LÉON DENIS

OS ESPÍRITOS E MÉDIUNS

 

Título Original em Francês

Léon Denis - Esprits et Médiums

Etude et Pratique du Spiritualisme Experimental et de la Mediumnite

 

Nouvelle Edition Conforme a L'edition de 1921

Union Spirite Française et Francophone

Paris (1921)

Prefácio da obra:

Nesta obra – uma valiosa contribuição de Léon Denis para aclarar o trato do Espiritismo experimental – temos muito que aproveitar, reconhecendo em seu autor um homem habituado a lidar com médiuns e espíritos.

De uma leitura atenta, podemos extrair inúmeras lições, que nos ajudarão a compreender facetas das comunicações mediúnicas, e que só o tempo poderia nos dar.

Todos os capítulos são importantes, mas quem desejar compreender melhor o que se passa nos momentos da prática mediúnica, muito terá a aprender com a leitura do Capítulo IV, Prática da Mediunidade. Nele encontram-se narrados, de maneira simples e objetiva, vários procederes que, se forem observados, muito ajudarão a médiuns e diretores de grupos e de centros espíritas no exercício da prática mediúnica.

A recomendação do uso da oração e do recolhimento, antes do início das reuniões; a impregnação fluídica, que deve acontecer antes de todas as sessões; as dificuldades que surgem pela existência de pensamentos divergentes, que formam correntes fluídicas desencontradas; a análise dos dois maiores obstáculos que o médium tem a vencer: o espírito de lucro e o orgulho; os resultados que uma segura atitude moral proporciona; a absorção dos fluidos dos mundos superiores, e também os esforços que os médiuns devem empregar, continuadamente, para merecerem a assistência dos bons espíritos, ali estão descritos e analisados de maneira prática e objetiva.

No Capítulo V, Léon Denis, com a clareza que lhe é peculiar, faz uma análise minuciosa da mediunidade, mostrando-nos que ela é a “reveladora das potências da alma”.

O autor ainda nos fala, com detalhes, do fenômeno da incorporação, contando, inclusive, casos ocorridos com ele próprio. Dos escritores espíritas considerados “clássicos”, Léon Denis talvez seja o único que se detém sobre este tipo de mediunidade.

Quanto ao Capítulo III, será interessante que o leitor faça uma leitura do capítulo 22 de No Invisível, também de autoria de Denis, para estabelecer uma comparação entre os dois.

Finalizando, transcrevemos a opinião de Gaston Luce sobre a presente obra, expressa em seu livro Vida e Obra de Léon Denis, à página 180:

“No mesmo ano, foi publicado o opúsculo de propaganda Espíritos e Médiuns, com 70 páginas; esse trabalho, assim como O Além e a Sobrevivência do Ser, é uma contribuição ao Espiritualismo Experimental, enriquecida de novas observações e de conselhos relativos à mediunidade”.

Altivo Carissimi Pamphiro

Trechos da obra:

Embora o início do Espiritismo tenha sido difícil e sua marcha, lenta e cheia de obstáculos, há quase vinte anos ele conquistou direito de cidadania. Converteu-se em uma verdadeira ciência e, no tempo certo, num corpo de doutrina, uma filosofia geral da vida e do destino, cimentada em um conjunto imponente de provas experimentais às quais, a cada dia, se agregam fatos novos.

Essa ciência, essa doutrina, nos tem demonstrado, cada vez melhor, a realidade de um mundo invisível, incomensurável, povoado de seres viventes, que até agora haviam passado despercebidos aos nossos sentidos. Novos horizontes se nos abriram. A perspectiva de nossos destinos se nos ampliou.

Nós mesmos pertencemos, por uma parte de nosso ser – a mais importante – a esse Mundo Invisível, que se revela cada dia mais aos observadores atentos.

Os casos de telepatia, os fenômenos de desdobramento, as exteriorizações de pessoas vivas, as aparições à distância, tantas vezes descritas por F. Myers, C. Flammarion, Charles Richet, Dr. Dariex, Dr. Maxwell, etc., o demonstram experimentalmente. As atas da Sociedade de Investigações Psíquicas, de Londres, são ricas em fatos desse gênero.

Os espiritistas crêem que essa parte invisível, imponderável de nosso ser, registro inalterável de nossas faculdades, de nosso “eu” consciente, em uma palavra, o que os crentes de todas as religiões chamaram “alma”, sobrevive à morte. Prossegue sua evolução, no decorrer do tempo e do espaço, até estados sempre melhores e mais iluminados através de raios de justiça, de verdade e de amor. Essa alma, esse “eu” consciente, tem como invólucro indestrutível, como veículo, um corpo fluídico, envoltório do corpo humano, formado de matéria sutil, radiante, invisível, sobre o qual a morte não tem ação alguma.

