Pierre Étienne Théodore Rousseau

As florestas No entardecer

 

 

A GRANDE SÉRIE

Francisco Cândido Xavier e os Espíritos

AS BIOGRAFIAS DOS ESPÍRITOS

QUE COMPÕEM AS OBRAS PSICOGRAFADAS

Apresentação do site:

Nosso portal “Autores espíritas Clássicos” apresenta para o amigo leitor um conjunto de biografias das grandes almas que potencializaram a luz intensa do Espiritismo através das penas de Chico Xavier. São 18 biografias que detalham lances das vidas desses baluartes do Evangelho.

Foram espíritos que semearam as sementes do legítimo amor ente os homens. Luminares que jamais serão esquecidos pela história espirita, pois representam os tesouros do Espiritismo.

Temos a oportunidade de conhecer melhor aquela que foi a genitora de Chico Xavier - a famosa Maria João Deus, filha de uma lavadeira humilde, de Santa Luzia do Rio das Velhas. Saberemos quem foi Scheilla, a magnânima enfermeira alemã, desencarnada na Segunda Guerra Mundial. Saberemos quem foi Veneranda (uma extraordinária mulher!) que apenas permanece em Nosso Lar por espírito de amor e sacrifício. Veneranda vem trabalhando, há mais de mil anos, pelo grupo de corações bem-amados que demoram na Terra.

Descobriremos que foi Auta de Souza a uma princesa da caridade. Descobriremos quem foi o mentor Emmanuel, exatamente assim, com dois "m" se encontra grafado o nome do espírito, no original francês “L'évangile selon le spiritisme”, em mensagem datada de Paris, em 1861 e inserida no cap. XI, item 11 da citada obra, intitulada "O egoísmo". Emmanuel ficou mais conhecido, entre os espíritas brasileiros, pela psicografia do médium mineiro Francisco Cândido Xavier. Segundo ele, foi no ano de 1931 que, pela primeira vez, numa das reuniões habituais do Centro Espírita, se fez presente o bondoso espírito Emmanuel.

Conheceremos Humberto de Campos que nasceu na pequena localidade de Piritiba, no Maranhão, em 1886. Tempo depois, mudou-se para o Rio de Janeiro, então Capital da República, onde se tornou famoso. Brilhante jornalista e cronista perfeito, suas páginas foram "colunas" em todos os jornais importantes do País.

Saberemos que foi o autor espiritual André Luiz, que como encarnado, nunca existiu. É um pseudônimo usado para assinar sua obra. E reza a lenda foi assim que surgiu André Luiz: certo dia um espírito apresentou-se a Chico Xavier dizendo que ditaria alguns livros, e este quis saber quem era ele. Como resposta, uma contra pergunta: Como é nome do rapazinho que dorme aí no quarto ao lado? Referia-se ao meio-irmão de Chico que chamava-se André Luiz.

Saborearemos a história de Maria Dolores nascida na cidade sertaneja de Bonfim de Feira (BA), no dia 10 de setembro de 1900, filha de Hermenegildo Leite, escrivão da Prefeitura, e da doméstica Balbina de Carvalho Leite. Em 1916, diplomou-se professora pelo Educandário dos Perdões, considerada pelas colegas e professores como adolescente prodígio, graças à rara inteligência. Saberemos quem foi Irma de Castro Rocha, este encantador espírito, ficou conhecida na família espírita como Meimei (trata-se de carinhosa expressão familiar adotada pelo casal Arnaldo Rocha1 e Irma de Castro Rocha, a partir da leitura que fizeram do livro Momentos em Pequim, do filósofo chinês Lyn Yutang. Ao final do livro, no glossário, encontram o significado da palavra Meimei – “a noiva bem amada”. Este apelido ficara em segredo entre o casal. Depois de desencarnada, Irma passa a tratar o seu ex-consorte por “Meu Meimei”. Irma de Castro Rocha não foi espírita na acepção da palavra, pois foi criada na Religião Católica. Ela o era, porém, pela prática de alguns princípios da Doutrina Codificada por Allan Kardec).

E assim, o leitor encontrará 18 biografias dos personagens que nós, os brasileiros, tivemos a honra de tê-los como compatriotas.

Irmãos W. e Jorge Hessen

O encontro de Francisco Cândido Xavier com o Espírito Emmanuel:

MUITO PRAZER, EMMANUEL

O ano de 1931 foi movimentado para Chico. E triste. Cidália morreu em março.

Pouco antes de ir embora, chamou o enteado e fez um pedido: ele deveria evitar que João Cândido se desfizesse, novamente, dos filhos -seis dela e nove do primeiro casamento.

- Ah, mãe, fique despreocupada. Eu prometo que, enquanto minha última irmã não estiver casada, minha missão no lar não terá acabado.

Depois da promessa, o apelo.

- Não vá embora, não. Com quem vou conversar sobre minhas visões? Quem vai  acreditar em mim?

Num último esforço, Cidália o consolou.

- Tenho fé de que você ainda há de encontrar aquelas pessoas do arco-íris e elas vão te entender mais do que eu.

Chico se sentia sozinho apesar das visitas esporádicas da mãe e das sessões no Centro Luiz Gonzaga.

Para escapar do coro dos céticos, ele arrastava os pés pelas ruas de terra do arraial e, com os sapatos sempre frouxos, tomava o rumo do açude.

