HENRI SAUSSE

      A Reencarnação Segundo o Espiritismo

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Título Original em Francês

Henri Sausse - La Réincarnation Selon Le spiritisme

Editora: Typographie de Coulet et Passas

Paris (1924)

Tradutora do Francês para o Português

Chrissie Chynde

 

O site e todos os espíritas agradecemos a pesquisadora Chrissie Chynde, tradutora da rara obra de Henri Sausse, cujo conteúdo os leitores da língua portuguesa nunca tiveram contato.

Sausse foi respeitável biógrafo de Allan Kardec. Durante quarenta anos, foi secretário-geral da Federação Espírita Lyonnaise, teve a ideia de reunir em um livro só, todas as partes da Doutrina Espírita que tratassem sobre a reencarnação. Em 1924, publicou “A Reencarnação Segundo o Espiritismo”, fazendo um mapeamento dos gigantescos labores doutrinários do Codificador. Destacou as cruciantes tarefas do insigne filho de Lyon, esquadrinhando a pluralidade das existências (reencarnação) com lugar de proeminência da Terceira Revelação.

As primeiras referências à ideia de reencarnação se perdem na noite dos séculos da História. Temos notícias dela há 2.500 anos, nas Upanichades [escrituras sagradas do hinduísmo]. Neste mesmo período, Pitágoras, filósofo e matemático grego, nascido por volta do ano 580 a.C., discípulo de Ferecides de Siros, dizia que a alma era imortal e, depois da morte do corpo, ela ocupava outro corpo - palingenesia -, às vezes de um animal - metempsicose [tese errada do matemático de Samos]. Pelas fontes históricas, foi a primeira vez que a teoria da reencarnação foi mencionada no Ocidente. Posteriormente, Platão (429-347 a.C.), também filósofo grego, discípulo de Sócrates, ensinava que a alma nasce muitas vezes, até mesmo durante 10 mil anos, e, depois, parte para a bem-aventurança celestial.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Trechos da obra:

Por quê?

Quem nunca quis sondar o grande mistério
Quem nos criou um dia, para em seguida morrermos?
De onde viemos, exilados na Terra,
E por que precisamos de tanta dor e sofrimento?

Por que nossos duros labores, nossas lutas incessantes
Se não houver nada de nós que sobreviverá depois de amanhã?
Quem nos animou nessa tarefa ingrata
Imposta a nós, infelizmente! Destino cego?

Da vida até a morte, vivendo em lágrimas,
Quando alguns sorriem e outros estão sobrecarregados;
Em uma existência feliz, todos os pequenos encantos
Para o povo, o infortúnio e golpes.

Então, depois de tantos esforços e sofrimentos amargos,
Quando acreditamos estar em contato com a felicidade terrena,
Vemos todas as nossas esperanças desaparecer
Perante a sepultura aberta onde nossa vida termina.

Depois da morte, que se tornam nossas almas?
Existe ainda a vida ou o escuro nada?
Existe o descanso ou os terríveis dramas,
Em um inferno odioso ou um céu preguiçoso?

De onde viemos, para vir neste mundo
Sofrer tanto tormentos, dores, sofrimentos;
Se somos amaldiçoados, por quê? Quem me responde?
Quem nos condenou a chorar tantas lágrimas?

Compartilho com vocês a tristeza amarga,
Ainda assim, amigo, quero secar suas lágrimas
Na esperança beneficente que recebi o carinho.
Escute e você sentirá sua dor diminuir.

De onde viemos? Ninguém pode dizer.
No entanto, sabemos o propósito a que estamos destinados.
A estrada é difícil, infelizmente! Mas por que amaldiçoá-la
Quando, nós mesmos, propusemos tais metas?

Se partimos do nada, caminhamos para o sublime,
Infelizmente, não podemos decidir a nosso critério:
Por um desejo imprudente, quando somos a vítima
Saibamos que cada esforço é um passo para frente!

Amigo, todo esforço gera sofrimento;
Se quisermos não mais sermos prisioneiros do Mal,
Em nossos reveses mais difíceis, conservemos nossa segurança
Que de nossa felicidade, somos os pioneiros.

Cada um de nós, desde então, seguindo sua jornada,
Deve elevar seu coração, esclarecer seu cérebro;
Perante os sofrimentos da estrada, devemos, a todo custo,
Renunciar o homem velho e criar o novo.

Não é por acaso, que neste lugar de miséria,
Para progredir, tivemos que vir.
Vamos, novamente e muitas vezes, enfrentar este calvário,
Feito para nos garantir um futuro brilhante.

E cada vez, nossa alma, pelas lutas cruéis,
Nos laços da carne, tendem a desaparecer.
Depois de muitos contratempos, esforços e quedas,
Ela finalmente se levanta e vê o brilho do céu.

Ela é tão feliz, por causa da felicidade suprema
É o preço de seus males, o fruto do seu trabalho
Ela venceu a morte e forte em si
Ela não vê terror na sua bagagem sombria

Ela sabe que a vida é, para nós, eterna
Que a morte é apenas uma palavra, e quando chegamos ao limite,
Ganhamos alegria e novas evidências
Que ainda vivemos, depois da morte.

Na cadeia infinita que é a nossa vida,
Colhemos os frutos de trabalhos anteriores
E desde já, semeamos a alegria ou o sofrimento
Que se seguem, por nossas ações presentes,

Saibamos aproveitar cada novo amanhecer,
E esta é a grande lei que não podemos transgredir:
Nascer, morrer, renascer e depois morrer de novo,
Para, mais uma vez, renascer e sempre progredir.

Henri Sausse - O Biografo de Allan Kardec

Ver no site as Obras Completas de Allan Kardec

Fontes: Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Crianças e jovens com habilidades prodigiosas)

A vida não cessa. A vida é fonte eterna, e a morte é o jogo escuro das ilusões.
Uma existência é um ato.
Um corpo uma veste.
Um século um dia.
Um serviço uma experiência.
Um triunfo uma aquisição.
Uma morte um sopro renovador.
Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos triunfos, quantas mortes necessitamos ainda?

Espírito de André Luiz - Chico Xavier "Prefácio da Obra Nosso Lar"
 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

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Henri Sausse - La Reincarnation Selon le Spiritisme (Fr)