Achamo-nos aqui em presença de uma teoria, de uma concepção suscetível de reconciliar as doutrinas materialistas e espiritualistas, que durante tanto tempo se combateram sem se poderem derrubar, nem destruir mutuamente.

A alma já não seria uma vaga abstração, mas um centro de força e de vida, inseparável de sua forma sutil, imponderável, embora ainda material.

Há nela uma base positiva para as esperanças e as aspirações elevadas da humanidade. Tudo não termina com esta vida: o ser, indefinidamente aperfeiçoável, recolhe em seu estado psíquico – que sem cessar se refina – o fruto do trabalho, as obras, os sacrifícios de todas as suas existências.

As dores, o grito de chamada que se eleva para o céu, desde as profundezas da humanidade, não ficam sem resposta.

Aqueles que viveram entre nós, e que continuam no espaço sua evolução indefinida, sob formas mais etéreas, não se desinteressam de nossos sacrifícios e de nossas lágrimas.

Desde os cumes da vida universal caem, sem cessar, sobre a humanidade, correntes de força e inspiração. Dali procedem os relâmpagos do gênio; dali os sopros poderosos que passam sobre as multidões nas horas decisivas; dali o consolo para os que sucumbem sob a pesada carga da existência.

Um laço misterioso une o visível ao invisível.

Nosso destino se desenvolve sobre a cadeia grandiosa dos mundos e se traduz em aumentos graduais de vida, de inteligência e de sensibilidade.

Mas, o estudo do universo oculto não se faz sem dificuldades. Lá, como aqui, o bem e o mal, a verdade e o erro se misturam segundo o grau de evolução dos espíritos com os quais entramos em relação.

Por isso é necessário abordar o terreno da experimentação com uma prudência extremada, depois de estudos teóricos suficientes.

O Espiritismo é a ciência que regula essas relações e nos ensina a conhecer, a atrair, a utilizar as forças benéficas do Mundo Invisível; a separar as más influências e, ao mesmo tempo, a desabrochar os poderes escondidos, as faculdades ignoradas que dormem no fundo de todo ser humano.

Léon Denis

Ver no site a Obra de Allan Kardec "O Livros dos Médiuns"

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Mediunidade)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Mediunidade - Possibilidade e Desafios)

Em “Espíritos e Médiuns”, Léon Denis cita inúmeros exemplos de identificação, dando as provas necessárias para mostrar que se trata, realmente, de mortos que comprovam a continuidade de suas vidas.

Diz-se, comumente, que os mortos não voltam. E um erro. Diz-se, também “os espíritas e os que se ocupam com tais questões deveriam manifestar-se após sua morte. Ora, entre os célebres defensores do Espiritismo, nenhum comprovou sua Sobrevivência.”

Tal objeção não tem valor, porque essa afirmativa está errada. Para comprová-la pode-se, por exemplo, lembrar o caso de Stead que, após sua morte, pode manifestar-se ao pastor Wynn. Acha-se a prova em “Rupert Vit”, obra traduzida do inglês pela Senhora Borderieux.

Há, igualmente, o caso de Hodgson, muito ocupado em pesquisas psíquicas e que, morto em dezembro de 1906, manifestou-se, algum tempo depois, a seu amigo Hyslop, professor na Universidade Columbia, entrando em minuciosos detalhes a respeito das experiências e dos trabalhos da Sociedade de Pesquisas Psíquicas, da qual foi presidente pela seção americana.

Ele explica como se precisa conduzi-los e, por esses detalhes, prova completamente sua identidade. Essas comunicações são transmitidas por intermédio de diferentes médiuns, que não se conhecem e se confirmam, reciprocamente.

Palavras e frases familiares dos comunicantes, usadas durante a vida, são reconhecidas.

Léon Denis "Os Espíritos e Médiuns"

"A alma já não seria uma vaga abstração, mas um centro de força e de vida, inseparável de sua forma sutil, imponderável, embora ainda material.

Há nela uma base positiva para as esperanças e as aspirações elevadas da humanidade. Tudo não termina com esta vida: o ser, indefinidamente aperfeiçoável, recolhe em seu estado psíquico – que sem cessar se refina – o fruto do trabalho, as obras, os sacrifícios de todas as suas existências"

Léon Denis "Os Espíritos e Médiuns"

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Textos Introdutórios da Obra "Os Espíritos e Médiuns" de Léon Denis (Por Henri Regnault o Biografo de Léon Denis)

 

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Léon Denis - Esprits et Médiums (1921) (Fr)