Comandante Louis Darget

(Comandante Tegrad)

Oficial de cavalaria

O fotógrafo de fluidos e do INVISÍVEL

(1847 - 1923)

Apresentação do site:

O site vem apresentar LOUIS DARGET, mais um grande pesquisador espírita dos fenômenos espíritas. Através de suas pesquisas meticulosas sobre as faculdades inerentes do espírito humano, foi possível comprovar a transcendência, a imortalidade da alma e as múltiplas existências do nosso Ser (reencarnação).

Grande parte dos trabalhos no estudo da fenomenologia espírita conduzidas pelo Comandante Louis Darget no período de 30 anos de pesquisas do invisível, perfazem milhares de experimentos e utilizando diferentes processos.

O desejo de capturar a fotografia do invisível não se restringia ao domínio da energia psíquica e dos sentimentos. Darget concomitantemente concentrou-se em outro tipo de abstração: o pensamento e outras imagens transcendentes produzidas pela mente através de emissões de energias mento-cerebrais que rematam inúmeros experimentos.

Os extraordinários expoentes da Doutrina Espírita de sua época tais como: Ernesto Bozzano, Gabriel Delanne, Léon Denis e outros que vieram a beber nesta fonte cristalina do Codificador do Espiritismo e que levaram a engrandecer ainda mais o imenso edifício da Terceira Revelação.

Irmãos W. e Jorge Hessen

Biografia do Comandante Darget:

Carreira militar

Filho de um professor de Gers, entrou na escola de cavalaria como voluntário, aos dezoito anos. Ele serviu na cavalaria durante quase quarenta anos. Terminou sua carreira militar em Tours, onde ficou em guarnição de 1895 a 1903, como chefe do esquadrão do 8º regimento de armaduras.

Em 27 de outubro de 1870, o jovem Darget, marechal de logística chefe do 10º regimento de caçadores, foi feito prisioneiro pelos prussianos quando houve a capitulação de Mez, sem ter chegado a combater. Ele conseguiu fugir.

Este foi o único evento de uma carreira bastante terna de oficial de cavalaria, que seus superiores julgavam severamente: "Oficial superior muito ordinário; de modos comuns; seu espírito desordenado e sua falta de julgamento fazem com que sempre complique as questões mais simples... Caráter bizarro. Falta-lhe a sequência das ideias". Em 1990, seu chefe propõe que ele seja levado a solicitar sua retirada. Na verdade, tiveram de se contentar em transferi-lo do 5º regimento de armaduras para o 8º. Ele se aposentou em 28 de março de 1903.

O Espiritismo

Louis Darget, então sub-oficial em guarnição em Vendôme, estava presente, e uniformizado, no atelier de Edouard Buguet quando a polícia parisiense fez, no dia 22 de abril de 1875, uma operação surpresa para desconcertar o "fotógrafo espírita. É Louis Darget que alerta Pierre Leymarie, diretor da "Revista espírita", sobre a ida dos policiais ao atelier de Buguet.

A participação de militares na questão das fotografias espíritas irrita muito o Ministério da Guerra. Em uma nota, datada de agosto de 1875, lê-se o seguinte, sobre Darget: "É evidente que um homem absorto por ideias dessa natureza não pode estar em estado de dirigir seus subordinados nas circunstâncias críticas que um grande bom senso e um julgamento são sejam necessários".

O ministério ponderou por um tempo transferi-lo para a guarda, mas essa sanção lhe foi poupada. Ele seguiu sua carreira de oficial na cavalaria e foi até condecorado na Legião de Honra, em 1890.

A fotografia dos fluidos

Amante da fotografia, Louis Darget se tornou em 1900 um membro ativo da Sociedade de fotografia de Touraine. Mas o que ele buscava reproduzir devia desconcertar os outros membros da associação, habituados a posar seus aparelhos sobre as bordas do Loire ou diante dos castelos. Com alguns outros, dentre os quais Hippolyte Baraduc, com o qual trabalhou, Darget buscou reproduzir o fluido vital. Clément Chéroux escreveu:

"Concentrando seu pensamento em uma garrafa, Darget notou durante uma experiência: Parece que a forma da garrafa, que eu mantinha, no desenho, em minha cabeça, foi projetada sobre a placa, que tenha saído do meu cérebro, luminosa, atravessando a caixa craniana como raios X".

