MIGUEL VIVES Y VIVES

Uma carta viva do Espiritismo

(Biografia espírita)

 

 DISTRIBUIDO GRATUITAMENTE

PELOS AUTORES

 

 Portal Autores Espíritas Clássicos

 Portal A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Título Original em Espanhol

Miguel Vives y Vives - Guía Práctica Del Espiritista

Editorial Mauci - Madri (1903)

 

Tradutora do Espanhol para o Português

Teresa da Espanha

Prefácio da obra:

O material de pesquisa contido no portal Autores Espíritas Clássicos apresenta característica de fidedigna relíquia histórica, produto da profunda escavação para o encontro e resgate dos tesouros perdidos nos porões da indiferença ou censurável amnésia dos líderes que conduzem o tal movimento espírita. Em nosso exumo um nome encontramos no esquecimento da história do Espiritismo, trata-se do espanhol Miguel Vives y Vives, nascido em Barcelona em 1842.

Vives y Vives conheceu o Espiritismo em 1871 (dois anos após o epílogo carnal do Codificador) quando, muito enfermo, foi conduzido a um grupo espírita que o auxiliou na recuperação da saúde. A partir de então ficou os pés nas fileiras espíritas, fundando a "Federação Espírita de Vallés", da qual surgiu a "Federação Espírita da Catalunha". Posteriormente fundou o "Centro Espírita Fraternidade Humana" (1872), em Terrasa, aí tendo lançado as obras "Guia Prático do Espírita" e "O Tesouro dos Espíritas", ambas traduzidas em língua portuguesa. Mais tarde fundou a revista "União", periódico que se incorporou à "La Luz del Porvenir", que se destacou na divulgação do movimento naquele país.

Amália Domingo Soler, médium que protagonizou a recepção da obra clássica na literatura espirita intitulada “Memórias do Padre Germano”, foi parceira de trabalho de Vives y Vives. Em 1891, Vives mudou-se para Barcelona, buscando melhores ares para a sua saúde combalida. Nos primeiros dias de 1892, foi eleito Presidente do Centro Barcelonês de Estudos Psicológicos onde, não obstante seu precário estado de saúde prosseguiu na propagação do Espiritismo.

Miguel Vives quase sempre reunia os deserdados dos bens materiais em amplas refeições fraternais, nas quais não faltavam os manjares que recompunham o físico, enquanto com sua oratória apresentava o banquete do espírito, a fé perdida, a sede de amor, a necessidade da paz interior. Quando sua filha Michela se casou, um cortejo de centenas de mendigos acompanhou os noivos, oferecendo-lhes sua proteção.

Em 29 de setembro de 1881, quando Amália Domingo Soler visitava Tarrasa, o filho de Sr. Miguel, um vivo garoto de seis anos, apresenta-se trazendo nas mãos, orgulhoso e alegre, uma carta. Era um agradecimento dos presos do cárcere da cidade, com felicitações pelo onomástico de Sr. Miguel, a que chamavam "protetor" pelas muitas atenções que a eles prodigalizava, fazendo menos triste e aflitiva a condenação que suportavam.

Quando desencarnou, Miguel Vive y Vives recebeu do povo comovido os mais sentidos tributos. Sua morte causou profundo golpe à população da cidade espanhola. As fábricas paralisaram suas atividades, o comércio cerrou suas portas à hora do sepultamento do seu corpo, a fim de permitir aos seus empregados o acompanhamento do esquife ao cemitério.

Vives não era político, não cortejava a popularidade e, no entanto, graças ao seu exemplo de abnegação, recebeu diversas consagrações públicas de sua terra, apesar de viver num país de profundas tradições católicas, onde homens e livros foram queimados no decorrer de muitos séculos.

Nossa homenagem a um patrimônio não somente do Espiritismo, mas de toda a Humanidade.

Obrigado, Vives!!!

Jorge Hessen

O Combativo Escritor Espírita

Trechos da biografia:

INFÂNCIA E JUVENTUDE

Miguel Vives nasceu em Barcelona no ano de 1842. Os primeiros anos de sua vida foram marcados pela dor da morte dos entes mais queridos. Com apenas dois anos de idade, ficou órfão de mãe, com cinco foi levado para Sabadell; aos onze sofreu a morte do pai, ficando sob os cuidados de seu irmão Augusto.

Aos quatorze anos Miguel começou a estudar música com bom aproveitamento; agrupou crianças para formar sociedades corais e escreveu peças musicais que, pela pouca idade do autor, chamaram vivamente a atenção.

Pessoas influentes da época, entre as quais D. Pascual, interessaram-se muito pelo jovem músico e quiseram levá-lo ao Mosteiro de Montserrat, para que ele formasse parte do seu notável Coro.

Casou-se em 1868, aos 26 anos. Este feliz acontecimento chegaria a desencadear a maior crise sofrida por ele, pois mais uma vez ficaria privado de sua amada. Em plena lua-de-mel desencarnou de repente a mulher eleita por ele como companheira de vida; este evento levou Miguel a uma profunda depressão, que teve como conseqüência uma grave doença que o manteve em completa inatividade por cinco anos. Não apenas sua saúde psíquica ficou abalada, como também a saúde física, passando os melhores e mais vigorosos anos de juventude em prostração, com um organismo fraco e doentio. Ele mesmo descreve em seu livro aquela etapa de sua vida, e o que lhe deu as forças necessárias para sair daquela situação deplorável:

“Meu Deus! O que eu era antes de ser espírita? Uma criatura ignorada e completamente incapaz. Tanto era assim, que eu me sentia perdido na mais crítica e miserável situação em que um homem pode encontrar-se nos mais belos dias de sua juventude. Com a saúde perdida, os amigos se afastaram de mim; sem forças para trabalhar, fiquei cinco anos sem sair de casa. Era tal o meu estado, que sem a proteção dos pais da minha esposa, a quem nunca serei grato o suficiente, teria de ser internado em um hospital. Aquela situação já durava por cinco anos, quando meus cunhados se mudaram de Sabadell, onde eu morava desde criança, para Tarrasa. E foi mais por misericórdia do que por qualquer outro motivo que eles me levaram também, para ver se a minha saúde melhorava.”

