FÉLIX REMO - O Mistério de Nossa Existência

(O que fazemos na terra?)

Conferência Popular
Feito pelo autor, na Sociedade Acadêmica
22 de março de 1919

 Se os pequenos não podem subir até nós, devemos descer até eles.
É dever dos que sabem esclarecer os que não sabem.
É instruindo as grandes massas que o nível moral das nações se elevará.

Paris
Editora Jean Meyer (B.P.S)
(1931)

Tradutora do Francês para o Português
Chrissie Chynde

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Título Original em Francês
Félix Remo - Le Mystère de Notre Existence
(Que faisons-nous sur la terre?)

Conférence Populaire
Faite par l'Auteur à l'Hôtel des Sociétés Savantes
Le 22 de Mars 1919

Si les petits ne peuvent monter jusqu’à nous, descendons jusqu’àeux.
C’est le devoir ce ceux qui savent d’éclairer ceux qui ne savent pas.
C’est en instruisant les masses profondes qu’on élèvera lê niveau moral des nations.

Paris
Editions Jean Meyer (B.P.S)
(1931)

Apresentação da tradutora da obra:

Ao leitor

Através de raciocínios claros e exemplos contundentes, Félix Remo nos explica a reencarnação, a grande lei universal. Sem ela, não haveria o progresso, a ordem e a justiça. Conseguimos entender nossos sofrimentos e compreender como certos Espíritos encarnados revelam, desde cedo, as aptidões inatas que caracterizam as crianças-prodígio.

Só a lei dos renascimentos pode nos ajudar a adquirir noções superiores: a concepção do bem, do justo, do dever. A educação as desenvolve; mas, é incapaz de incubar tão profundamente as ideias morais no ser.

Graças a misericórdia divina, podemos reencarnar e resgatar nossos erros, reajustando nossas condutas. Deus identifica as necessidades de cada um de seus filhos a fim de que aprendamos a lei do amor, que é o objetivo maior.

Chrissie Chynde

Brasil, 24 de março de 2014

Trechos da obra:

Por que existem mendigos e milionários, por que alguém nasce em berço de ouro e outro em uma favela?

Por que uns pelo seu nascimento, recebem as honras, a riqueza, o bem-estar, o luxo, as mais altas honras sociais, enquanto outros nascem na pobreza, trazendo como herança da vida, apenas lágrimas e dor?

Por que alguns passam a vida trabalhando e outros no ócio?

Por que existem escravos e vítimas ao lado de príncipes e potentados?

Por que a diversidade de raças, os negros e os brancos, os selvagens e os povos civilizados?

Por que os homens de gênio e os ignorantes, os brutos, os loucos?

Por que uns são afortunados e tudo sucede de acordo com seus desejos, enquanto outros são perseguidos por um azar implacável?

Por que alguns cheios de vida e saúde ao lado de seres sofredores, doentes, desgraçados da Natureza?

Por que, por exemplo, na mesma família, uma irmã é bela e a outra é feia; um rapaz bem feito e seu irmão corcunda ou coxo? Por que a existência de cegos, de surdos-mudos?

Por que os horrores da guerra; por que os poderosos têm o direito de enviar para a morte milhões de homens e arruinar seu país, quando eles mesmos vivem festejados e gloriosos e morrem tranquilamente em suas camas?

Por que os crimes impunes e pessoas inocentes são condenadas por crimes que não cometeram?

Por que um homem que trabalhou toda a sua vida, perde suas economias em um instante, por roubo, incêndio ou outra coisa, um dinheiro laboriosamente adquirido, enquanto que os malfeitores desfrutam em paz as suas depredações?

Mas sem ir tão longe, vejam o mal e as injustiças que vocês mesmos foram vítimas?

Trechos da obra:

Para que praticar as boas ações, os sacrifícios, a caridade, a devoção? Se só vivemos uma vez e a vida é desse jeito, não devemos considerar que a vida é cheia de injustiças flagrantes?

Podemos admitir essas cruéis desproporções, imagem de uma mão que distribui a sorte e o azar ao acaso?

Devemos, quando perdemos um ente querido, dizer: é para sempre!

Isto tudo é compatível com um Deus de infinita bondade, de justiça infinita; um Deus que inventou tal tortura, que nos dá anos de felicidade para nos fazer sentir mais intensamente a crueldade da separação?

Mas, se nos é dito, ao contrário, que ao lado desse quadro sombrio, que nós reencontraremos todos eles; que existe por trás de tudo isso, algo que não compreendemos o grande mistério da Justiça Reparadora que nos escapa...

Se viessem nos dizer: Não, o homem não foi criado para esta curta passagem na vida. Esta vida é apenas uma etapa em uma sequência de existências numerosas, passadas e futuras. Essas vidas são separadas por períodos de repouso e contemplação em outro mundo, que é o verdadeiro lar das almas.

Por que viveríamos só uma vez? Somos compostos de um corpo, simples máquina humana, e de uma alma que anima e dá vida. O corpo mortal é temporário, recebemos e o abandonamos. No entanto, a alma é imortal. A morte é apenas a partida da alma carregando com ela, o pensamento, a vida, a consciência; quando este corpo está usado, serviu de vestimenta na Terra, o abandonamos como fazemos com uma vestimenta velha.

O que impede a alma de retomar uma outra, dez outras, cem outras vestimentas para percorrer uma série de existências?

