(Chico Xavier e a sua família)

 

Mensagens de Além-Túmulo

Série de Reportagens Históricas sobre Chico Xavier em 1935

(Centro de Documentação do Ceará)

(Organizadores)

Luciano Klein Filho
Marcus V. Monteiro
Rogério Silva

 

Espíritos Diversos - "Parnaso de Além-Túmulo" - Psicografia Chico Xavier

Editora FEB

Comentário do site:

Vindo dos rincões do interior do Brasil surgiu um menino chamado Chico Xavier que assombrou o mundo literário e acadêmico de sua época.

Em uma das primeiras obras psicografas por Chico Xavier em 1932 chamada Parnaso-Além Túmulo que eram coletâneas de versos dos grandes mestres do saber como: Augusto de Lima, Augusto dos Anjos, Casimiro de Abreu, Cruz e Souza, Olavo Bilac e muitos outros.

Mas, perguntarão: – quem é Francisco Cândido Xavier? Será um rapaz culto, um bacharel formado, um acadêmico, um rotulado desses que por ai vão felicitando a Família, a Pátria e a Humanidade?

Nada disso.

O médium polígrafo Xavier é um rapaz de 21 anos, um quase adolescente, nascido ali assim em Pedro Leopoldo no Estado de Minas.

Filho de pais pobres, não pôde ir além do curso primário dessa pedagogia incipiente e rotineira, que faz do mestre-escola, em tese, um galopim eleitoral e não vai, também em tese, muito além das quatro operações e da leitura corrida, com borrifos de catecismo católico, de contrapeso.

Duvidamos que o mais solerte plumitivo, o mais intelectual dos nossos literatos consiga imitar, sequer, ainda que premeditadamente, esta produção.

Chico Xavier como um dos maiores expoentes da Doutrina Espírita vem nos demonstrar que o ensino dos Espíritos, por toda parte, nos mostra a unidade de uma lei: a Lei de Deus, em virtude dessa unidade, reina em todo universo a perfeita ordem e harmonia.

Fontes: Espíritos Diversos - "Parnaso de Além-Túmulo" - Psicografia Chico Xavier

Trechos da obra:

O Primeiro livro e a missão

O ano de 2002 foi significativo para os espíritas por motivo de duas datas: 30 de junho, quando cumprindo sua missão na Terra com todos os louvores em meio à alegria do penta no futebol brasileiro, desencarna Chico Xavier, o médium que mais vivenciou os princípios doutrinários espíritas conforme a obra da Codificação Kardequiana; e, pouco noticiado pela imprensa espírita, os 70 anos da edição da obra Parnaso de Além-Túmulo, lançada em 6 de julho de 1932 e que povoou as manchetes da imprensa de então no Brasil.Um jovem caixeiro de armazém, semi-analfabeto, seria o instrumento mediúnico do best-seller que trazia poesias de vates desencarnados nos seus mais puros e distintos estilos? Era demais para os céticos de plantão.

Hoje sabemos que o "Parnaso" e toda a preparação daquele modesto caixeiro estava inserida num primoroso planejamento espiritual que visava a fortalecer as raízes da Doutrina Espírita no Brasil e no mundo, bem como foi o marco da grande missão iniciada por este mensageiro da luz: Francisco Cândido Xavier.

Em 1935, ano em que foram produzidas e editadas as reportagens no Jornal "O Globo", recuperadas e trazidas a público com comentários por este Mensagens de Além-Túmulo, Chico Xavier só havia editado mais um livro, Cartas de Uma Morta, de autora espiritual desconhecida do grande público, mãe desencarnada do médium.

O Brasil vivia, portanto, ainda sob o impacto do "Parnaso", obra que se constituiria num marco para os praticantes do Espiritismo e apresentaria ao país o grande missionário e líder espírita, conquanto Chico Xavier nunca tivesse se colocado como tal.

A grandeza de seu Espírito, a humildade refletida em sua maneira singela de viver e de tratar as pessoas, a nobreza de seu caráter, as virtudes reconhecidas até mesmo por profitentes de outras religiões e o respeito adquirido de todos os segmentos da sociedade brasileira iria se sedimentar ao longo dos anos como reflexo da conduta e dos exemplos de um homem reconhecidamente superior.

Por esse motivo achamos importante introduzir esta preciosa obra, lembrando um pouco das circunstâncias em que nasceu o Parnaso de Além-Túmulo e a mediunidade psicográfica de Chico Xavier.

Apesar de sua vivência mediúnica ter-se iniciado aos cinco anos de idade, Chico considera sua iniciação mediúnica a noite de 8 de julho de 1927, uma sexta-feira, no Centro Espírita "Luiz Gonzaga", em Pedro Leopoldo/MG, quando a médium Dona Carmen Pena Perácio avisou que um espírito amigo me recomendava tomar o lápis junto ao papel que se achava sobre a mesa, a fim de tentar a psicografia por meu intermédio.

Obedeci ao conselho recebido e, de imediato, um amigo espiritual escreveu dezessete páginas, usando a minha mão, com grande surpresa de minha parte, conquanto registrasse fenômenos mediúnicos em minha experiência pessoal desde a infância. Essa primeira mensagem psicográfica que recebi era um apelo ao cumprimento de nossos deveres espíritas, perante Jesus, e veio assinada simplesmente por "um amigo espiritual".

