WILLIAM EGLINTON

O GRANDE MÉDIUM DA ERA VITORIANA

OS GIGANTES DO ESPIRITISMO

(1858 - 1933)

 

John Stephen Farmer - Twixt Two Worlds (Eng)

(Biografia de William Eglinton)

Biografia de William Eglinton:

Nasceu em 10 julho de 1858 em Londres, Inglaterra e desencarnou em 10 de março de 1933.

Foi um médium inglês de efeitos físicos da Era vitoriana.

No caso de William Eglinton há um notável volume — Twist Two Worlds por J. E. Farmer que encerra quase toda a sua atividade. Quando rapazinho, era muito imaginoso, sonhador e sensitivo mas, como tantos outros grandes médiuns na adolescência, não deu sinais de possuir qualquer dom psíquico. Em 1874, portanto aos dezessete anos de idade, Eglinton entrou no grupo da família em cujo meio seu pai investigava os supostos fenômenos espíritas. Até então o grupo não havia obtido resultados; quando, porém, o rapaz a ele se ligou, a mesa ergueu-se ràpidamente do chão a ponto dos assistentes terem que se pôr de pé a fim de manter as mãos sobre ela. Para satisfação dos presentes as perguntas eram respondidas. Na sessão seguinte, logo na noite imediata, o rapaz caiu em transe e foram recebidas comunicações evidentes de sua falecida mãe. Em poucos meses sua mediunidade se havia desenvolvido, e ocorriam manifestações mais fortes. Sua fama de médium espalhou-se e ele recebeu numerosos convites para sessões, mas resistiu a todos os esforços para o transformar em médium profissional. Finalmente cedeu em 1875.

Assim descreve Eglinton as suas sensações antes de entrar pela primeira vez na sala das sessões e a mudança que nele se operou:

“Minhas maneiras, antes de entrar nisto, eram as de um rapaz alegre; mas assim que me vi em presença dos investigadores, uma sensação estranha e misteriosa se apoderou de mim e eu não a podia superar. Sentei-me à mesa, resolvido a impedir qualquer manifestação, caso algo acontecesse. Esse algo aconteceu mas eu não tinha forças para o evitar. A mesa começou a dar sinais de vida e de vigor; subitamente ergueu-se do solo e pairou no ar, tanto que tínhamos de ficar de pé para ter as mãos sobre ela. Isto se deu em plena luz do gás. Depois respondeu inteligentemente às perguntas que lhe eram feitas e deu várias provas às pessoas presentes.

A noite seguinte nos encontrou ansiosos por novas manifestações e com um grupo maior, pois a notícia se havia espalhado de que “tínhamos visto fantasmas e falado com eles”, e outras coisas parecidas.

Depois de havermos lido a prece costumeira, em breve me pareceu que não era deste mundo. Veio-me uma sensação de êxtase e logo passei ao transe - Todos os meus amigos eram novatos no assunto e procuraram vários meios de me despertar, mas sem resultado. No fim de meia hora voltei ao estado consciente, sentindo um forte desejo de voltar àquele estado. Tivemos comunicações que, em minha opinião, provaram conclusivamente que o Espírito de minha mãe realmente tinha voltado ao nosso meio... Então comecei a verificar quanto estivera enganado — quão terrivelmente vazia e material tinha sido a minha vida até então e senti um prazer inacreditável em saber, sem sombra de dúvida, que aqueles que deixaram a Terra poderiam voltar novamente e provar a imortalidade da alma. Na quietude de nosso grupo familiar gozamos ao máximo a nossa comunicação com os trespassados e muitas foram as horas felizes que assim passei.”

Sob dois aspectos, os seus trabalhos se assemelham aos de D. D. Home. Suas sessões geralmente eram feitas em plena luz e ele sempre se submetia de boa mente aos testes propostos. Posteriormente, um forte ponto de semelhança se estabeleceu: é que os fenômenos eram observados e registrados por muitos homens eminentes e por boas testemunhas críticas.

Como Home, Eglinton viajou muito e sua mediunidade foi observada em muitos lugares.

