Henri Regnault

Léon Denis e a Experiência Espírita

 

(O BIÓGRAFO DE LÉON DENIS)

 

Título Original em Francês

Henri Regnault - Léon Denis Et l'expérience spirite

(Comment on peut expérimenter, etc.)

Paris (1928)

Sinopse da obra:

A obra propõe-se a analisar a atividade espírita de Léon Denis, no campo experimental, reunindo algumas importantes experiências mediúnicas que o levaram a adquirir a convicção necessária à realidade de suas afirmativas como escritor e orador espírita.

Oferece, ainda, orientações sobre o desenvolvimento da mediunidade e as principais qualidades necessárias para ser um bom experimentador.

Por fim, adiciona conselhos oportunos sobre a formação de grupos, nos quais é ressaltada a necessidade da “disciplina, paciência, perseverança e regularidade, além do caráter mental”.
Prefácio da obra:

Henri Regnault foi contemporâneo de Leon Denis.

Escreveu este livro, ao que parece em cima da morte do mestre, provavelmente tangido por uma forte emoção.

Seu trabalho se propõe analisar a atividade espírita de Leon Denis, notadamente no campo experimental e junto a ela, adicionar exemplos vividos e conselhos oportunos sobre a formação de grupos, onde é ressaltada a necessidade da “disciplina, paciência, perseverança, e regularidade, além do caráter mental”

Regnault, ainda em outros capítulos, aborda os temas: Como experimentar, como tornar-se médium e quais as qualidades do experimentador.

Todos os conselhos estão calcados nas obras de Denis, notadamente em “No Invisível”, de onde o autor tira a maior parte das citações, alias bem lembradas.

Sentimos, porem, a falta dos textos enxutos e limpos de aparatos que Denis emprega em seu livro “Espíritos e Médiuns”

Nesta importante obra, embora Denis fale somente um pouco de suas experiências, ele o faz muito bem, no Capítulo V - A Análise da Mediunidade.

Ali ele nos diz de notável experiência em que uma médium desconhecida, que o visitava pela primeira vez, recebe Jerônimo de Praga e a Senhora Forget.

Nesta mesma sessão, outro médium, usando da psicografia, registra a presença de um suicida, que dá provas de sua identificação, como sendo o pai de uma pessoa presente à reunião e que, aliás, pela primeira vez, participava de urna sessão espírita.

Enfim, "Espíritos e Médiuns" poderia ter contribuído, e muito, para o enriquecimento das observações do livro de Henri Regnault.

Reconhecemos que se trata de excelente esforço, em torno das atividades mediúnicas de Léon Denis e que nos induz, a nós os Leondenisianos, a pesquisar ainda mais.

Altivo C. Pamphiro

Rio de Janeiro, setembro de 1992

À guisa de prefácio:

Estudando a obra de Léon Denis, em meu livro A Morte não Existe, tive a ocasião, por várias vezes, de assinalar as provas pelas quais os espíritas têm o direito de afirmar, simultaneamente, a sobrevivência dos mortos e as possibilidades que eles têm de se comunicar com os vivos.

Um autor, que se tornou acadêmico, e por isso mesmo “imortal”, Abel Hermant, fez em Coutras Soldat uma observação que passo a transcrever.

“Não aceitamos, espontaneamente, que nossos amigos não sejam tão infelizes quanto nós e como nós: devemos amá-los.

Nossos males não nos parecem suportáveis, a não ser que estejam igualmente experimentados pelos que nos são mais caros ou, pelo menos, pelo maior número possível de pessoas; e a morte, entre outras coisas, se tornaria bem mais compreensível, se estivéssemos seguros de que o mundo acaba conosco.”

Há, segundo creio, um meio muito mais seguro de tornar a morte compreensível: é saber, exatamente, o objetivo de nossa passagem pela Terra, de procurar o que acontece conosco após a morte.

Para ser precisamente esclarecido, não haverá melhor meio do que ler as obras de Léon Denis, portanto estudando o Espiritismo.

Poder-se-á, assim, conhecer a morte, consequentemente não temê-la, pois se terá a certeza de que ela é simples mudança de estado, que em nada modifica nosso eu real.

Certamente, Abel Hermant parece ter observado justamente que os egoístas teriam um maldoso prazer em comunicar a seus amigos que eram também tão infelizes quanto eles, mas isso não lhes evitaria quaisquer sofrimentos pessoais e não lhes faria conhecer a finalidade de suas provas terrenas, nem a utilidade de saber suportá-las com resignação ativa.

Mas os espíritas são altruístas e não egoístas; a observação do autor de Coutras Soldat não se dirige, portanto, a eles.

Léon Denis mostra a seus leitores o que é o Espiritismo, quais são as provas reais em que se apoia e como ele é para os humanos um excelente meio de consolação e quais são suas consequências morais.

Tendo estudado sua obra sob seus diferentes aspectos, julguei útil pesquisar em seus escritos como Léon Denis havia adquirido pessoalmente a prova da realidade de suas afirmativas; para repetir a feliz expressão colocada por meu amigo Gaston Luce, no título de sua interessante biografia do mestre, O Apóstolo do Espiritismo, contentou-se ele em apresentá-lo como doutrinador, afirmando que outros, dignos de fé, o haviam assim denominado.

Ao contrário, esteve ele pessoalmente preocupado com o maravilhoso problema da morte?

Teria ele feito pesquisas? Suas experiências foram concludentes?

Essas questões deviam ser propostas não aos leitores habituais de Léon Denis; estes conhecem bem a consciência do patriarca do Espiritismo; eles leram, por vezes, em seus livros a descrição de uma ou de outra experiência espírita, realizada por ele; conhecem tal resultado obtido nos grupos que ele frequentava.

Certamente, já têm a certeza de que Léon Denis foi um experimentador sagaz, habilidoso, prevenido, prudente e, para eles, a questão não interessava.

Entretanto, ficariam talvez satisfeitos em encontrar, num único lugar, os ensinamentos esparsos através da considerável obra do mestre.

Todavia, para todos os que eu desejaria lessem a obra completa de Léon Denis; para os que ainda não tomaram conhecimento da magia de seu estilo; para os que, tendo lido um ou alguns de seus livros, seria talvez útil propor-lhes as questões relativas à experimentação pessoal de Léon Denis; seria talvez necessário tentar resolvê-las.

17 de julho de 1928

Henri Regnault

Ver no site as obras publicadas por Henri Regnault

Fontes: Le Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec

Fontes: Centro Espírita Léon Denis

"Os mortos não são os ausentes, são os invisíveis"

Victor Hugo "O Poeta Francês"

Aí encontrei, mais uma vez, a prova de que Léon Denis não convivia somente com os vivos deste mundo, mas ainda com o mundo do Além. Para ele a interpenetração entre os dois mundos existia, realmente.

Estudando a obra de Léon Denis, sob o aspecto especial da experimentação, pude constatar, com grande alegria, que ele havia tido, por vezes, sessões improdutivas.

Henri Regnault "Léon Denis e a experiência espírita"

 

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Henri Regnault - Léon Denis Et l'expérience spirite (1928) (Fr)