SIR WILLIAM FLETCHER BARRETT

VISÕES NO MOMENTO DA MORTE

 

OBRA RARA TRADUZIDA

 

Título original em Inglês

Sir William Fletcher Barrett - Death Bed Visions

Londres (1926)

Título da obra traduzido para Espanhol

Sir William Fletcher Barrett - Visiones en el momento de la muerte

Tradutores
Do Inglês (original) para o Espanhol

Manuel Pumerega

Do Espanhol para o Português

Silvano dos Reis Corrêa
Marina dos Reis Corrêa

Revisão final da tradução do Espanhol

Teresa da Espanha

 Sinopse da obra:

William F. Barrett apresenta-nos nesta obra uma grande quantidade de casos onde as pessoas próximas de falecer têm diferentes tipos de visões, que estudados de modo racional e sem preconceitos situam-nos em uma nova perspectiva de análise e pesquisa diante do tema tabu da morte. Em muitos dos casos, as visões são tidas não apenas pelos moribundos, mas também pelas pessoas que estão com eles.

Introdução da obra:

Esta obra oferece-se ao público em estado imperfeito. Ver-se-á que, na introdução, o autor não fez mais que esboçar em grandes traços o estudo que pretendia fazer e até mesmo este esboço é incompleto.

O editor prefere, não obstante, deixar intactos, tanto a introdução como o exame dos casos, na crença de que, trabalhando deste modo, recolher-se-á com mais exatidão o pensamento do autor, que se alguma outra mão tivesse modificado alguma coisa.

É evidente que o esboço está sem terminar, pois nos livros a que se faz referência, o autor tinha assinalado diversas passagens para exame, especialmente no livro recentemente publicado, do professor Bozzano, “Fenômenos Psíquicos no Momento da Morte”, traduzido do italiano para o francês, por C. de Vesme.

Ao autor interessava especialmente a observação de Bozzano segundo a qual, se os fenômenos eram causados pelos pensamentos da pessoa moribunda, ao serem dirigidos aos seres queridos, caberia esperar que as aparições representassem pessoas vivas, com tanta freqüência ao menos como pessoas falecidas, que abandonaram este mundo muito tempo atrás, quando a verdade é que não se recordava nenhum caso de pessoa moribunda que tivesse, junto ao seu leito, visões de amigos vivos.

O autor teria desejado pedir àqueles que acreditam que as visões são o produto de desejos ou pensamentos intensos, que reunissem provas em apoio da sua teoria, demonstrando que o desejo de ver amigos vivos pode produzir a aparição destes junto ao leito, em momentos de plena consciência.

Existem, sem dúvida, casos da chamada clarividência (veja-se o capítulo IV) nos quais as pessoas moribundas, após um período de transe ou inconsciência, dizem que viram parentes vivos e distantes; e ocorreram casos nos quais a imagem da pessoa moribunda apareceu por sua vez ao parente distante, sendo tomada, geralmente, por uma aparição real. Este é, evidentemente, um fenômeno muito diferente.

Outro ponto que o autor tinha examinado com seus amigos era que nos casos de aparição de fantasmas de pessoas vivas reunidos pela Sociedade de Investigações Psíquicas, a imagem projetada na visão teria sido, normalmente, a da pessoa que pensava, não a daquela em quem pensava. Seguindo esta analogia, quando um moribundo vê o fantasma de uma pessoa já falecida, a iniciativa teria de partir do pensamento desta última, com o qual ficaria demonstrada sua sobrevivência.

Um fato nada insólito que se adverte na agonia de crianças impressionava consideravelmente o autor; consiste em que estas descrevem a visão em termos que não estão em consonância com idéias derivadas da sua educação religiosa. O autor acreditava que em tais circunstâncias dificilmente a alucinação poderia ser atribuída a um mero vôo da fantasia.

Ao ordenar os grupos de casos, o autor colocou em primeiro lugar os relativos à aparição de uma pessoa falecida quando o moribundo que a percebia ignorava sua morte. Um caso recente e notável foi o do casal B, o primeiro caso relatado no capítulo II.

O autor reconhecia que quando a morte do aparecido era conhecida por algum dos presentes, seria possível tentar recorrer à telepatia para explicar o incidente, mas afirmava que esta explicação não serviria para os casos narrados nesse capítulo, nos quais tanto o moribundo como os assistentes ignoravam a morte.

O autor consagrou a este problema tempo e reflexões consideráveis e aspirava a que os grupos de casos fossem completos e significativos, dentro do possível, antes da sua publicação. Isto, porém, não foi possível, pois a meio caminho do seu ativo trabalho o autor passou de repente a “esse mundo pouco conhecido”, para onde ele havia levado seu pensamento com tanta freqüência.

O autor desejava provar que até mesmo aquelas pessoas que ao longo de sua vida foram céticas sobre a sobrevivência após a morte, mostravam em seus últimos momentos compreender que existia outra vida.

Portanto, o autor não escolheu somente casos de visões percebidas por pessoas que acreditavam na sobrevivência da alma, ou por aquelas que possuíam faculdades psíquicas especiais, mas também de visões percebidas por pessoas que não acreditavam na vida futura. (Vejam-se os casos assinalados ao final do capítulo III).

Apresentou cada caso lealmente, sem ocultar os pontos fracos do fundo, e deixou que o leitor considerasse até que ponto seria possível recorrer-se à telepatia ou a alguma outra explicação mental para justificar os casos. Ele esperava que os críticos imparciais percebessem que tais explicações implicariam um vôo ou elevação da alma, incompatível com os laços materiais da vida.

É de se esperar que este pequeno livro, embora muito longe de ser aquilo que o autor desejava fazer, cumprirá seus desígnios até certo ponto, e dirigirá a atenção em nosso país sobre fenômenos que, a seu ver, mereciam ser mais estudados do que já foram.

O editor reconhece com gratidão a ajuda prestada pelo Sr. Trethewy na sua escrupulosa leitura do manuscrito, na preparação do índice e em numerosas e valiosas sugestões.

F.E.B. Abril, 1926

Ver no site a monografia de pesquisador espírita Ernesto Bozzano "A crise da morte"

Ver no site a obra de Allan Kardec "O Livro dos Espíritos"

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (A experiência de quase morte confirma a imortalidade)

Fontes: A Luz na Mente » Revista on line de Artigos Espíritas (Déjà Vu é um fenômeno instigante)

 154. A separação da alma e do corpo é dolorosa?

— Não; o corpo, freqüentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.

Comentário de Kardec: Na morte natural, que se verifica pelo esgotamento da vitalidade orgânica em conseqüência de idade, o homem deixa a vida sem perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de energia.

155. Como se opera a separação da alma e do corpo?

— Os liames que a retinham, sendo rompidos, ela se desprende.

155 – a) A separação se verifica instantaneamente, numa transição brusca?

Há uma linha divisória bem marcada entre a vida e a morte?

— Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo subitamente libertado. Os dois estados se tocam e se confundem, de maneira que o Espírito se desprende pouco apouco dos seus liames; estes se soltam e não se rompem.

Allan Kardec "O Livro dos Espíritos"
 

 

RELAÇÃO DAS OBRAS PARA DOWNLOAD

 

William Barrett - Visões no momento da morte PDF

 

William Barrett - Visões no momento da morte DOC

 

William Barrett - Visiones en el momento de la muerte (Esp)