Em 1878 viajou para a África do Sul. No ano seguinte visitou a Suécia, a Dinamarca e a Alemanha. Em fevereiro de 1880 foi à Universidade de Cambridge e realizou sessões sob os auspícios da Sociedade de Psicologia. Em março viajou para a Holanda, de onde seguiu para Leipzig, onde realizou sessões com o Professor Zõllner e outros ligados à Universidade. Seguiram-se Dresden e Praga, e em Viena, em abril, foram realizadas mais de trinta sessões, assistidas por muitos membros da aristocracia. Em Viena foi hóspede do Barão de Hellenbach, conhecido escritor, que, em sua obra “Preconceitos da Humanidade” descreveu os fenômenos então verificados. Voltando à Inglaterra viajou para os Estados Unidos a 12 de fevereiro de 1881, demorando-se então três meses. Em novembro do mesmo ano foi à Índia e, depois de realizar numerosas sessões em Calcutá, regressou em abril de 1882. Em 1883 visitou novamente Paris, e em 1885 esteve ainda em Viena e em Paris. A seguir foi a Veneza, que descreve como um “verdadeiro viveiro do Espiritismo.”

Em 1885 Eglinton encontrou em Paris M. Tissot o famoso artista que assistiu às suas sessões e a seguir o visitou na Inglaterra. Uma notável sessão de materialização, em que duas figuras foram vistas completamente, uma das quais, uma senhora, reconhecida como uma parenta, foi imortalizada por Tissot numa tela intitulada “Aparição Medianímica”. Esse belo e artístico trabalho de que há uma cópia na Aliança Espírita de Londres, mostra as duas figuras iluminadas por luzes espirituais, que carregam nas mãos. Tissot também fez uma água-forte do médium, que é reproduzida no frontispício de livro de Farmer, “Entre Dois Mundos”.

Um exemplo típico de sua iniciação mediúnica é dado por Miss Kingsbury e pelo Doutor Carter Blake, Docente de Anatomia no Westminster Hospital, nestes termos..

“As mangas do casaco de Mr. Eglinton tinham sido costuradas às suas costas, perto dos punhos, com um cordão branco de algodão; os encarregados desse trabalho o amarraram depois à cadeira, passando a fita perto do pescoço e o colocaram junto a cortina da cabine e por detrás desta, defrontando a assistência, tendo os joelhos e os pés à vista. Uma mesinha redonda com vários objetos foi posta em frente ao médium, fora da cabine e à vista dos assistentes; um pequeno instrumento de cordas, conhecido como Oxford Chimes, (Espécie de bandolim) foi posto emborcado sobre as suas pernas, sobre ele um livro e sobre este uma campainha. Em poucos momentos as cordas foram tocadas, sem que mão alguma visível as tocasse; o livro, cuja lombada se voltava para os assistentes foi invertido, aberto e fechado repetidas vezes, de modo que os presentes viram a experiência com toda segurança; e a campainha foi tocada de dentro, isto é, sem serem levantadas as suas bordas. A caixa de música colocada perto da cortina, mas inteiramente à vista, foi parada e depois dada a marcha, enquanto a tampa continuava fechada; de vez em quando dedos e, algumas vezes mãos se introduziam pelas cortinas. Depois que uma destas apareceu, pediram ao Capitão Rolleston que passasse o braço pela cortina e verificasse se a amarração e a costura estavam como de início. Ele verificou que estavam e o mesmo testemunho foi dado por outro cavalheiro, pouco depois.”

Esta foi uma, de uma série de sessões excepcionais, realizadas sob os auspícios da British National Association of Spiritualists, em sua sede em Londres, 38 Great Russel Street. Referindo-se a elas diz lhe Spiritualist.

“O ensaio de manifestações por Mr. Eglinton tem grande valor, não porque outros médiuns não possam, igualmente, obter resultados conclusivos, mas porque em seu caso tinham sido observadas e controladas por um bom número de testemunhas críticas, cujo depoimento pesará diante do público”.

A princípio as materializações de Eglinton eram obtidas à luz da Lua, enquanto os presentes se sentavam a uma mesa e não havia cabine. Também o médium ficava, em geral, consciente. Foi induzido a fazer sessões no escuro, a fim de obter manifestações, por um amigo que havia assistido a sessões de um médium profissional. Tendo começado assim, sentia-se obrigado a continuar, mas verificou que os resultados alcançados eram menos espirituais. Uma característica dessas sessões de materialização era o fato de sentar-se entre os presentes e de serem as suas mãos seguradas. Nessas condições, materializações completas foram vistas à luz apenas suficiente para o reconhecimento das aparições.

