Léon Denis

Congresso Espírita Internacional de Paris em 1925

 

Nos Bastidores do Congresso Espírita de Paris em 1925

 

 Claire Baumard a Biografa de Léon Denis

 

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Título Original em Francês

Discours de Léon Denis Prononcés à l'occasion du Congrès Mondial Spirite de Paris, du 6 au 13 septembre 1925

Editora: Typographie de Coulet et Passas

Paris (1925)
 

Tradutora do Francês para o Português

Chrissie Chynde

Comentário do site:

A pequena semente da Revelação dos Espíritos plantada nos corações áridos e dogmáticos da Humanidade, desde os precursores fenômenos nos EUA, na cidade Hydesville em 1848, passando pela intolerância do Auto-de-Fé de Barcelona em 1861, chegando galhardamente até nossos nossos dias, tem afrontado diferentes forças antagônicas advindas de todos os lugares, tentando de todas as formas possíveis sufocar, mudar, mutilar o germe da Terceira Revelação. Mas, nenhum artifício humano tem o poder de interromper a roda do progresso.

A Doutrina dos Espíritos bem compreendida e praticada no dia a dia levará a Humanidade a descortinar o mundo espiritual e acima tudo trará a esperança e a fé, a fim de que sejam enfrentados os vendavais das dores, sofrimentos, decepções, enfermidades e todos os cortejos da provas morais do mundo material, com vista à legítima ventura na pátria dos espíritos.

Confiando nas diretrizes do Criador, saibamos que a Doutrina Espírita, sobretudo a prática dos Ensinamentos do Evangelho legado pelo Nazareno da Galileia, transformará a sociedade definidamente.!!

Irmãos W. e Jorge Hessen

Trechos da Congresso Espírita:

No dia 10 de setembro, Léon Denis pronunciou o discurso de abertura; foi uma bela alocução onde estava traçada a história do Espiritismo desde há cinquenta anos, com suas numerosas tribulações, mas também com seu soberbo desenvolvimento. Ele terminou mostrando aos espíritas do mundo inteiro que a pesada responsabilidade e que a grandes deveres estavam incumbidos.

A intervenção do Sr. Valabrègue forneceu ao mestre oportunidade para uma magistral improvisação. O debate era sobre a Liberdade de Consciência. O Sr. Valabrègue partira para o combate após ter ouvido o discurso de Léon Denis e a relação muito interessante do Secretário Geral, Sr. Ripert. Ele exclamara:

“Eu, eu não adoto vossa afirmação porque ela não proclama a liberdade de consciência.”

A isto Léon Denis replicou:

“Fizemos a revolução para ter a liberdade de consciência; nossos pais derramaram seu sangue para ter liberdade de consciência, creio que ela existe e que irradia sobre a França inteira. Após a leitura do relatório discutiremos esta questão que me parece, entretanto, supérflua, porque a liberdade de consciência existe, ela é mantida e contra ela ninguém se poderá opor nem combatê-la.”

Após diferentes leituras de comunicações (as do Dr. Maxwell, procurador geral da Corte de Apelações de Bordeaux e de Sir Oliver Lodge), a palavra foi dada ao Sr. Valabrègue; ele dissertou longamente, foi eloquente, interessante, mas a grande maioria da assembléia não aprovou a diatribe que fazia aos espíritas, a reprovação de ortodoxia e de não ter feito do amor, a base e o princípio essencial de sua doutrina.

Não tirávamos os olhos do mestre Léon Denis que um pouco curvado sobre a mesa, ouvia atentamente seu contraditor, parecendo contrair-se sobre si mesmo como um lutador que prepara suas forças antes de medir-se com seu adversário. Ele se ergueu quando o Sr. Valabrègue terminou e fez uma magnífica improvisação:

“Senhoras, senhores – disse ele –, permiti-me resumir este debate em algumas palavras; segui com atenção os discursos muito eloquentes e espirituais do Sr. Valabrègue e me pergunto agora em que, realmente, suas opiniões diferem das nossas. Eu não vejo nenhuma diferença, senão quanto à maneira de exprimir. No fundo estamos perfeitamente de acordo e, neste caso, por que discutir? Ele nos falou de Cristo e de seu grande amor. Mas todos nós admiramos o Cristo e todos nós nos prosternamos com respeito diante desta grande figura que domina os séculos e permiti-me lembrar que o Cristo não apenas deu um exemplo magnífico de devotamento e sacrifício, mas nos trouxe também um ensinamento: a razão de sua encarnação sobre a Terra.

