FREDRICH W. H. MYERS

A PERSONALIDADE HUMANA

(Sobrevivência e manifestações paranormais)
 

 

Título do original em inglês

Fredrich W. H. Myers - Human Personality

And Its Survival of Bodily Death

Longmans, Gree, And, Co

Partenost, Row London, 1903

Sinopse da obra:

A presente obra foi um dos primeiros estudos científicos que objetivaram a investigação sistemática acerca dos fenômenos psíquicos. Fredrich Myers foi um dos pioneiros na criação de um sistema de classificação de fenômenos paranormais. As palavras “telepatia”, “supranormal”, além dos famosos termos “eu subliminar” e “eu supraliminar”, adotados pela Parapsicologia atual, são de autoria desse grande pesquisador.

A Personalidade Humana é o resultado de anos de pesquisas levadas a efeito por Myers, com a preciosa colaboração de Henry Sidgwick e Edmund Gurney, e retratadas na obra Phantasms of the Living (Os Fantasmas dos Vivos), de autoria de Myers, Gurney e Podmore.

O principal objetivo da obra é esclarecer, com base na análise de fatos, a questão que mais importa ao homem: a de saber se ele possui ou não uma alma imortal ou, em outras palavras, se a sua personalidade implica algum elemento suscetível de sobreviver à morte corporal.

E além de concluir positivamente sobre a sobrevivência do ser psíquico além da morte do corpo físico, o autor chega, ainda, a uma conclusão filosófica de conseqüências ainda mais grandiosas: a de que nós somos seres espirituais em constante e permanente evolução; “esse é o nosso destino neste e nos outros mundos; a evolução gradual em numerosas etapas, à qual é impossível designar um limite”.

Prefácio:

O livro que finalmente decidi publicar não é mais do que uma exposição parcial de um tema em pleno desenvolvimento e que esperei por muito tempo poder tratar de maneira mais satisfatória.

Mas, à medida que o conhecimento se completa, a vida se vai e eu preferi aproveitar os anos que me sobram para agregar, com este manual tão imperfeito, minha contribuição a uma ordem de investigações cuja novidade e complexidade exigem necessariamente sistematização provisória, com a esperança de que, ao sugerir novas investigações, e com o acúmulo de novos dados, logo será ultrapassada e superada.

Poucos críticos deste livro perceberão melhor do que eu os seus defeitos e as suas lacunas; mas são poucos também os que até agora compreenderam toda a importância dos fatos de que trata este livro.

Grande número desses fatos já foi publicado no Phantasms of the Living; um número ainda maior no Comptes Rendus de la Société de Recherches Psychiques. Mas esses fatos ainda estão longe de haver adquirido cidadania na consciência científica moderna. Estou convencido de que um dia parecerá assombroso que a divulgação desses fatos tenha sido deixada a um escritor que dispõe de tempo tão restrito e de uma bagagem científica tão incompleta.

Se este livro tem algum valor, deve-o em grande parte a outras inteligências que não a de seu autor. Sua própria extensão, antes de tudo, deve-se ao trabalho de dois amigos devotados e inestimáveis colaboradores, a cuja memória o dedico.

A parte que corresponde a esses pranteados colegas, Henry Sidgwick e Edmund Gurney, ainda que formado por sua natureza e quantidade o elemento essencial deste livro, não pode ser definida de modo exato e completo em vista das mudanças ocorridas desde a morte de ambos.

Mas é possível avaliar até certo ponto a importância de sua colaboração no que concerne à revisão de meus trabalhos anteriores, às experiências realizadas em conjunto, aos pensamentos e às descobertas originais.

As enormes citações tomadas diretamente de Edmund Gurney têm por objetivo mostrar o grau de intimidade que, até sua morte, nos unia no trabalho comum. Mas o benefício que recebi desta associação tem ainda um sentido mais profundo.

Sempre visamos demonstrar que para este estudo há a necessidade de uma sustentação moral íntima. Um homem isolado, um excêntrico, ou um homem que viva cercado de indivíduos de inteligência inferior à sua pensará, talvez, que é fácil trabalhar com segurança numa obra que sabe, de antemão, ser desprezada ou ignorada pela massa de seus contemporâneos.