Em janeiro de 1877 Eglinton fez uma série de sessões não profissionais, em casa de Mrs. Macdougall Gregory, viúva do Professor Gregory, de Edimburgo, perto do Park Lane. Foram assistidas por Sir Patrick e Lady Colquhoun, Lord Borthwick, Lady Jenkinson, Reverendo Maurice Davies, D. D., Lady Archibald Camphell, Sir William Fairfax, Lord e Lady Mount-Temple, General Brewster, Sir Garnet e lady Wolseley, Lord e Lady Avonmore, Professor Blackie e muitos outros. Mr. W. Harrison, redator de The Spiritualist assim descreve uma dessas sessões:

“Na noite de segunda-feira última dez ou doze amigos se reuniram em volta de uma grande mesa circular, com as mãos juntas, em cujas condições o médium Mr. W. Eglinton ficava seguro pelos dois lados. Não havia outras pessoas na sala além das que estavam sentadas à mesa. Um fogo que se apagava dava uma luz fraca, que apenas permitia que se vissem as silhuetas dos objetos. O médium estava na parte da mesa mais próxima do fogo, de modo que suas costas ficavam para a luz. Uma forma, na inteira proporção de um homem, ergueu-se lentamente do chão até ao nível da borda da mesa; estava a cerca de trinta centímetros atrás do cotovelo direito do médium. O assistente mais próximo era Mr. Wiseman, de Orme Square, Bayswater. A forma estava coberta com um pano branco, e as feições não eram visíveis. Como se achava próximo ao jogo, podia ser vista distintamente pelos que se achavam mais próximos. Foi observado por todos que assim estavam que o canto da mesa ou os assistentes não tapavam a vista da forma; assim, foi observada por quatro ou cinco pessoas e isto não foi resultado de impressões subjetivas. Depois de erguer-se até o nível da mesa, mergulhou e não mais foi vista, ao que parece tendo esgotado as forças. Mr. Eglinton estava numa casa estranha e vestido a rigor. De um modo geral foi um teste de manifestação que não podia ser produzido por meios artificiais”.

Uma sessão descrita por Mr. Dawson Rogers apresentou características notáveis. Foi a 17 de fevereiro de 1885, em presença de catorze pessoas, em condições de prova. Conquanto um quarto interno tivesse sido usado como cabine, Mr. Eglinton ai não ficou — mas entre os assistentes, cujos assentos tinham sido dispostos em forma de ferradura. Uma forma se materializou e passeou pela sala, dando a mão a cada um dos presentes. Depois aproximou-se de Mr. Eglinton, que em parte estava sendo sustentado por Mr. Rogers, para que não caísse e, tomando o médium pelos ombros, levou-o para a cabine. Diz Mr. Rogers: “A forma era de um homem algumas polegadas mais alto, e mais velho que o médium. Vestia uma túnica flutuante, era cheio de vida e de animação e uma vez ficou a três metros do médium”.

Há um particular interesse ligado a essa fase de sua vida no aspecto de mediunidade psicográfica, ou de escrita em lousas. A esse respeito existe uma esmagadora massa de testemunhas. À vista dos maravilhosos resultados que obtinha, é digno de nota que fez sessões por mais de três anos sem obter a escrita de uma única letra. Foi a partir de 1884 que ele concentrou sua força nessa forma de manifestação, que era considerada a mais adequada aos principiantes, especialmente porque todas as sessões se realizavam às claras. Recusando-se a fazer sessões de materialização para um grupo de investigadores que não tinham, então, qualquer experiência, Eglinton assim justificou a sua atitude: “Sustento que um médium é colocado numa posição de muita responsabilidade, e que tem o dever de satisfazer, tanto quanto lhe seja possível, aquêles que o procuram. Agora, a minha experiência, um tanto variada, leva-me à conclusão de que nenhum céptico, por melhor intencionado e honesto que seja, pode ficar convencido nas condições prevalecentes nas sessões de materialização, e o resultado é um maior cepticismo de sua parte e a condenação do médium. As coisas são diferentes quando há um grupo para testemunhar tais fenômenos, e com os quais sempre terei prazer em fazer sessões. Mas um neófito deve ser preparado por outros métodos. Se o seu amigo se interessa em comparecer a uma sessão de escrita na ardósia eu terei o prazer de arranjar uma hora; do contrário deverei declinar da sessão, pelas razões acima, e que se recomendam por si mesmas a você e a todos os pensadores espíritas”.