Ele veio dar-nos um conhecimento de Deus, da alma e do destino, princípios que, infelizmente, não se aplicam mais em toda sua beleza e em toda sua grandeza. É precisamente nossa obra fazer com que revivam; é por isso que estamos reunidos, que trocamos opiniões, que sofremos há cinquenta anos para reconstituir e dar à humanidade o ensinamento do Cristo; por fim, permiti-me dizer-vos: haveis pronunciado a palavra ortodoxia; Espiritismo não é uma ortodoxia no sentido de doutrina fechada, de doutrina rígida, é simplesmente uma representação livre do pensamento, é uma evolução, é uma etapa para a verdade integral, para o infinito.

Allan Kardec não disse que o Espiritismo permaneceria aberto a todos os desenvolvimentos do futuro e, por consequência, a todas as manifestações do pensamento e da Ciência? Mas justificamos estas palavras, incorporamos em nossos trabalhos, em nossas obras todos os progressos, todos os conceitos das ciências, fizemos melhor do que isto, indicamos os caminhos, as rotas a seguir. Foi graças a nós que os sábios entraram em nossas vias, no estudo do mundo invisível, no estudo das forças invisíveis; foi graças aos nossos estudos e às nossas pesquisas.

Quem foi, enfim, que falou em primeiro lugar, nos tempos modernos, do fluido, da mediunidade, do corpo astral? Foram os espíritas! Atualmente ainda, todos os sábios, todos os metapsiquistas, não fazem senão caminhar sobre nossos traços, e seguir o caminho que percorremos há muito tempo. Pois bem! Caro amigo, permiti-me dizer-vos, todos os nossos esforços convergem para o objetivo do qual haveis entrevisto a hora.

Falastes de consolações a dar à humanidade, àqueles que sofrem, mas calculais todas as provas e todos os sofrimentos e todas as dores que o Espiritismo consolou? O Espiritismo não é simplesmente um ensinamento que repousa sobre base certa, é um critério que desafia contradições. O Espiritismo é um ensinamento para o mundo inteiro. Ensina-se por toda parte a reencarnação, os princípios do amor, e é isto que faz a base do Espiritismo; jamais nenhuma doutrina apoiou-se sobre um critério tão universal.

Esse sentimento de amor de que falais é a própria base do ensinamento espírita, como do ensinamento cristão.

Ele não é escola, doutrina, ensinamento, qualquer que seja sua forma e que não tenha seus princípios. Nós temos princípios que ultrapassam os outros neste sentido de que eles nos vêm do Alto, de todos os pontos da Terra e que concordam entre si nos pontos essenciais.

Léon Denis

Ver no site a Biografa de Léon Denis "Claire Baumard"

Fontes: Luz na Mente - Revista On line de Artigos Espíritas (Se Abraçamos o Espiritismo por Ideal Não Podemos Negar-lhe Fidelidade

Fontes: Centre D'études Spirites Léon Denis

“O Espiritismo prova a existência de um mundo invisível, bem mais complexo ainda que o mundo material. Ele prova também a imortalidade da alma humana e da consciência individual e, enfim, a evolução da alma através das vidas sucessivas que as levam para o conhecimento e para a perfeição.

– Esta teoria é a de Pitágoras?

– Sim... e de Jesus, pois ele ensinou a pluralidade das vidas em sua conversa com Nicodemos e, também, quando disse que João Batista era a reencarnação de Elias.

– Porém isto é contrário ao dogma católico.

– Certamente! A Igreja, que visava antes de tudo impor seu jugo, transformou a ideia de Cristo e ensinou a doutrina de uma vida única com a ameaça do inferno, a fim de pôr nas mãos dos sacerdotes um potente meio de dominação política...

Léon Denis "O Apóstolo do Espiritismo"
 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Primeiro encontro de Léon Denis com Allan Kardec (Eduardo Carvalho Monteiro - Historiador Espírita)

 

Léon Denis - Congresso Espírita Internacional de Paris em 1925 PDF

 

Léon Denis - Congresso Espírita Internacional de Paris em 1925 DOC

 

Léon Denis - Congrès Spirite International de Paris 1925 (Fr.)