VIZCONDE DE TORRES-SOLANOT

A MÉDIUM DAS FLORES

 

INVESTIGAÇÕES NO TERRENO DOS FENÔMENOS DO ESPIRITISMO

PNEUMATOGRAFIA - BICORPOREIDADE

MATERIALIZAÇÕES APPORTS E OUTROS FENÔMENOS ESPÍRITAS

 

GRUPO ESPÍRITA MARIETTA

MADRI - ESPANHA

(1878 - 1881)

 

SEGUNDA EDIÇÃO

BARCELONA

IMPRENSA DA CASA EDITORIAL MAUCCI

(1878)

FEDERACIÓN ESPÍRITA ESPAÑOLA

(AS GRANDES SESSÕES DE EFEITOS FÍSICOS)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Tradutora do Espanhol para o Português

Teresa da Espanha

 

MEMÓRIA SOBRE OS FENÔMENOS DE MATERIALIZAÇÃO E TRANSPORTE

NO GRUPO MARIETTA, DE MADRI

REDIGIDA PELA COMISSÃO DO CENTRO FAMILIAR QUE OS PRESENCIOU

CÓRDOBA, JANEIRO – ANO DE 1879

BIBLIOTECA NACIONAL DE ESPAÑA

(AS GRANDES SESSÕES DE EFEITOS FÍSICOS)

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Tradutora do Espanhol para o Português

Teresa da Espanha

Sinopse da obra:

Sobre o tema Apport que é uma nomenclatura classificada na parapsicologia como fenômenos Psi-Kapa. Segundo o dicionário Larousse, a palavra apport vem do infinitivo do verbo apporter, que significa “trazer”.

Na Doutrina Espírita é considerado fenômeno de efeitos físicos. Ou seja, introdução de objetos em locais ou móveis fechados. Por exemplo: uma flor, uma cadeira, uma pedra etc., são transportadas para uma sala totalmente fechada e sem nenhuma abertura por onde esses objetos possam passar.

Segundo a Codificação, os objetos podem ser desmaterializados e transportados para outros locais e rematerializados, segundo Kardec, ou os objetos transportados são envolvidos numa espécie de fluidos perispirituais para neutralizar os obstáculos da dimensão física para trespassar as paredes etc, segundo o Espírito Erasto. (Obra de Allan Kardec "O Livro dos Médiuns - Fenômeno de Transporte - Cap. V")

Apresentação do site:

LA MEDIUM DE LAS FLORES” foi escrita pelo esforço de valorosos espíritas espanhóis em 1878, portanto dez anos após a desencarnação de Allan Kardec. Interessante é que dezessete anos antes (1861) cerca de trezentas obras espíritas foram queimadas no patético Auto de fé de Barcelona, expressão essa notabilizada por Allan Kardec no subtítulo do artigo "O resto da Idade Média", publicado na "Revue Spirite.

Em verdade o livro confirmava a força da Codificação que ganhava espaço valiosos na terra de Miguel de Cervantes.

A partir da Capital das luzes (Paris) O Consolador haveria de conquistar todos os espaços no Velho Continente, inicialmente pelos fenômenos mediúnicos de efeitos físicos através do movimento e materializações de objetos e seres espirituais. Atualmente o Espiritismo propõe estudos avançados sobre a reencarnação, imortalidade e a comprovação da manifestação e natureza dos desencarnados através da mediunidade de efeitos inteligentes.

Sendo a programação espírita um apelo para compreendermos o Evangelho, os Benfeitores, através dos médiuns consagrados, têm trazido para a sociedade os sublimes ensinamentos do Mestre da Galileia, que há dois mil anos, assegurou nos para o tempo de grandes transições um “Novo Consolador” que iria erguer o véu do “mistério”, revelando ao homem a sua natureza, sua origem e seu destino.

A Doutrina Espírita vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados de conhecimento da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Trechos da obra:

O Espiritismo, que em seu sentido mais lato abraça o estudo do mundo espiritual, do mundo material e das relações de ambos os mundos, é ao mesmo tempo uma ciência de observação e uma doutrina filosófica.

O primeiro compilador desta doutrina, o venerável mestre Allan Kardec, a quem é devido, por sua iniciativa e ímprobos trabalhos, o conjunto de ensinamentos que a tirou do empirismo para elevá-la à categoria de ciência, Allan Kardec, repetimos, deixou assentadas as bases sobre as quais seria desenvolvido o Espiritismo, e traçou para nós o caminho por onde deveriam enveredar o estudo e a propaganda.

Com um senso prático, a que nenhum filósofo chegou ainda, e com uma previsão que, dir-se-ia, excede o alcance humano, marcou profeticamente as fases que teria de passar o Espiritismo, apontou com certeiro juízo os escolhos que era preciso evitar, e teve a singular prudência de não penetrar no campo que deveria ficar reservado aos continuadores da sua obra.

Não é possível conhecer Kardec somente estudando suas obras fundamentais; é preciso segui-lo passo a passo nos dez tomos da sua Revista (campo neutral, como ele dizia, onde aquilatava tudo) para apreciar em seu verdadeiro valor a obra daquele gigante, cuja grandeza será julgada com justiça pelas gerações vindouras.