No caso de Eglinton, é preciso dizer que eram usadas lousas comuns de escola e que os assistentes tinham a liberdade de trazer as suas próprias lousas e que, depois de lavadas, um fragmento de lápis para ardósia era colocado em cima desta e que esta era colocada debaixo do tampo da mesa, fazendo-se pressão contra o mesmo; que a ardósia era segurada pelo médium, mas de modo que o seu polegar fosse visível na parte superior do tampo. Então o som da escrita era ouvido e, a um sinal consistente de três batidas, a lousa era examinada, verificando-se que continha uma mensagem. Do mesmo modo duas lousas do mesmo tamanho eram usadas, superpostas e amarradas, como também se usavam as lousas-caixas, às quais se ligavam cadeados com chave. Em muitas ocasiões foram obtidas escritas numa única lousa posta em cima da mesa, com um lápis em cima da mesa, mas debaixo da ardósia.

Mr. Gladstone fez uma sessão com Eglinton a 29 de outubro de 1884, e mostrou-se muito interessado pelo que aconteceu. Quando Light publicou um relato dessa sessão, foi transcrito na maioria dos jornais de importância no país e o movimento ganhou consideravelmente com essa publicidade. Consta que ao terminar a sessão Mr. Gladstone teria dito: “Sempre pensei que os homens de ciência correm muito por uma trilha. Fazem um trabalho nobilitante na sua própria linha especial de pesquisa, mas, muito freqüentemente se sentem sem disposição para um pouco de atenção a assuntos que aparentemente estão em conflito com a sua maneira de pensar. Na verdade não é raro que tentem negar coisas que jamais investigaram, pois não meditam bastante que possa haver forças de cuja natureza eles nada sabem”. Pouco depois, Mr. Gladstone, posto que jamais se tivesse confessado espírita, mostrou um firme interesse no assunto, ao se associar à Society for Psychical Research.

Eglinton não se subtraiu aos ataques costumeiros. Em junho de 1886 Mrs. Sidgwick, esposa do Professor Sidgwick, de Cambridge, sócia fundadora da Society for Psychical Research (SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH), publicou um artigo no Jornal dessa sociedade, sob o título de “Mr. Eglinton” no qual, depois de transcrever descrições feitas por outros, relativas a mais de quarenta sessões para escrita na ardósia com esse médium, diz: “Para mim, agora não hesito em atribuir tais realizações a truques hóbeis”.

Ela não tinha qualquer experiência pessoal com Eglinton, mas baseou a sua opinião na impossibilidade de manter uma observação contínua durante as manifestações. Pelas colunas de Light Eglinton convidou testemunhas que estavam convictas da legitimidade de sua mediunidade e, posteriormente, num suplemento especial, o mesmo jornal deu a resposta de muitos, dos quais um bom número, composto de membros ou sócios da SOCIETY FOR PSYCHICAL RESEARCH O Doutor George Herschell, provecto mago amador, com uma experiência de catorze anos, deu uma das mais convincentes respostas a Mrs. Sidgwick.

Também a Society for Psychical Research publicou relatos minuciosos dos resultados obtidos por Mr. J. S. Davey, que declarava conseguir tais resultados pela fraude e resultados ainda mais maravilhosos do que os de Eglinton quanto à escrita na ardósia.

Mr. C. C. Massey, advogado, observador muito competente e experimentado, sócio da Society for Psychical Research, subscreveu o ponto de vista de muita gente, quando escreveu a Eglinton, com referência ao artigo de Mrs. Sidgwick:

“Estou de acordo com você, quando diz que ela “não aduz a menor prova” em apoio a esse injurioso julgamento que opõe a um grande número de excelentes testemunhos. A estes só se opõem presunções que, segundo me parece, são contrárias ao bom senso e a toda experiência.”

De um modo geral, o rude ataque de Mrs. Sidgwick contra aquele médium teve um bom resultado, porque determinou o aparecimento de um volume de testemunhos mais ou menos valiosos em favor da autenticidade das manifestações que com ele ocorriam.

Como muitos outros médiuns de manifestações físicas, Eglinton teve os seus “desmascaramentos”. Um destes foi em Munique, onde tinha sido convidado a fazer uma série de doze sessões. Dez delas tinham tido um grande sucesso, mas na décima primeira foi descoberto um sapo mecânico na sala e, conquanto as mãos do médium estivessem presas, foi acusado de fraude porque o instrumento de música tinha sido escurecido secretamente e pó preto foi encontrado nele. Três meses depois um assistente confessou que tinha trazido o brinquedo mecânico para a sala. Nenhuma explicação para o pó preto foi dada, mas o fato de estarem seguras as mãos do médium constituíram refutação suficiente.