Mas a obra é mais difícil para um homem que se sente unido por numerosos laços a seus semelhantes e que deseja viver com espíritos iguais ou superiores ao seu. Um homem assim não pode desdenhar a reprovação, explícita ou implícita, do importante grupo de pessoas cujas opiniões concernentes a outros temas aprendera a estimar.

Não necessito dizer que a atitude do mundo científico e do mundo intelectual em geral era, naquela época, mais caracterizada que na atualidade. Hoje escrevo com plena consciência do escasso valor que se dá, geralmente, aos estudos que realizo.

Hoje em dia um livro sobre o tema que enfrento deve esperar não somente críticas legítimas e justificadas, mas também o desdém e a oposição que excitam naturalmente toda novidade e toda heterodoxia. Não quero, porém, transformar em ato de coragem uma empresa que a geração seguinte verá, talvez, como a coisa mais natural do mundo. Nihil ausi nisi vana contemnere – esta será, certamente, a saudação mais animadora que se dirigirá à nossa temerária independência.

Contudo, o reconhecimento me obriga a dizer que, mesmo tendo podido pensar, no meu foro íntimo, “dar prova de valor desprezando as coisas vãs”, não me atreveria nunca a aplicar os meus conhecimentos de diletante a uma publicação desta envergadura, se o meu respeito pelas opiniões de meus amigos não me houvesse aumentado um pouco a confiança em mim mesmo. Seus favores e sua amizade converteram em prazer a parte que eu realizei neste trabalho, fazendo-me considerar um verdadeiro dever a publicação deste livro.

Resta-me, ainda, agradecer a outro colega desaparecido, o Dr. A. T. Myers, que me ajudou durante anos em todas as questões médicas tratadas durante o desenrolar deste livro.

Sou também muito reconhecido aos correspondentes que me cederam os seus depoimentos originais e à Société de Recher-ches Psychiques pela autorização de utilizá-los. Contudo, devo deixar ao próprio livro o cuidado de indicar mais particularmente tudo quanto devo a numerosos homens e mulheres, e qual é a extensão do trabalho e o interesse do que vai exposto e apresentado nestas páginas.

Este livro é, com efeito, mais uma exposição do que uma demonstração. Minhas débeis forças não me permitiriam resumir o acúmulo de dados já reunidos nos dezesseis volumes do Comptes Rendus, nos nove volumes do Journal, no Phantasms of the Living e em outros livros e coleções manuscritas. Este ramo do conhecimento exige, como todos os demais, estudo cuidadoso dos que desejam compreendê-lo e fazê-lo avançar.

O que me propus nesta obra foi somente tornar este conhecimento mais acessível, coordenando-o de uma forma tão clara e inteligível quanto me permitiram os meus limitados recursos pessoais e natureza mesma dos fatos.

F. W. H. Myers
 

Fontes: Correio Espírita (Cientistas e Experiências Mediúnicas)

Fontes: Federação Espírita Brasileira (Tema - A Imortalidade do Ser Humano)

Apreciação dos autores espíritas clássicos

“... A Personalidade Humana, de F. Myers, professor de Cambridge, é um estudo profundo e metódico dos fenômenos espíritas, firmado numa opulenta documentação e rematado por uma síntese filosófica em que são magistralmente expostas as vastas conseqüências da ciência psíquica.”

Léon Denis - No Invisível
Cap. I - A Ciência Espírita

* * *

“... respaldando a Ciência Espírita e suas bases filosóficas, temos agora (...) a obra monumental mais esquecida e de flagrante atualidade de Fredrich Myers, em colaboração com Henry Sidgwrich e Edmund Gurney, A Personalidade Humana.”

J. Herculano Pires
O Mistério do Ser ante a Dor e a Morte
Cap. 8 - Os Caminhos Escusos da Moral

* * *

“... Foi então que li a obra monumental de Myers - Human Personality (A Personalidade Humana) –, de cujas formidáveis raízes se há de erguer toda uma árvore de conhecimentos.”

Arthur Conan Doyle
A Nova Revelação
Cap. 1 - As pesquisas

 

RELAÇÃO DE OBRAS PARA DOWNLOAD

 

Fredrich W. H. Myers - A Personalidade Humana PDF

Fredrich W. H. Myers - La personnalité humaine (1905) (Fr)