Como seria previsível numa missão do porte da de Chico Xavier, o ambiente e as pessoas que deveriam orientá-lo estavam encaixadas em seu caminho, e D. Carmen Perácio era uma dessas pessoas, talvez a mais importante, e que lhe preveniu de sua missão junto aos livros, como conta Chico:

A única pessoa, entre os irmãos encarnados, que me avisou sobre isso foi nossa irmã D. Carmen, a médium abnegada que me orientou os passos iniciais na Doutrina Espírita. Lembro-me que na noite de 18 de janeiro de 1929, numa sexta-feira, findas todas as atividades da sessão evangélica, ela me disse ter visto um quadro espiritual, mentalizado por um espírito benfeitor de nossa casa. Afirmou nossa irmã que vira muitos livros em torno de mim, trazidos por irmãos desencarnados.

Eu não tinha qualquer pensamento a respeito do assunto e não tendo ouvido bem a palavra "livros", protestei alegando que não merecia, de modo nenhum que os espíritos superiores me trouxessem "lírios".

Julguei que ela se referisse a essas flores. Os presentes riram-se fraternalmente, diante de minha surpresa, e ela explicou que se tratava de "livros". O incidente de minha incompreensão marcou o aviso, a tal ponto, que D. Ornélia Gomes de Paula, nossa companheira de ideal espírita anotou a data do aviso de D. Carmen e me deu essa nota, por escrito...

Quanto ao Benfeitor, soube-se posteriormente tratar-se de Emmanuel, que em 1931 se apresentaria ao médium falando-lhe de sua tarefa junto aos livros mediúnicos.

Palavras minha:

Ninguém melhor do que o próprio Chico para reviver aqueles momentos, conforme relata no prefácio do "Parnaso": Nunca pude aprender senão alguns rudimentos de aritmética, história e vernáculo, como são as lições das escolas primárias.

É verdade que, em casa, sempre estudei o que pude, mas meu pai era completamente avesso às minhas vocações às letras, e muitas vezes tive o desprazer de ver meus livros e revistas queimados.

Chico não conta nesse prefácio, mas tinha o costume de recortar poesias, prosas e gravuras de quadros famosos que eram publicados nas revistas da época, como Fon-Fon, Tank, Cigarra e outras e os colar em um desgastado livro-caixa da mercearia em que trabalhava, conforme o estudo apresentado em tese universitária intitulada "Chico Xavier em Comunicação", desenvolvimento pela professora da PUC-SP Magali Fernandes, em 2001, que teve o grande mérito de resgatar essa preciosidade muitas décadas depois das mãos de um amigo de juventude de Chico em Pedro Leopoldo.

Continua Chico em "Palavras Minhas": Julgo do meu dever declarar que nunca evoquei quem quer que fosse; essas produções chegaram-me sempre espontaneamente sem que eu ou meus companheiros de trabalho as provocássemos e jamais se pronunciou, em particular, o nome de qualquer dos comunicantes, em nossas preces.

Passavam-se, às vezes, mais de dez dias sem que se produzisse escrito algum, e dia houve em que se receberam mais de três produções literárias de uma só vez. Grande parte delas foi escrita fora das reuniões e tenho tido ocasião de observar que, quanto menor o número de assistentes, melhor o resultado obtido.

Muitas vezes, ao recebermos uma dessas páginas, era necessário recorrermos a dicionários, para sabermos os respectivos sinônimos das palavras empregadas, porque tanto eu como meus companheiros as desconhecíamos em nossa ignorância...

Estas palavras repletas de ingenuidade de um jovem que palmilhava os primeiros passos do serviço mediúnico revelam quão autênticas eram aquelas comunicações que viriam ser o divisor de águas da missão evangélica espírita na Pátria do Cruzeiro.

Fontes: Espíritos Diversos - "Parnaso de Além-Túmulo" - Psicografia Chico Xavier

A casa da infância de Chico Xavier em 1935

O repórter Clementino de Alencar, de O Globo, o entrevistado Chico Xavier e o irmão de Chico, José Xavier

O repórter Clementino de Alencar, Chico Xavier e o padrinho Felizardo, este dono da “venda”, onde Chico trabalhava

Chico Xavier fazendo a leitura de mensagem

Em noite fria de Pedro Leopoldo, o repórter Clementino de Alencar entrevista Chico Xavier, sendo observado pelo irmão José Xavier

Ver no site a Biografia de Chico Xavier "As Vidas de Chico Xavier"

Ver no site a Obra comemorativa dos Cinquenta anos de mediunidade de Francisco Cândido Xavier. Depoimentos de corações que exteriorizaram seu amor a esse querido amigo e companheiro de sempre.

Fontes: www.acervooglobo.com.br (Publicações sobre o médium Chico Xavier no ano de 1935)

"A cada momento somos testados em matéria de paciência, por todos os lados"

"Precisamos de fazer um acordo íntimo: criarmos dentro de nós um tribunal íntimo que nos abençoe, nos preserve da cólera, para que a violência diminua no mundo..."

Chico Xavier "O Grande Médium do Brasil"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 


Espíritos Diversos - "Parnaso de Além-Túmulo" - Psicografia Chico Xavier

 

Mensagens de Além-Túmulo (Série de Reportagens Históricas sobre Chico Xavier em 1935)