Um conhecimento mais completo desde então tem mostrado que os fenômenos físicos dependem do ectoplasma e que esse ectoplasma é absorvido no corpo do médium, lavando e colorindo a matéria. Assim, no caso de Miss Goligher, depois de uma experiência com carmim, o Doutor Crawford encontrou manchas de carmim em várias partes de sua pele.

Assim, tanto no caso do sapo mecânico, quanto no do pó preto, como tantas vezes acontece, os desmascaradores é que estavam errados, e não o infeliz médium.

Uma acusação mais séria contra ele foi feita pelo Arquidiácono Colley, que declarou que em casa de Mr. Owen Harries, onde Eglinton fazia uma sessão, havia descoberto no sobretudo do médium pedaços de musselina e uma barba, que correspondiam a pedaços e cabelos cortados de supostas formas materializadas. Mrs. Sidgwick em seu artigo no Society for Psychical Research Journal, reproduziu as acusações do Arquidiácono Colley, e Eglinton, em sua resposta geral a ela, se limita a uma negação simples, fazendo notar que ela se achava ausente na África do Sul, quando as acusações foram publicadas e que não as viu senão anos depois.

Discutindo o incidente, diz Light num artigo de fundo, que as acusações em questão foram minuciosamente investigadas pelo Conselho da British National Association of Spiritualists e abandonadas, sob o fundamento de que o Conselho não podia de modo algum obter provas diretas dos acusadores. E assim continua:

“Mrs. Sidgwick suprimiu muitos fatos em sua citação publicada no Jornal. Em primeiro lugar as alegadas circunstâncias ocorreram dois anos antes da carta em que fez a acusação; durante esse tempo ele não fez nenhum movimento público na matéria e só o fez em conseqüência da atitude pessoal contra o Conselho da BNAS. Em segundo lugar as partes da carta suprimida por Mrs. Sidgwick lançam-lhe em rosto a marca de desvalia. Afirmamos que ninguém acostumado a examinar e avaliar as provas de maneira científica teria concedido à correspondência a mais ligeira atenção sem o mais claro testemunho corroborante.

Não obstante admitir-se que um espírita de coração como o arquidiácono Colley fizesse uma acusação tão concreta, temos uma questão muito grave que não pode ser levianamente posta de lado. Há sempre a possibilidade de um grande médium, ao verificar que perde os seus dons – como por vezes acontece – recorrer à fraude para dissimular a deficiência, até que os dons retornem. Home descreveu como de súbito perdia as forças durante um ano, para depois voltarem em toda a plenitude. Se um médium viver da sua mediunidade, tal hiato pode ser uma coisa séria e uma tentação à fraude. Como quer que tenha sido nesse caso especial, o que é certo é que, como foi mostrado nestas páginas, há uma massa de provas em favor da realidade dos dons de Eglinton, que não podem ser abaladas. Entre outras testemunhas de sua força está Kellar, o famoso ilusionista, que admitia, bem como muitos outros ilusionistas, que os fenômenos físicos ultrapassam as possibilidades dos prestidigitadores.

Fontes: Conan Doyle - História do Espiritismo - Cap. XVI

Método de obter escrita entre duas ardósias realizada sobre a mesa
(John Stephen Farmer - Twixt Two Worlds)

Fotografia do pesquisador espírita Alexandre Aksakof  aonde o médium William Eglinton provoca a  materialização de um espírito feminino (Londres - 1880)

William Eglinton em estado de transe provoca a materializações dos espíritos e que Alexandre Aksakof demonstra a prova da incontestável autenticidade da materialização através da mediunidade do médium William Eglington. (Londres - 1880)

Ver no site Alexandre Aksakof pesquisador espírita da mediunidade de William Eglinton

Fontes: Portal Voice Box

Fontes: Survival After Death

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (O Espiritismo será o sufrágio da Ciência “Clássica” nos lapsos dos evos )

 

"Homem mundano chora e se lamenta à beira dos túmulos, essa porta aberta para o infinito. Se estivesse familiarizado com as leis divinas, era sobre os berços que deveria gemer: o vagido do recém-nascido não será um lamento do espírito, diante das tristes perspectivas da vida"

Léon Denis "No Invisível"

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia de William Eglinton

 

John Stephen Farmer - Twixt Two Worlds (Eng) (Biografia de William Eglinton)

 

Arthur Conan Doyle - História do Espiritismo