GEORGE VALIANTINE

O GRANDE MÉDIUM DA PNEUMATOFONIA

(VOZ DIRETA DOS ESPÍRITOS)

(Herbert Dennis Bradley - Rumo às Estrelas)

 

O grande pesquisador da mediunidade de George Valiantine foi Herbert Dennis Bradley ver LINK

A Pneumatofonia estudada por Allan Kardec:

Pneumatofonia - (Do grego - pneuma - e - phoné, som ou voz.) - Voz dos Espíritos; comunicação oral dos Espíritos, sem o concurso da voz humana.

Os Espíritos, podendo produzir ruídos e pancadas, podem naturalmente fazer ouvir gritos de toda espécie e sons vocais imitando a voz humana, ao nosso lado ou no ar.

É esse fenômeno que designamos pelo nome de pneumatofonia. Segundo o que conhecemos da natureza dos Espíritos, podemos supor que alguns deles, quando de ordem inferior, iludem-se com isso e acreditam falar como quando viviam. (Ver, na Revista Espírita de fevereiro de 1858, a História do Fantasma da Srta, Clairon)

Devemos evitar, entretanto, de tomar por vozes ocultas todos os sons de causa desconhecida ou os simples zunidos do ouvido, e sobretudo de aceitar a crença vulgar de que o ouvido que zune está nos avisando de que falam de nós em algum lugar.

Esses zunidos, de causa puramente fisiológica, não têm aliás nenhum sentido, enquanto os sons da pneumatofonia exprimem pensamentos e somente por isso podemos reconhecer que têm uma causa inteligente e não acidental. Podemos estabelecer, como princípio, que apenas os efeitos notoriamente inteligentes podem atestar a intervenção dos Espíritos.

Quanto aos outros, há pelo menos cem possibilidades contra uma de serem produzidos por causas fortuitas.

Acontece muito freqüentemente ouvirmos, meio adormecidos pronunciarem distintamente palavras, nomes, às vezes até mesmo frases inteiras, e isso de maneira tão forte que acordamos sobressaltados. Embora possa acontecer que em certas ocasiões seja realmente uma manifestação, nada há de tão positivo nesse fenômeno que não o possamos atribuir a uma causa semelhante à que expusemos na teoria da alucinação (Cap. VI, nº 111 e seguintes).

De resto, o que se ouve nesse estado não tem nenhuma conseqüência. Já o mesmo não acontece quando estamos realmente acordados, pois nesse caso, se for um Espírito que se faz ouvir, podemos quase sempre trocar idéias com ele e estabelecer uma conversa regular.

Os sons espíritas ou pneumatofônicos manifestam-se por duas maneiras bem distintas: é às vezes uma voz interna que ressoa em nosso foro íntimo, e embora as palavras sejam claras e distintas, nada têm de material; de outras vezes as palavras são exteriores e tão distintamente articuladas como se proviessem de uma pessoa ao nosso lado.

De qualquer maneira que se produza, o fenômeno de pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado.

Fontes: Allan Kardec - O Livro dos Médiuns - Cap. 12 - Pneumatografia ou Escrita direta - Pneumatofonia

Biografia de George Valiantine:

Não existe uma biografia completa do médium George Valiantine mais pode se ler nas entrelinhas a sua vida e o seu trabalho mediúnico.

Mr. Herbert Dennis Bradley fez um minucioso relato da mediunidade de voz direta (Pneumatofonia) de George Valiantine, o conhecido médium americano.

Na obra de H. Dennis Bradley - Rumos às Estrelas, conseguiu relatar as diversas vozes espirituais ocorridas no seu próprio grupo doméstico.

É impossível exagerar os serviços que o trabalho dedicado e de auto-sacrifício de Mr. Bradley prestou à ciência psíquica.

George Valiantine chegou à Inglaterra a 1° de fevereiro de 1924, depois de um entendimento entre mim e De Wyckoff. Fomos ao seu encontro em Waterloo, donde o levamos de auto diretamente para Dorincourt; lá devia permanecer durante a sua estação na Inglaterra, sempre na mais completa ignorância das experiências psíquicas por mim feitas depois do nosso encontro além mar.

Valiantine é um homem de cinqüenta anos de idade. Lento e reticente; interessa-se por um número mínimo de coisas; crê naturalmente em espíritos, e tenho dificuldades em lembrar-me de outro assunto que ele discuta com fluência. Interpelei-o sobre a arte e a literatura americana: nada sabe. Consultei-o sobre teatro: idem. Igualmente desinteressado da vida comercial. Possui um vocabulário muito limitado e revela pouca noção do valor das palavras.

Quando inquirido por alguém sobre o que pensava de Londres, respondeu: “Uma cidade grande” - e foi só.

Contou-me que só depois dos quarenta e três anos veio a descobrir a sua mediunidade. Antes disso lembra-se de por várias vezes ter ouvido pancadas nas paredes e mesas, que ele atribuía a estalos da madeira.

Há uns sete anos, quando hospedado num hotel durante uma saída a negócios, ouviu na porta de seu quarto três pancadas muito distintas. Acendeu a luz; levantou-se da cama para ver quem era. Aberta a porta, não encontrou ninguém. Fechou a de novo. Mais três pancadinhas fizeram-se ouvir, dessa vez na parede do corredor. Foi novamente verificar quem era, e como não visse ninguém tocou a campainha de serviço. O criado assegurou-lhe que o corredor e o quarto contíguo estavam desertos.

Logo depois teve enseje de contar o fato a uma senhora dai suas relações, dedicada ao espiritualismo, a qual persuadiu ter com ela uma sessão em sala escura. Nessa sessão, a quem esteve presente sua mulher, recebeu, por intermédio da mesinha, uma mensagem de Bert Everett, seu cunhado falecido de algum tempo.

A partir daí gradativamente Valiantine desenvolveu a força mediúnica até chegar a ouvir a voz direta de Everett - o qual lhe recomendou o uso da corneta e mais coisas. Foi arranjada a corneta, e na noite seguinte pôde ouvir com perfeita clareza a voz do cunhado. Até aquele dia ignorara completamente o que fosse uma corneta acústica.

Estranhos fenômenos ocorreram depois disso. As cordas de um violino vibraram enquanto o traziam para a sala. Uma voz do além cantou com acompanhamento de guitarra.

Everett industriou-o sobre o modo de organizar um gabinete onde pudessem ser obtidas materializações. Valiantine agiu de acordo e numa noite em que caiu em transe Everett materializou-se de corpo inteiro.

Fontes: H. Dennis Bradley - Rumos às Estrelas

Na foto acima você pode ver a laringe ectoplásmica tomada do corpo do médium (Médium Leslie Flint)

A médium Kathleen Goligher produz o ectoplasma que está levitando em um trompete pronto para ser usado para formar um amplificador etérico para voz do espírito

Fontes: Portal A Casa do Espiritismo (Pneumatografia)

Fontes: Psychictrth.Info

"O Espiritismo - diz Allan Kardec - só estabelece como princípio absoluto o que está absolutamente provado, ou o que resulta logicamente da observação"

Allan Kardec "O Codificador da Doutrina Espírita"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Artigos Espíritas - Pneumatografia ou Escrita direta (Allan Kardec - O Livro dos Médiuns)

 

As pesquisas de Herbert Dennis Bradley com o médium George Valiantine (Herbert Dennis Bradley - Rumo às Estrelas)

 

Biografia de George Valiantine

 

Herbert Dennis Bradley - Rumo às Estrelas PDF