Programa Pinga Fogo com  FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

 

antiga TV Tupi Canal 4 de São Paulo do ano 1971

 

Introdução da obra:

 

A noite de 28 de Julho de 1971 foi diferente. Tornou­se uma noite histórica para São Paulo e para o Brasil. Muita gente até hoje se pergunta porque estava diante de um aparelho de TV, esperando o “Pinga­Fogo”do Canal 4. E a resposta é difícil. Francisco Cândido Xavier, o médium psicógrafo de Uberaba, ia submeter­se aos entrevistadores. Tanto o programa como o médium eram por demais conhecidos. Há quarenta anos Chico Xavier vem sendo submetido a entrevistas de jornais, revistas, rádios e televisões. Tudo já se fez com o Chico, até mesmo entrevistas sensacionalistas, procurando submetê­lo ao ridículo. Nada havia demais em que Chico Xavier aparecesse de novo no Canal 4. Mas, apesar disso, a cidade de São Paulo se debruçou ansiosa sobre o vídeo. E não só a cidade, mas todo o Estado e suas adjacências, como o sul de Minas e o norte do Paraná.

 

A coisa mais difícil de se compreender é esse interesse antecipado. Católicos, protestantes, ateus, materialistas, gente que não é de nada e gente que é de tudo, pessoas indiferentes e espíritas em penca, todos estavam atentos. Era como se fosse acontecer algo de inesperado. E realmente aconteceu. Chico Xavier entrou no palco da TV Tupi com seu jeito humilde e simples de sempre. Escondeu­se depressa atrás da mesa. Haviam lhe posto uma peruca (1), (talvez para atrapalhar) que juntamente com os seus óculos preto dava­lhe um ar estranho, parecia outro. Mas quando começou a falar, todos viram que era o mesmo. O Chico de ontem, de hoje e de sempre.

 

(1) Chico Xavier usa peruca.

 

No início da fila dos entrevistadores estava um católico ilustre, jornalista, escritor, professor universitário, membro de instituições filosóficas do país e do exterior. Esperava­se que desfecharia uma série de perguntas atordoantes contra o pobre Chico. Os demais eram figuras conhecidas da nossa imprensa e das nossas letras. Hábeis repórteres entre eles, poderiam embrulhar o médium. Mas logo se verificou que Chico Xavier tinha assessores. Ele mesmo o declarou numerosas vezes. Não falava por si, mas coma assistência e a orientação de seu guia espiritual Emmanuel, além de outras entidades que o ajudavam. Assessores invisíveis, mas que valeram. Até um assessor científico parecia haver entre eles, pois Chico, às vezes, parecia um médico e, às vezes, um físico e até mesmo um cosmonauta.

 

Isso mostra que o povo tem intuições coletivas muito sérias. Toda aquela gente debruçada no vídeo de milhares de aparelhos de televisão havia percebido com antecedência, mas com absoluta certeza, que Chico ia dar um show mediúnico naquela noite. E deu mesmo.

 

Não somente um show pessoal, mas coletivo, porque deu também um baile nos entrevistadores. Um baile em regra, com muita elegância e delicadeza, com uma classe de assustar. Chico ouvia, atento, e respondia a seguir com sua voz mansa de caipira mineiro, como quem não quer nada, num tom de conversa mole. E o show maior, então, empolgou São Paulo e depois o Brasil. Um verdadeiro show de luzes. Pingou luzes na TV, ao invés de fogo.
 

Fontes: Programa Pinga Fogo com Chico Xavier na antiga TV Tupi Canal 4 de São Paulo do ano 1971 - PROGRAMA I

 

Fontes: Programa Pinga Fogo com Chico Xavier na antiga TV Tupi Canal 4 de São Paulo do ano 1971 - PROGRAMA II

 

"A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. Pode até dormir numa cama mais ou menos, ter um transporte mais ou menos. O que não pode de jeito nenhum: é ter um amor mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, beijar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de ser uma pessoa, mais ou menos"

 

Francisco Cândido Xavier "O Grande Médium da Luz"

 

 

 

 

 

 

Programa Pinga Fogo com Francisco Cândido Xavier (1971)

 

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Programa Pinga Fogo com Francisco Cândido Xavier (1971)