Como se habitássemos um vale, nossa visão estaria circunscrita pelo ambiente, acreditaríamos que a Terra resumiria a nossa vida. Que se escute a voz da razão que lhe grita do alto da montanha mais alta: venha para onde estamos, seus pontos de vista expandirão, vocês perceberão o belo panorama da Natureza.

E assim, como os telescópios têm expandido o significado de nossas percepções, ampliando e elevando nosso pensamento às alturas; acompanhemos as descobertas maravilhosas que estão sendo feitas todos os dias nesta área.

Se ainda disséssemos isto: Deus criou todos os seres iguais no começo e lançando-os na vida, com a missão de aprender, de se purificar, de elevar seu nível moral, de subir a escada do progresso de vida em vida, até chegarmos ao cume do conhecimento e da perfeição moral! Quando chegarmos lá, poderemos desfrutar em paz de um descanso e felicidade sem fim, onde o nosso papel é ajudar os nossos irmãos em suas vidas, assim como outros fizeram por nós quando estávamos lutando de vida em vida.

Da mesma forma que um trabalhador honesto, na noite de sua vida, desfruta dos bens que amealhou através de um paciente trabalho de muitos anos e ajuda aqueles que estão lutando com seus conselhos e experiência.

No final de cada vida, o homem deixa a prisão da Terra, porque o período que ele passou dentro do corpo é uma verdadeira prisão temporária; então, ele se encontra em um outro mundo, cara a cara com a sua consciência, que estava adormecida, mas que acorda neste momento e se torna um juiz. Ela mostra-lhe os defeitos, traçando a sua trajetória de vida. Ele vê o mal e o bem que fez. Ele será punido duramente em uma existência subsequente; é julgado por si mesmo, por sua própria consciência, que impõe um veredito de expiação e reparação na próxima existência.

E então, o inferno, a única verdade, a única justiça. A expiação é proporcional às faltas cometidas e não um inferno de chamas eternas, que seria uma punição fora de proporções e sem qualquer justiça, independente do pecado cometido, e que a Igreja há muito tempo explicou como uma imagem simbólica e não como uma realidade.

Na verdade, o que vocês diriam de um pecadilho inocente, por exemplo, uma criança que rouba uma maçã em um campo, ela deve ser condenada à morte? E se nós nos horrorizamos perante tal monstruosidade, o que é uma sentença de morte ao lado do fogo eterno? E tal punição poderia ser proporcional a algum pecado? Existiria na Terra um crime tão grande para a justificá-la?

Podemos imaginar que Deus seja menos bom que o homem e que tenha concebido um castigo tão cruel? Então, isso seria a negação da sua Justiça, sendo que Ele é a própria Justiça. Na verdade, o Inferno não existe e foi inventado apenas como espantalho.

Não, o inferno está em nós, no remorso que impomos as nossas consciências e o veredito de expiação e reparação que nos condena a sofrer. É uma dívida que pagamos, mas uma dívida justa, sem usura, e nada é cobrado além do devido.

Antes de reencarnar, ou seja, de entrarmos em um novo corpo para começar uma nova vida, preparamos o meio e as condições mais favoráveis, de acordo com as provas escolhidas e as reparações impostas.

O criminoso, o conquistador expiarão pelos sofrimentos proporcionais ao número de vidas que são necessárias. Aqueles, porém, que tiveram uma vida correta, que fizeram o bem e cumpriram seus deveres humanitários para com seus semelhantes, passarão por existências mais suaves, mais felizes, onde continuarão a progredir moralmente e adquirirão conhecimentos de todos os tipos. Então, vocês dirão: este homem que tudo venceu, recolhe o fruto de suas virtudes.

O mendigo foi um mau rico, o homem que foi vítima de crueldades foi um criminoso. Esses infelizes, esses miseráveis, esses deserdados pagam alguma dívida terrível. Esta mulher expia através de seus defeitos físicos, uma vida de orgulho. Este homem assassinado foi ele mesmo um assassino em outra vida. Esta jovem, mãe enganada, abandonada, fez a mesma coisa em uma de suas vidas passadas. Todos estão pagando resgates para repararem os danos que infligiram aos outros. Essas pessoas perseguidas foram perseguidoras, e os suplícios que vemos não passam de justa retribuição imposta às pessoas que, poderosas em uma outra vida impuseram sofrimento aos outros.

Cada um deve compreender que sua vida atual é o resultado de escolhas que fez antes de encarnar, antes de nascer, e ele deve assumir com resignação, como um castigo, uma expiação ou reparação de seus erros e de seus desvios passados, todas as infelicidades e sofrimentos que lhe acontecem e que lhe parecem injustos.

Então, se vocês examinarem todos os casos, um por um, vocês verão que não há nenhuma injustiça e tudo é efeito de uma causa anterior.

Estejam certos de que esses assassinos, traidores, ladrões e tiranos pagarão suas dívidas. As pobres vítimas, em vez disso, desfrutarão de uma existência pacífica, onde tudo será mais fácil e serão recompensadas pelas injustiças que sofreram.

Felix Remo

Ver no site o escritor espírita Félix Remo

Fontes: Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec

"A reencarnação é lei universal. Sem ela, não haveria a ordem e justiça. Somente com ela entendemos os sofrimentos em nossas vidas. Graças a misericórdia divina, podemos reencarnar e resgatar nossos erros e reajustar nossas condutas. Deus identifica as necessidades de cada um de seus filhos a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino"

Chrissie Chynde "A Tradutora da Obra"


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Félix Remo - Le Mystère de Notre Existence (Fr)