
John Martin - A Natureza
EUGÉNE NUS
O GRANDE POETA ESPÍRITA
(1816-1894)
NÃO EXISTEM TRADUÇÕES DAS OBRAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA
Apresentação do site:
Infelizmente não existe uma biografia e nem obras traduzidas para a língua portuguesa deste grande espírita, somente alguns dados esparsos na Revista Espírita, aonde Allan Kardec esteve a sua frente.
- Nascido na França em 1816 e desencarnado no ano de 1894.
- Foi um grande poeta de sua época.
- Um espírita fervoroso e militante atuante.
- Participou ativamente dos círculos espíritas de Allan Kardec com a chegada dos fenômenos das mesas girantes nos salões aristocráticos de Paris em 1853.
- Eugène Nus publicou 2 obras espíritas: Choses de l'autre monde (1880), A la recherche des destinées (1891).

Extraídos da Revista Espírita
Jornal de Estudos Psicológicos
1866 - 9º ano
Poesia do Sr. Eugène Nus
As estrofes seguintes são tiradas da obra Os Dogmas Novos, do Sr. Eugène Nus. Embora não seja uma obra mediúnica, certamente nos irão agradecer a sua reprodução por causa dos pensamentos aí expressos de modo tão gracioso. Sob o título de Os Grandes Mistérios, o mesmo autor publicou ultimamente uma ou outra obra notável, a que nos reportaremos e na qual se acham todos os princípios fundamentais da Doutrina Espírita, como solução racional.
Ó amados mortos, que esta terra
Vos vê, conosco misturados,
Mostrai-nos que mistério encerra:
Aonde viveis, mortos amados?
Globos que brilhais a povoar o espaço,
Irmãs desta terra, estrelas dos céus,
Qual de vós me dá no além um regaço,
Destino de sombra ou de glória véus?
E qual de vós tem recebido as almas
Daqueles que amava e os tenho perdido?
De vós branco raio e de luzes calmas,
Sobre o meu ser a sonhar tem descido?
Ligados, então, à sorte da terra
Quer pelo destino ou seu bem-estar,
São eles levados ao que ela encerra
De justo no instante de retornar?
Ou mais perto ainda, Almas invisíveis,
Que estando entre nós buscais nos servir,
Concórdia pregando aos seres sensíveis,
Chorando por quem é surdo em ouvir?
Mistério profundo o da alma infinita!
Já faz quanto tempo eu te busco em vão.
De pálida fronte a vida me agita
Sem poder achar de Deus a razão.
Ó mortos queridos, onde estejais!
Vinde vós a mim perto ou longe até;
Vossa oculta voz já cedi demais;
E vosso calor aqueceu-me a fé.
Ó amados mortos, que esta terra
Vos vê, conosco misturados,
Mostrai-nos que mistério encerra:
Aonde viveis, mortos amados?
RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD
Allan Kardec e as Mesas Girantes na França
Eugène Nus - A la recherche des destinées
Eugène Nus - Choses de l'autre monde