Aquele era seu refúgio. Ali, ele se encolhia a sombra de uma árvore, na beira da represa, encarava o céu e rezava ao som das águas.

Em 1931, o bucolismo da cena deu lugar ao fantástico.

O rapaz teve sua conversa com Deus interrompida pela visita de uma cruz luminosa. Franziu os olhos e percebeu, entre os raios, a poucos metros, a figura de um senhor imponente, vestido com túnica típica de sacerdotes. O recém-chegado foi direto ao assunto.

- Está mesmo disposto a trabalhar na mediunidade?

- Sim, se os bons espíritos não me abandonarem.

- Você não será desamparado, mas para isso é preciso que trabalhe, estude e se esforce no bem.

- O senhor acha que estou em condições de aceitar o compromisso?

- Perfeitamente, desde que respeite os três pontos básicos para o serviço.

Diante do silêncio do desconhecido, Chico perguntou:

- Qual o primeiro ponto?

A resposta veio seca:

- Disciplina.

- E o segundo?

- Disciplina.

- E o terceiro?

- Disciplina, é claro.

Chico Xavier concordou. E o estranho aproveitou a deixa:

-Temos algo a realizar. Trinta livros para começar.

O rapaz levou um susto. Como iria comprar tinta e papel? Quem pagaria a publicação de tantos títulos? O salário de caixeiro no armazém de Felizardo mal dava para as despesas de casa, os 13 mil-réis mensais eram gastos com catorze irmãos; seu pai era apenas um vendedor de bilhetes de loteria.

Chico arriscou uma previsão.

Papai vai tirar a sorte grande?

O forasteiro encerrou as apostas:

- Nada, nada disso. Sorte grande mesmo é o trabalho com fé em Deus. Os livros chegarão por caminhos inesperados.

O roteiro estava escrito. Restava ao matuto de Pedro Leopoldo - seguir as instruções. Seus passos, tropeços e quedas, muitas quedas, seriam acompanhados de perto por aquele estranho a cada dia mais íntimo, O nome dele: Emmanuel, o mesmo que tinha se apresentado a Carmem Perácio quatro anos antes. A missão: guiar o rapazote e evitar que ele fugisse do script traçado no além. Chico deveria colocar no papel as palavras ditadas pelos mortos e divulgar, por meio do livro, a doutrina dos espíritos.

O ex-aluno do Grupo São José ganhou de presente um professor particular constante e rigoroso. Nessa trama insólita, ele assumiu "o papel de um animal freado, irrequieto".

Emmanuel segurou as rédeas e estalou o chicote. Chico disparou. E levantou poeira. Quem seria, afinal, este Emmanuel?

Poucos meses após o encontro no açude, chegou às livrarias o primeiro título da série inicial de trinta: Parnaso de Além-Túmulo.

Fontes: Marcel Souto Maior - As Vidas de Chico Xavier

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Palestras Espíritas)

Fontes: A Luz na Mente Revista on line de Artigos Espíritas (Homenagens ao centenário Chico Xavier - Uma necessária reflexão)

Fontes: A Luz na Mente Revista on line de Artigos Espíritas (Ah! Que saudade do Chico Xavier! ...)

O Manuscrito (*)

Estes princípios, para mim, não existem apenas em teoria, pois que os ponho em prática; faço tanto bem quanto o permite minha posição; presto serviços quando posso; os pobres nunca foram repelidos de minha porta ou tratados com dureza; foram recebidos sempre, a qualquer hora, com a mesma benevolência; jamais me queixei dos passos que hei dado para fazer um benefício; pais de família têm saído da prisão graças aos meus esforços.

Certamente não me cabe inventariar o bem que já pude fazer; mas, do momento em que parecem esquecer tudo, é-me lícito, creio, trazer à lembrança que a minha consciência me diz que nunca fez mal a ninguém, que hei praticado todo o bem que esteve ao meu alcance, e isto, repito-o, sem me preocupar com a opinião de quem quer que seja.

A esse respeito trago tranquila a consciência; e a ingratidão com que me hajam pago em mais de uma ocasião não constituirá motivo para que eu deixe de praticar o bem.

Eis como entendo a caridade cristã. Compreendo uma religião que nos prescreve que retribuamos o mal com o bem e, com mais forte razão, que retribuamos o bem com o bem. Nunca, entretanto, compreenderia a que nos prescrevesse que paguemos o mal com o mal.

Allan Kardec

(*) Entre os papéis guardados na casa de Allan Kardec, Amélie encontrou um manuscrito sem data. Um balanço de vida, mantido em sigilo até a publicação da reveladora Obras póstumas. O título do texto: “Fora da caridade não há salvação”.

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Emmanuel

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Humberto Campos

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de André Luiz

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Cornélio Pires

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Maria Dolores

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Meimei

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito do Irmão Jacob

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Hilário Silva

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Bezerra de Menezes

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Neio Lucio

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Auta de Souza

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito da Ministra Veneranda

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Scheilla

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de José Grosso

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Casimiro Cunha

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Bocage

 

Francisco Cândido Xavier e o Espírito de Maria João de Deus (Mãe de Chico Xavier)

 

Francisco Cândido Xavier e Espíritos Diversos (Vozes do Grande Além - Psicografia de Chico Xavier)