Sob o pseudônimo de "Comandante Tegrad", ele descreveu, em 1899, suas experiências nos dois artigos publicados na "O espiritualismo moderno". O primeiro teve por título: Algumas notas gerais sobre os fluidos" e o segundo: "Fotografia de radiações psíquicas". Em 1905, quando se aposentou, o comandante Darget escreveu uma carta aberta à Academia de Ciências sobre a "Fotografia dos eflúvios humanos".

A maior parte do trabalho de Darget sobre a fotografia dos fluidos ou a fotografia do pensamento foi realizada quando ele se encontrava em guarnição, em Tours. Andreas Fischer nota que Darget, até 1902, fez aproximadamente 1500 clichês que deram lugar a muitos relatórios em seus cadernos. Uma parte de seus arquivos se encontra hoje conservada em Fribourg-em-Brisgau, no Instituto für Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP).

As fotografias de Darget são muito procuradas pelos aficionados. Um clichê datado de 17 de julho de 1897 teve a proposta de 3000 euros em agosto de 2011.

Em janeiro de 1913, dez anos antes de sua morte, Louis Darget foi a Vienne, na Áustria, e deu uma conferência sobre os raios V - os raios vitais -, dos quais ele é o inventor. O público, segundo "O eco de Paris" foi dos mais brilhantes: a princesa de Hohenlohe, a princesa e os príncipes de Thurn und Taxis, o príncipe de Lichtenstein, o embaixador da França, o embaixador da Grã-Bretanha... Ele obteve verdadeiro sucesso.

Darget também é autor de um caderno (sem data) difundido nas livrarias de Tours, cuja capa traz as seguintes menções: Comandante Darget Manual de rendas. Ordens da bolsa. Meios de não se enganar. Os Mistérios e as manobras da finança. Escrito para o bem público, mesmo o de Financistas, pois a probidade é a alma dos bons negócios".

Fontes:

- Arquivos do ministério da Defesa. Dossiê do oficial de Louis Darget (6Yf30414)

- Departamento de polícia de Paris Dossiê Buguet (Ba 880)

- O terceiro olho. A fotografia e o oculto. Catálogo de exposição apresentado na Casa Européia de Fotografia de Paris, depois no Museu de Arte Metropolitano de Nova York (Gallimard 2004). Aqueles que se interessam pela "fotografia de fluidos ou fotografia do pensamento" lerão com proveito os estudos de Clément Chéroux sobre "A fotografia dos fluidos: um alfabeto de raios invisíveis" e de Andreas Fischer sobre: "A lua de frente" Observações sobre a história da fotografia do pensamento".

Tradutora: Fabiana Rangel

Fontes: Portrait Sepia

As pesquisas do Comandante Darget:

Ao empregar neste momento, em acepção genérica, o termo “fotografia do pensamento”, direi que as primeiras tentativas desse gênero remontam ao ano de 1896, quando o comandante Darget e mais um seu amigo, persuadidos de que o pensamento era uma força exteriorizavel, resolveram concentrar o próprio pensamento em determinada imagem, a fim de projetá-lo sobre uma placa fotográfica.

A 27 de maio de 1896, Darget fixou em chapa sensibilizada a imagem muito nítida de uma garrafa, na qual pensara com tanta intensidade, que lhe acarretou forte dor de cabeça.

Essa experiência foi repetida a 5 de junho do mesmo ano, com pleno êxito, e assim relatada:

Tendo o Sr. Aviron dito que para afastar toda a objeção de acaso ou coincidência conviria obter ainda outra garrafa, pelo mesmo processo, resolvemos tentá-lo.

E nem por isso deixamos de lhe beber do conteúdo – uma bela aguardente –, nem deixei eu de fitá-la por longo tempo.

