas na trombeta.

O modesto fenômeno serviu para reforçar-lhes a tenacidade de propósito que estava prestes a findar e, depois de alguns meses, ouviram a “voz de um espírito” que lhes enviava uma saudação de feliz êxito. Desse momento em diante, a mediunidade delas se desenvolveu rapidamente em tal sentido e depois as vozes diretas se exprimiram num tom absolutamente normal.

O Rev. Duncan intitulou o seu livro com uma só palavra, Proofs (Provas), título lógico este, pois que é repleto de fatos que convergem todos para um fim único: a demonstração da existência e sobrevivência do espírito humano. Observa ele:

“Este livro, profundamente sincero, foi escrito por um ministro da igreja anglicana e é o resultado de um esforço começado em 1926 para resolver, por meio do método experimental, o problema dos problemas que é o da sobrevivência do espírito à morte do corpo... O esforço para adquirir uma convicção pessoal sobre este assunto se impõe a tal ponto que toda pessoa, capaz de refletir, não pode deixar de realizá-lo em uma época como a nossa, de isolamento e de perplexidade espiritual.

Nesse esforço tenaz de pesquisas, em que me aconteceu explorar também a minha fé ... cheguei a descobrir quanto basta ... para oferecer o bálsamo de consolo às almas torturadas pela dúvida ou àqueles que choram sobre uma sepultura recente e se interrogam, consternadas, sobre que coisa teria sucedido aos seus parentes próximos, chegados ao tenebroso ocaso ou à aurora radiosa que os humanos chamam de morte.”

Ernesto Bozzano

Ver no site Charles L. Tweedale o pastor anglicano

Ver no site Haraldur Nielsson o reverendo da Islândia

Ver no site Walter Wynn o pastor batista

Fontes: Portal Americano Survival Books

Fontes: Universo Espírita (Vastos Materiais Doutrinários)

"O fato é que os meus sermões sobre a importância das pesquisas psíquicas na atual crise religiosa, sermões por mim proferidos na igreja de Santo André, em Edimburgo, e todos publicados todas as semanas pelo Edinburgh Evening Despatch, que é o jornal mais lido na Escócia, produziu uma enorme impressão na massa popular e eu recebi uma porção de cartas de encorajamento, de agradecimento, de bênção e também várias cartas de conteúdo violento e ameaçador.

Mas, afinal de contas, o coeficiente de correspondência foi para mim uma revelação, pois que serviu para demonstrar-me quanto se acha difundido no meio dos melhores cristãos, bem como no meio dos que não praticam o culto, o desejo supremo de obterem provas tangíveis de que os seus entes queridos sobreviveram à morte do corpo físico.

Demonstrou-me, sobretudo, que, na maioria deles, este ardente desejo se transformara em tormentosa necessidade... Pois bem, baseado na minha experiência pessoal, afirmo que as pesquisas psíquicas são as únicas que podem fornecer-lhes o conjunto de fatos destinados a satisfazer as suas prementes necessidades espirituais".

V. G. Duncan "Reverendo da Igreja Anglicana"
 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Allan Kardec - O Livro dos Médiuns (Obra de Allan kardec - "O Livro dos Médiuns" -  Da pneumatofonia - Cap. XII)

 

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V. G. Duncan - Proof (Eng)