LÉON DENIS

SÍNTESE  DOUTRINÁRIA - PRÁTICA DO ESPIRITISMO

 

TRADUTOR JOSE JORGE

 

Léon Denis - Synthèse Spiritualiste Doctrinale Et Pratique

Sous Forme de Questionnaire

Libraire des Sciences Psychiques

Rue Saint Jacques, 42

Paris (1921)

Apresentação da obra:

Escrita sob a forma de diálogo, a “Síntese Espiritualista” (93) se destina em especial aos principiantes. Ela é dirigida aos jovens e aos adultos ainda não iniciados.

(93) Nota da Editora: Traduzida por José Jorge e publicada pelo Instituto Maria, de Juiz de Fora, com o titulo de “Síntese Doutrinaria e Prática do Espiritismo”.

O autor o denomina de Catecismo e o concebeu sob a forma de perguntas e respostas bem simples.

Geralmente, para se ensinar às crianças, passa-se do complexo ao simples. Habitualmente, o catecismo começa por “Que é Deus?” Ora, a criança tem necessidade de aprender primeiro a natureza das coisas que tem o hábito de ver em seu derredor e, pouco a pouco, podemos conduzi-la as concepções filosóficas e metafísicas.

Léon Denis segue, pois, a ordem natural e a marcha instintiva, partindo do homem para chegar até Deus.

Se falarmos de Deus, isso não quer dizer que sejamos místicos e que desejemos fundar uma nova religião.

Como já escreveu Gabriel Delanne, em 1885: (94)

(94) “Le Spiritisme”, 2° quinzena de agosto de 1885, artigo intitulado: “Le Positivisme Spiritualiste”.

“Se suprimirmos do ensino espírita a noção do Ser Supremo, torna-se impossível explicar o que seja o Universo”.

Não se traia aqui de misticismo ou ideologia, é o simples bom-senso que fala.

Deus, causa primária, infinita, eterna, resulta, fatalmente, da imortalidade da alma e os materialistas o compreendem tão bem, que não podem separar, em suas negações, Deus e a alma.

Não é possível acreditar na existência de uma parte, sem concluir pela existência da outra.

Ora, estamos certos de que a alma não morre; portanto, Deus existe.”

Henri Regnault - A morte não existe

Introdução da obra:

Esta síntese, ou melhor este catecismo espiritualista, tem apenas um mérito: o de ser idealizado e organizado segundo a ordem natural das idéias. O espírito humano, com efeito, deve submeter a certas regras sua marcha evolutiva e seus procedimentos lógicos. Está na sua natureza não passar a uma segunda verdade senão quando já tenha assimilado a primeira e de percorrer, assim, toda a série de princípios, sem omitir um só de seus elos.

Desse modo, as primeiras verdades não têm necessidade das que a seguem, para que sejam compreendidas. E o erro cometido pela maior parte dos homens superiores, autores de livros elementares, é querer lhes aplicar o método científico, que preside suas concepções e seus estudos pessoais.

Na opinião deles, como as verdades mais complexas abrangem todas as outras, é por aquelas que se deve começar. Este processo é evidentemente científico, porque a ciência consiste em se partir de uma verdade composta para se chegar a uma verdade mais simples e mais elementar. Todavia, não é esse o processo natural, nem a marcha instintiva da razão.

É por isso que, destinando esta modesta obra aos jovens ou aos adultos ainda não iniciados no espiritualismo doutrinário e experimental, preferimos começar por este problema objetivo, que se toca, por assim dizer, com o dedo: Que é o homem?

Os outros catecismos, feitos por teólogos ou por filósofos, começam ordinariamente por esta questão: Que é Deus? É mais solene, porém muito menos prático.

É infinitamente mais lógico começar pelas verdades elementares, as que se acham ao nível das mais modestas inteligências, para se subir gradualmente até à noção de Deus e às verdades superiores, que são como um reflexo da Potência suprema.

Assim, o alpinista começa seu trajeto ao pé da montanha, interrogando as flores e os musgos que revestem os primeiros declives; depois, à medida que sobe, vê o céu se aproximar, o horizonte se alargar, e termina por atingir os cimos que a neve cobre com sua brancura imaculada. Assim, os que lerem este livro, cujas linhas iniciais são simples, à medida que manusearem suas páginas, chegarão, eles também, às regiões mais altas e acabarão por atingir os transcendentes cimos da eterna metafísica.

Quisemos compor esta obra segundo o velho método dialogado, com perguntas e respostas. É a mais popular forma e a mais apropriada ao espírito das crianças, embora este livro, já o dissemos, destine-se também às pessoas de todas as idades, pois o homem fica sempre criança, isto é, ignorante em face dos grandes problemas.

Os catecismos têm uma vantagem: permitem reunir a simplicidade da forma à majestade das doutrinas. São ao mesmo tempo o humilde regato aonde vem se abeberar a pomba e o lago profundo onde a águia das grandes altitudes se dessedenta e vem projetar nas águas um olhar que fixa o sol, sem pestanejar.

Em nossa opinião, faltava um tal livro. A doutrina esparsa nos grupos, difusa nas revelações mediúnicas de todos os graus e de toda a natureza, tinha necessidade de ser, de alguma forma, reunida, recapitulada com simplicidade, concisão e clareza.

O Espírito sopra onde quer, quando quer, segundo correntes divinas da inspiração: é a lei de todas as revelações superiores – feitas aos homens. Cabe a estes reunir, condensar essas verdades fragmentárias, esses raios dispersos e disso compor a síntese luminosa, o encadeamento harmonioso.

Dignem-se os Espíritos mais velhos e benfeitores que inspiraram esta obra iluminar a inteligência dos que a lerem. Dela possa Deus tirar alguma glória e as almas retas, investigadoras da verdade, nela encontrar um pouco dessas luzes que esclarecem o grande mistério do destino e nos tornam mais aptos a cumpri-los, tornando-nos mais resignados e melhores.

Léon Denis

Ver no site o biógrafo de Léon Denis "Henri Regnault"

Ver no site "Allan Kardec - O Livro dos Espíritos"

Fontes: Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec (Bibliothèque Spirite)

Fontes: César Perri - GEECX - Grupo de Estudos Espíritas Chico Xavier

19. Por que o Espírito que está no espaço encarna em um corpo?

r. Porque é a lei de sua natureza, a condição necessária de seus progressos e de seu destino. A vida material, com suas dificuldades, precisa do esforço e o esforço desenvolve nossos poderes latentes e nossas faculdades em germe.

20. O Espírito só encarna uma vez?

r. Não. Ele reencarna tantas vezes quantas sejam necessárias para atingir a plenitude de seu ser e de sua felicidade.

21. Mas, para atingir esse fim, a pluralidade das existências é então necessária?

r. Sim, porque a vida do Espírito é uma educação progressiva, que pressupõe uma longa série de trabalhos a realizar e de etapas a percorrer.

22. Uma só existência humana, quando é muito boa e muito longa, não poderia bastar ao destino de um Espírito?

r. Não. O Espírito só pode progredir, reparar, renovando várias vezes suas existências em condições diferentes, em épocas variadas, em meios diversos. Cada uma de suas reencarnações lhe permite apurar sua sensibilidade, aperfeiçoar suas faculdades intelectuais e morais.

Léon Denis - Síntese Doutrinária - Prática do Espiritismo

"Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte; ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo do módio, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão na casa. De tal modo brilhe a vossa luz diante dos homens, que eles vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus"

(Evangelho de Mateus 5:14-16)

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

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Léon Denis - Synthèse spiritualiste doctrinale et pratique (1921) (Fr)