É verdade que ele forneceu mais alimento do que podiam digerir seus contemporâneos, mas não poderia ser diferente, em se tratando de uma ordem de fenômenos, que, sendo tão antigos quanto o homem, dar a eles uma base experimental ficou reservado à nossa época; é verdade também que ele deixou pontos embrionários para que no tempo e no lugar oportunos adquirissem o conveniente desenvolvimento; mas isto é, sem dúvida alguma, o que faz imperecível a obra do mestre, que nos legou bases e princípios fixos, imutáveis como as leis da natureza são, deixando, porém, aos discípulos um vastíssimo campo para novas investigações, que, longe de destruir nada do que foi edificado, completarão o monumento do Espiritismo.

Dez anos transcorreram da desencarnação de Allan Kardec (Isto foi escrito no ano de 1878); nesse tempo, pelo caminho que ele traçou, e conforme deixou previsto, a doutrina propagou-se tanto como nenhum outro exemplar na história; a raça latina e os povos impressionáveis, cuja imaginação se houvesse extraviado começando a conhecer o Espiritismo através dos fenômenos, basearam sua propaganda até agora na parte doutrinária, contando somente com médiuns escreventes que expuseram, desenvolveram e ainda ampliaram a teoria, dispondo-se a entrar na parte essencialmente experimental com um conhecimento prévio, sem o qual teriam se desviado do caminho; a raça anglo-saxônica e os povos reflexivos ingressaram no Espiritismo.

Amparados sempre do fenômeno, e os médiuns de efeitos físicos que eles tiveram por milhares, foram ali o grande elemento de propaganda, e permanecem até nossos dias sendo refratários à noção reencarnacionista e por tanto à doutrina compilada por Allan Kardec; porém as obras deste, recentemente traduzidas ao inglês, ao alemão e ao holandês, penetraram nesses países, sendo acolhidas com calor e defendidas pela mesma imprensa espírita que antes se manifestava bem mais hostil. Note-se, por último, outro significativo movimento.

A chegada à Europa do médium norte-americano Dr. Slade, que depois do ruidoso processo de Londres e de sua estada na Inglaterra, acolhido pela Sociedade Central Espírita Inglesa, visitou as primeiras nações do continente, deixando entre nós o germe da propaganda pela via dos fenômenos; a chegada daquele médium, que despertou no mundo científico o estudo do Espiritismo experimental, coincide com o surgimento nos povos europeus de outros médiuns de efeitos físicos, chegando como obra providencial no tempo oportuno para acelerar o triunfo da nossa doutrina, apresentando o comprovante da consoladora crença com a força brutal do fato, que faz calar o mais recalcitrante materialismo.

Observe-se aí patentemente cumprida a predição de Allan Kardec, e também como as coisas se concatenam no plano da Providência. No momento em que os povos refratários à parte especulativa acolhem a doutrina filosófica do mestre, começa a desenvolver-se a parte fenomenal nos povos antes refratários a esse aspecto do Espiritismo.

Os médiuns Eglinton, Monck, Williams, Firman, Isabel, Amélia, Bredif e outros na Europa e na América Latina, oferecendo hoje ao estudo portentosos fenômenos, ao mesmo tempo em que a noção reencarnacionista entra nos povos anglo-saxões; esses fatos simultâneos assinalam o terceiro acontecimento na história do Espiritismo moderno. O primeiro foi a sua divulgação na América, trinta anos atrás; e o segundo o surgimento das obras de Allan Kardec.

Vizconde Torres Solanot - A Médium das Flores

Fontes: Canal Espírita Jorge Hessen (Áudio em Espanhol - Grupo Espiritista Marietta - La medium de Las Flores (Vizconde de Torres-Solanot) 

Fontes: Grupo Espírita de La Palma (Grandes Figuras del Espiritismo Español)

Fontes: Federación Espírita Española

 

"Adotando o procedimento que eu sempre seguia para estas experiências, dispus realizar as sessões isolando o médium no aposento escuro.

Com efeito, serviu-me para isso a alcova de um pequeno aposento da casa dos meus amigos; na porta pendurei uma cortina preta, valendo-me para tanto de um lenço grande de merino; fiz a médium sentar em uma poltrona, no interior, a um metro da cortina, e na parte exterior, ao lado dessa cortina, sentamos nós, cada um em sua cadeira, o senhor D.S. e eu. Convidei-o para evocar os espíritos, e eu fiz o mesmo, e ficamos aguardando. No aposento estávamos à luz de uma lamparina.

Dali poucos instantes da nossa evocação, um suspiro da médium indicou-nos que fora adormecida pelos espíritos. Estes comunicaram conosco pela boca da médium e disseram: “¿Tendes fé e confiança?” E como nós respondêssemos afirmativamente, redargüiram: “Conseguireis o vosso objetivo”. Este objetivo, como já disse, era obter a materialização de uma forma espírita.

Após alguns instantes de silencio, ouviram-se vários barulhos no aposento ou gabinete escuro, e alguma coisa parecida com o arrastar de um vestido pelo chão; soam leves pancadas; as duas palavras “fé e constância” nos são lembradas e o Espírito dá-nos o seu nome, que é Marietta".

Vizconde de Torres-Solanot "A Médium das Flores"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

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Vizconde Torres Solanot - La medium de Las Flores (1878) (Esp)