CHARLES RICHET

Os Fenômenos de Materialização da Vila Carmen

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Título Original em Francês

Charles Richet - Les Phénomènes de Matérialisation de la Villa Carmen

Éditeurs - Aux Dureaux Des - Annales Des Sciences Psychiques

Paris (1906)


 Tradutora do Francês para o Português

Fabiana Rangel

Sinopse da obra:

A obra aborda relatos de experiências de materialização ocorridas na Vila Carmen no início do século XX, a partir de sessões mediúnicas dispostas para este fim, nas quais participavam médiuns, homens da ciência e pessoas interessadas no tema.

O autor, o fisiologista Charles Richet, apresenta seus relatórios ao lado de fotografias feitas durante as sessões, nas quais fica retratado o espírito materializado de Bien Boa, B.B. Tendo em vista a experiência própria e as fotografias, ao lado da inspeção realizada pelo próprio Richet no local das sessões antes e depois das mesmas, o professor Richet busca, então, afirmar a possibilidade da realização de tais fenômenos.

Também ficam dispostos neste livro relatos de outros participantes, bem como contestações de cientistas quanto às experiências trazidas, contestações estas então respondidas a partir de argumentos obtidos no próprio relato do sr. Richet e também do sr. William Crookes, o qual igualmente interessou-se em estudar fenômenos de materialização.

A Tradutora

Prefácio da obra:

Os adversários do Espiritismo afiançam que Richet nunca foi espírita e duvidou dos fenômenos espiritas. Talvez sim, talvez não. Mas o que é ser espírita? Se acompanharmos as pesquisas do pai da metapsíquica notaremos que ele foi mais espírita do que muitos “espiritas” ditos militantes.

Em 1905, o Prof. Richet assistiu, em companhia de Gabriel Delanne, às memoráveis sessões de materializações na Vila Carmen, na Algéria, onde verificou os fenômenos não só de ectoplasmia, como de materializações e de fotografias de espíritos. Os fatos foram tão positivos que o Prof. Richet subscreveu uma ata, na qual declarou ter visto simultânea e nitidamente o Espírito materializado — Bien Bôa e dois médiuns, que se prestavam para as experiências: Martha e Aicha.

A memorável sessão deixou patente que um indivíduo que viveu entre nós, que morreu, como se diz na linguagem vulgar, voltou novamente formado, mostrando-se a uma plêiade de experimentadores, que o viram, tocaram-no; um ser que anda, que fala, que é constituído interiormente como qualquer ser humano, pois queima carbono no seu organismo.

Seria possível que o Professor Richet, em vista desse fato tão categórico, duvidasse dos conceitos espiritas? Richet, antes da sua aproximação ao Espiritismo, havia se dedicado por muitos anos ao estudo do hipnotismo, do magnetismo, do sonambulismo.

Christoph Schröder declarou em um jornal de Hamburgo que o Richet tomou parte em 200 sessões experimentais de materializações, nas quais foram obtidas manifestações extraordinárias. E a este propósito o Dr. Richet escreveu nos “Annales”: “Nenhuma contradição há entre a ciência e o fenômeno mais extraordinário do Espiritismo”.

Charles Richet foi presidente da “Sociedade de Pesquisas Psíquicas”, de Londres, que nessa época já havia ela publicado vinte e cinco grossos volumes que enfeixam documentos valiosos que provam a existência de inteligências extraterrenas e a realidade das comunicações destas com os homens.

Tudo isso vem confirmar que Richet aceitava os fenômenos espiritas.

Nós não hesitamos que o Dr. Richet tivesse dúvidas sobre certos pontos da teoria espírita, como teve no começo a respeito dos fenômenos, mas estamos certos que a dúvida de Richet não era uma dúvida desocupada, como a que existe por aí, mas a dúvida de que fala o Professor Bozzano, a dúvida fecunda, realizadora, que estuda, que investiga, que experimenta para dar conta aos desafios transcendentais.

Richet foi um dos integrantes da equipe de estudiosos que colaborou para a consolidação do Espiritismo científico, ao lado de William Crookes, Camille Flammarion,  Ernesto Bozzano, Alexandre Aksakof, Cesare Lombroso, Albert de Rochas, Paul Gibier.

Charles Richet classificou os fenômenos metapsíquicos em dois grupos gerais: Fenômenos Subjetivos, que ocorrem exclusivamente na área psíquica, sem nenhuma ação dinâmica sobre os objetos materiais e Fenômenos Objetivos, cuja manifestação envolve ação física sobre os objetos materiais.

Em verdade ele nunca se declarou espírita, mas sim, um estudioso dos fenômenos metapsíquicos. Não podemos, portanto, classificar Charles Richet como um continuador da obra de Allan Kardec. Desvendou um caminho diferente, sem desconhecer a Codificação, e que o classifica na categoria de iniciador romântico da Metapsíquica, reconhecendo em Kardec, algum apreço pela investigação científica, mas que, no entanto, se levou demais a acreditar que as comunicações dos Espíritos através dos médiuns eram destituídas de erros, desde que as mesmas emanassem de bons Espíritos.

Esta crítica de Richet a Kardec não é adequada, porém se assemelha à feita por Arthur Conan Doyle em seu A História do Espiritualismo, fazendo-nos, pelo menos, pensar que conhecemos hoje bem melhor a obra de Kardec do que os quase contemporâneos vizinhos e conterrâneos.

A verdade é que pesquisadores do quilate dos grandes metapsiquistas, incluindo no grupo dos espiritualistas ingleses, já não aparecem com tanta frequência. Transferimos nossas expectativas para o século que se inicia, este sim poderá trazer ao público em geral aquilo que Kardec, Richet e tantos outros se empenharam tanto em estudar, classificar e ensinar, mas que não atingiram a universalidade do conhecimento.

Jorge Hessen

A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas

Foto 1 - O espírito materializado de Bien-Boa (B.B.)

 Charles Richet - Les phenomenes de materialisation de la Villa Carmen (1906)

Foto 2 - O espírito materializado de Bien-Boa (B.B.)

 Charles Richet - Les phenomenes de materialisation de la Villa Carmen (1906)

Ver no site Os Grandes Médiuns "Marthe Beráud ou Eva Carrière ou (Eva C.)"

Fontes: Centre Spirite Lyonnais Allan Kardec - Bibliothèque

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Expulsar Jesus do Espiritismo?)

"A morte é a destruição do envoltório corporal; a alma abandona esse envoltório como troca a roupa usada, ou como a borboleta deixa sua crisálida; mas conserva seu corpo fluídico ou perispírito.

A morte do corpo livra o Espírito do envoltório que o prendia à Terra e o fazia sofrer; uma vez livre desse fardo, não tem senão seu corpo etéreo que lhe permite percorrer o espaço e vencer as distâncias com a rapidez do pensamento"

Allan Kardec "Resumo da lei dos Fenômenos Espíritas"

 

RELAÇÃO DAS OBRAS PARA DOWNLOAD

 

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Charles Richet - Les phenomenes de materialisation de la Villa Carmen (1906) (Fr.)