Subindo à câmara escura, tentava o mesmo processo, colando os dedos na chapa; e quando os vimos marcados, retiramo-la, fixada e levada, para procurar a garrafa, que, por fim, encontramos.

Mas, no dia seguinte, ao fazermos a revelação em papel, o que mais nos impressionou foi uma figura de mulher, com uma cabeleira característica.

Tratava-se, incontestavelmente, de um Espírito que pretendera fotografar-se. (Revue Scientifique et Morale du Spiritisme, 1904, pág. 643).

Darget talvez tenha razão nessa afirmativa, visto que ele e o companheiro não só não pensavam, absolutamente, em qualquer pessoa, como jamais conheceram a mulher cujo semblante ficara impresso na chapa fotográfica.

Somente passados alguns dias, no curso de uma sessão em casa do conhecido escritor Sr. Léon Denis, é que tiveram a manifestação de uma personalidade que se denominou Sofia e declarou ter sido ela quem, auxiliada por outros Espíritos, realizara o fenômeno.

Aliás, a sua identidade foi estabelecida, como mercadora de legumes em Amiens, falecida pouco tempo antes.

A Revue Scientifique et Morale du Spiritisme reproduziu essa “escotografia”, na qual o rosto da manifestada está bem visível, acima da garrafa.

Prosseguindo nas experiências, Darget conseguiu a “escotografia” de uma bengala, bem como a forma um tanto vaga de um grande pássaro.

Depois, enfraqueceu-se-lhe rapidamente a faculdade, até que de todo desapareceu.

Na mesma época, o americano Inglês Rogers foi levado, pelo acaso, a cuidar da “fotografia do pensamento”.

Quando na câmara escura desenvolvia as suas chapas, sucedeu-lhe certa vez fixar fortuitamente uma chapa diante de si, ao mesmo tempo em que pensava intensamente noutra coisa.

Ao revelar essa chapa, descobriu nela uma impressão que não poderia ser acidental.

Decidiu-se, então, a repetir a experiência, pensando e fixando intensivamente uma moeda.

A experiência foi positiva e isso o levou a renová-la alguns dias depois, perante uma comissão de médicos, fixando com êxito um carimbo postal.

Fontes: Ernesto Bozzano - Pensamento e Vontade

Coleção do Comandante Darget

Fotografia do Pensamento

Em 27 de Maio de 1893, o Comandante Darget, convencido de que o pensamento produz uma radiação de luz, olha por cerca de meia hora, uma garrafa de conhaque.

Em seguida, ele coloca uma placa em branco em uma bandeja reveladora, põe a mão sobre ela, enquanto fortemente pensa na garrafa que ele acaba de ver. Depois de cinco minutos, ele revela a placa.

A fotografia mental de Louis Darget acompanhado por suas legendas interpretativas. A esquerda um porta retrato de Beethoven e a direita o pensamento de uma águia, (1896).

Ver no site o pesquisador espírita Ernesto Bozzano

Ver no site o pesquisador espírita Hyppolite Baraduc

Fontes: Federação Espírita Brasileira

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Vigiemos o pensamento, pois ele é poderoso demais)

"No começo, toda Ciência encontra forçosamente fatos que, a princípio, parecem contraditórios e só um estudo minuciosos e completo pode demonstra-lhes a conexão."

Allan Kardec "O Codificador da Doutrina Espírita"

"Em todas as coisas, as ideias novas devem encaixar-se nas ideias adquiridas. Se estas não estão suficientemente elaboradas e consolidadas no cérebro; se o espírito não as assimilou, aquelas que aí quisermos implantar não criarão raízes. Estaremos semeando no vazio."

Allan Kardec - Revista Espírita, agosto de 1865 - O que ensina o Espiritismo"

 

RELAÇÃO DA OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Biografia do Comandante Louis Darget

 

Comandante Louis Darget - Fotografia do Pensamento (Ernesto Bozzano - Pensamento e Vontade)

 

Comandante Louis Darget - Visões em estado de vigília (Gabriel Delanne - G. Bourniquel - Escutemos os Mortos)