“Estávamos no ano 71 do século passado. Após seis meses em Tarrasa, um dia eu fui a Sabadell, e meu irmão de sangue falou-me do Espiritismo. No começo, achei aquele assunto muito estranho. Mas como ele estava falando sério, e eu conhecia seu juízo e honestidade em todas as questões da vida, compreendi que existia qualquer coisa de verdadeiro naquilo que ele me falava. Pedi a ele algumas explicações e, como única resposta, entregou-me as obras de Allan Kardec. Ler as primeiras páginas e compreender que aquilo era grande, sublime, imenso, foi questão de um instante. Meu Deus! – exclamei – O que está acontecendo?”

“Então eu, que tinha desistido de tudo, agora percebia que tudo é vida, que tudo é evolução, e que tudo é infinito! Admirado diante de tanta grandeza, tomei a decisão de ser Espírita de verdade, estudar o Espiritismo e empregar todas as minhas forças na propagação de uma doutrina que me devolveu à vida e me ensinou, tão claramente, a grandeza de Deus.”

Trechos da biografia:

CONHECENDO O ESPIRITISMO

Estudando a filosofia do Espiritismo nas obras de Allan Kardec, Miguel encontra a razão de seus sofrimentos e das dores da Humanidade. A doutrina da reencarnação e da lei de causa e efeito penetra em sua mente e em seu coração, devolvendo-lhe a fé e a esperança perdidas; a vida apresenta-se não como um encadeado de acontecimentos injustos, mas como um caminho de evolução permanente, onde cada um colhe o fruto de suas ações passadas e onde nunca existe fim ou última oportunidade. Nada morre; apenas o corpo desintegra-se quando é chegada a hora; porém a alma, o espírito, permanece, vive acima da matéria e torna a encarnar para continuar seu aprendizado, sua infinita evolução.

Deus é misericórdia, suas leis são justas; a verdade é inescrutável apenas para aqueles obstinados em permanecer em suas posições rígidas e imobilistas, aqueles que pensam que tudo gira ao seu redor, aqueles que vivem apenas para satisfazer seu próprio ego. Estas idéias ecoam em Miguel Vives, revigoram-no e devolvem sua vontade de viver e lutar, porque sua doença era causada pelo desespero dilacerante que o atormentava, ao não encontrar explicação lógica e raciocinada para o problema da morte.

Após alguns anos, já plenamente recuperado e seguindo conselhos de amigos, casou-se em segundas núpcias com uma mulher que partilhava suas mesmas crenças. Logo começou a receber em casa vários amigos que simpatizavam com suas idéias, e pouco depois começaram as reuniões de estudo e as sessões mediúnicas, aflorando nelas a mediunidade de Miguel.

Fontes: Miguel Vives Y Vives - Fatos e ações de uma vida

Ver no site a grande médium espírita Amália Domingos Soler

Fontes: Federación Espírita Espanola

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Espiritismo, sublime religião)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (O Espiritismo desejável é aquele das origens, o que nos faz lembrar Jesus)

"Quando o homem, venha de onde vier, seja religioso, ateu, livre-pensador etc, entra no Espiritismo, abre-se diante dele um campo tão vasto de investigações, que, de momento, ele não se dá conta de tamanha grandeza. A medida que vai ampliando os seus estudos e as suas experiências, mais ampla se torna a perspectiva do que antes lhe era desconhecido, e em tudo começa a ver a grandeza de Deus".

Miguel Vives y Vives "O Apóstolo do Espiritismo na Espanha"

"Disse o Senhor: “Vós sois o sal da terra; se o sal perder o seu sabor, com o que se há de salgar?” E foi como se dissesse que sois a luz do mundo; se a luz perder a sua claridade, com o que se iluminará? Todo espírita que fez profissão pública de sua crença não deve jamais esquecer-se de que, por onde passa, aonde vai, e onde freqüenta, está sendo observado e estudado".

Miguel Vives y Vives "O Apóstolo do Espiritismo na Espanha"

"Se o Espírita deve ser prudente, virtuoso, tolerante, humilde, abnegado e caridoso, entre os seus irmãos de ideal e no seio da Humanidade, quanto mais o deve ser na família! Se são sagrados os deveres que temos de cumprir entre nossos irmãos e na Humanidade, muito mais o são os que temos de cumprir na família. Porque devemos considerar que, além dos vínculos que nesta existência nos unem com laços indissolúveis, temos sempre histórias passadas, que se enlaçam com a história presente".

Miguel Vives y Vives "O Apóstolo do Espiritismo na Espanha"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Miguel Vives y Vives - O Tesouro dos Espíritas (Enfrentando as tentações)

 

Miguel Vives y Vives - Uma carta viva do Espiritismo PDF

 

Miguel Vives y Vives - Uma carta viva do Espiritismo DOC