
O GRANDE MARQUÊS DE PUYSÉGUR
O DESCOBRIDOR DA HIPNOSE
DISCÍPULO DE MESMER
O ANTECESSOR DE ALLAN KARDEC
(1751-1825)
NÃO EXISTEM TRADUÇÕES DAS OBRAS PARA A LÍNGUA PORTUGUESA
Apresentação do tema:
O Site vem resgatar mais um autor o Marquês de Puységur, sendo que ele antecedeu a Allan Kardec e foi o discípulo fiel de Mesmer, sendo que anteciparam em muitos pontos fundamentais do Espiritismo pela observação sistematizada dos fatos.
Muitos conceitos, teorias, observações e conclusões constantes da Doutrina Espírita foram anteriormente verificados pela ciência do magnetismo animal e eram temas correntes de um dos ramos da ciência iluminista. Expressões como fluido vital, fluido universal, sexto sentido, sonambulismo provocado etc; teorias como da presciência, da dupla vista, da telepatia e outras estavam presentes nos estudos de Mesmer.
Apresentação biografia:
Embora Amand Marie Jacques de Chastenet, Marquês de Puységur foi um aristocrata francês a partir de uma das famílias mais ilustres da nobreza francesa, ele é agora lembrado como um dos fundadores pré-científica de hipnotismo (então conhecido como magnetismo animal ou mesmerismo).

Hipnotizado por Puységur Victor Race toma leite como se fora um gato.

Sessão mesmérica ao redor do "baquet". À direita, Mesmer atende uma paciente que desmaia. O salão era forrado de espelhos para intensificar o magnetismo.

O Trabalho do Marquês Puységur
A descoberta do "sono magnético" efetuada por Armand Marie Jacques Chastenet de Puységur teve conseqüências extraordinárias. Uma vez difundida, a hipnose permitiu que se obtivessem curas impressionantes. Mas o mais extraordinário uso da hipnose foi feito pelo cirurgião escocês James Esdaile (1808-1859), o qual através do emprego do hipnotismo fez, com total êxito, mais de 3 mil intervenções cirúrgicas – cerca de 300 delas de profundidade e gravidade consideráveis – sem o emprego de anestesia química e da assepsia.
“Por que a proximidade do corpo humano, que devolve o brilho a uma pérola e renova a radiante força vital, não há de ser capaz de desenvolver em torno de si uma aura de calor ou de luz que atue sobre outros nervos como um excitante ou um sedativo? Por que não se podem produzir, neste corpo e alma, secretas correntes e refluxos e, de indivíduo a indivíduo, atrações e repulsões, simpatias e antipatias? Quem arriscará hoje, nesta esfera, um categórico sim ou um ousado não?"
A descoberta do hipnotismo
Depois de abandonar Paris em 1785 e mesmo após sua morte, Mesmer continuou a influir no mundo ocidental, por meio de suas idéias. Os seus inúmeros discípulos e admiradores continuaram a sua obra. É possível que Mesmer não houvesse atinado exatamente com a natureza daquilo que ele denominava de magnetismo animal. Entretanto as suas teorias e os fatos que rodearam a sua obra tiveram uma força impressionante. Perduram ainda hoje e, vez ou outra, vê-se reativar o mesmerismo, sob a forma de um movimento ou de uma doutrina nova.
O discípulo fiel de Mesmer, o marquês Armand Jacques Chastenet de Puységur (1751-1825) foi, na França, um dos seus mais ilustres seguidores. A ele se atribui a descoberta do hipnotismo.
Uma das características do método terapêutico de Mesmer era a provocação das crises, seguidas de convulsões e de outras manifestações histéricas. Na maioria das vezes o doente debatia-se, agitava-se violentamente, parecia, finalmente, desfalecer e entrar em calma, tendo os seus sintomas aliviados. Junto às tinas (baquet), providenciava-se uma sala acolchoada guarnecida de almofadões, para onde eram transportados os pacientes em estado convulsivo. Ali, eles estrebuchavam a vontade, sem o perigo de se magoarem.
Puységur era um marquês, um homem abastado e filantropo. Abraçara as idéias de Mesmer por diletantismo e por se ter apaixonado pelo magnetismo animal. Assim, enquanto Mesmer, em Paris, atendia às elites parisienses, ociosas e ávidas de novidades, o marquês de Puységur, em Buzancy, acudia gratuitamente à pobreza. Uma multidão procurava o marquês, o qual se esforçava por medicar seus clientes rigorosamente de acordo com as prescrições do seu mestre.
Certa ocasião, Puységur foi procurado para socorrer um jovem pastor, de 18 anos, chamado Victor Race. Ele estava enfermo, sofria de dores nas costas, respirava com dificuldade e necessitava de ser tratado pelo marquês. Este aplicou-lhe os passes magnéticos, como era da praxe. Qual não foi a surpresa de Puységur quando, em lugar das reações costumeiras, espasmos, convulsões, etc., o paciente mergulhou tranqüilamente em sono profundo! Puységur tentou despertar o pastorzinho, sacudindo-o. Mas debalde! O jovem continuou a dormir profundamente. O marquês ordena-lhe, então, que se levante. Surpresa maior, o rapaz ergue-se dormindo e, de olhos fechados, perambula pelo quarto como se estivesse acordado e de olhos abertos. Comportava-se como um sonâmbulo comum que, à noite, se afasta da cama e, dormindo, caminha por quaisquer lugares, beirais, telhado, terraços de difícil acesso, etc., tendo os olhos cerrados.
Puységur, interessado na sua nova descoberta, procurou investigar melhor aquele singular estado de sono acordado e vigília dormente. Tentou repetir a mesma condição noutras pessoas, usando o magnetismo e a sugestão verbal. Teve êxito.
Procurou dar ordens pós-hipnóticas, isto é, sugerir uma dada tarefa para o paciente cumprir depois de acordado. Foi bem sucedido. O sujeito cumpria à risca a ordem dada durante o sono, após haver retornado ao estado de vigília. As sugestões dadas em estado de hipnose eram mais atuantes e, por este método, também se obtinham as curas. Foi assim que Victor, o jovem pastor doente, ao acordar, se viu livre dos seus sintomas. Estava curado.
Naturalmente, Mesmer e outros magnetizadores já haviam observado o transe sonambúlico, semelhante ao obtido por Puységur. Mas não lhe prestaram a devida atenção. Mais ainda, ele observou que, numa ocasião, Victor Race, ao ser levado ao estado hipnótico, mostrou-se possuidor de impressionantes faculdades paranormais: via à distância e, com os olhos fechados, obedecia às ordens mentais de Puységur (telepatia) e falava com uma linguagem acima das suas possibilidades culturais.
Puységur havia descoberto o hipnotismo! (Ver o texto completo Puységur e o hipnotismo - Hernâni Guimarães Andrade)

No século XIX, além de despertar o interesse da comunidade científica, o tema tomaria uma grande parte dos livros básicos da Codificação do Espiritismo, elaborados por Allan Kardec:
"Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno psicológico é uma luz projetada sobre a Psicologia. É aí que se pode estudar a alma, porque é onde esta se mostra a descoberto"
(Allan Kardec, 1857)
Fonte:
Site Les Précurseurs Hypnose
RELAÇÕES DE OBRAS PARA DOWNLOAD
Artigo 01 - Hernâni Guimarães Andrade - Puységur e o hipnotismo
Artigo 02 - Jáder dos Reis Sampaio - Mesmerismo e Espiritismo
Artigo
03 - Zeus Wantuil - Allan Kardec e o Magnetismo
Marquês de Puységur - Rapport des cures opérées à Bayonne par le magnétisme
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