Anastasio García López

Exposição e defesa das verdades fundamentais do Espiritismo

(Refutação do Folheto Intitulado a cátedra dos curiosos, publicado no Jornal Católico “España con Honra” em 1872)

 

Lançamento original:

Anastasio García López - Exposicion y defensa del espiritismo

Imprensa de D. Sebastián Cerezo, Isla de La Rua, 1

Salamanca, España - 1872


OBRA RARA TRADUZIDA

 

Digitalizado por Liliana

Revisão e publicação em espanhol:

Federación Espírita Española

www.espiritismo.es

 

Tradução: Teresa de Espanha

Revisão: Irmãos W. e Jorge Hessen

Formatação: Alexandre R. Distefano

Versão digitalizada:
© 2021

Distribuição Gratuita
 

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Autores Espíritas Clássicos

Prefácio da segunda edição

Exposição e defesa das verdades fundamentais do Espiritismo

Tendo estabelecido de maneira temporária minha residência na cidade de Salamanca, onde o Espiritismo era completamente desconhecido, dei-o a conhecer em um pequeno círculo privado, composto por um pequeno número de pessoas que se propuseram a estudá-lo de boa fé, e alguns outros que compareciam sem outro objetivo além de assistir, como quem vai a passatempos de prestidigitação.

Entre estes últimos, havia aqueles que serviam de telégrafo para referir, comentar e ridicularizar junto dos muitos padres e jesuítas do lugar, as nossas experiências e as doutrinas por mim expostas, que alarmaram enormemente as pessoas neocatólicas, a julgar pela virulência dos ataques que descarregaram sobre as minhas ideias e personalidade.

Além de alguns artigos de menor importância publicados por um jornal carlista, intitulado ¡España con Honra!, apareceu no mesmo um folhetim com o epígrafe de La Cátedra de los Curiosos (A Cátedra dos Curiosos), ou El Diablo Haciendo Comedias (O Diabo Fazendo Comédias), assinado sob o pseudônimo de Benito, cujo autor introduziu três personagens para o desenvolvimento do seu argumento, um, chamado Salsete, e que supostamente era assistente às reuniões do Círculo espírita, outro, chamado Perico, a quem o primeiro contava tudo aquilo que tinha visto e ouvido, e um terceiro personagem, o padre D. Gerônimo, homem instruído que entra na conversa para explicar aos outros dois as questões de Espiritismo e Magnetismo, do modo que melhor convém à Igreja romana.

Para destruir os erros daquele panfleto-farsa, com o qual estavam muito ufanas as pessoas de sotaina e seus numerosos partidários de Salamanca, publiquei a primeira edição deste opúsculo, que intitulei REFUTAÇÃO DO PANFLETO “A Cátedra dos Curiosos” OU EXPOSIÇÃO E DEFESA DAS VERDADES FUNDAMENTAIS DO Espiritismo.

Como sempre acontece em casos semelhantes, o público quis saber da polêmica, eles leram os dois folhetos, e isto serviu como motivo para o Espiritismo ser conhecido até nas aldeias mais insignificantes da província; e mesmo não tendo a melhor das disposições para aceitar ideias novas e de progresso, por causa da preponderância dos capangas do obscurantismo, muitas verdades foram semeadas, que no tempo propício germinarão, apesar de que durante a minha estadia em Salamanca, trabalhava-se muito nos púlpitos e confessionários para destruir a minha propaganda.

Na minha refutação fiz um fiel resumo do folheto que impugnava, copiando literalmente seus argumentos principais.

Tendo-se rapidamente esgotado a primeira edição, e com muitos pedidos de círculos e sociedades espíritas, e também de particulares, resolvi fazer uma segunda, acrescentando uma exposição concisa, para explicar o credo espírita sob os diferentes pontos de religião, ciência e filosofia.

Apesar do tempo transcorrido e da promessa feita, tanto pelo autor anônimo do folheto que combato quanto pelos redatores do jornal onde ele foi publicado, de refutar por sua vez tudo aquilo que eu pudesse expor em defesa do Espiritismo, nada do que escrevi no meu opúsculo foi impugnado ainda. Eles têm medo da discussão, porque dela é que a luz pode jorrar, e sabem que seus erros somente serviriam para deixar mais relevantes as verdades que eu sustentei, e que sempre estou disposto a defender.

Anastasio García López

Espanha / Ano de 1872

Fontes: Curso Espírita

Fontes: Confederación Espiritista Argentina 

"O Espiritismo como ciência fornece a chave para a solução de questões das existências naturais, porque ele é que explica a força que movimenta a matéria, e as leis que regem a força. Os fenômenos que outrora eram tidos por contrários às leis naturais, e nos que a Igreja exigia acreditar com uma fé cega sem pedir explicações, abandonam a categoria de milagres e adquirem um caráter científico, como acontece, por exemplo, com as aparições de pessoas que não mais existem.

O Espiritismo, sobre este particular, como sobre muitos outros admitidos na condição de milagrosos, explica que o fenômeno é realizado sem perturbação ou oposição a leis naturais, e sim com sujeição a leis, naturais também, que regem o espírito e os fluidos, e que são, por tanto, da esfera da pesquisa científica. O espírito condensa, pela vontade e com seu poder, o próprio perispírito, modifica o fluido que envolve um planeta, influencia o perispírito de outras pessoas, modifica seu fluido vital, seu magnetismo, e pode, graças a processos que compreendemos, embora sem conhecermos sua essência, dar a si mesmo uma forma e uma manifestação que fique visível e palpável para certas pessoas, com as quais um espírito deseja se comunicar desse modo. Com essa explicação a ciência concilia-se com a religião, esta passa a ser científica ganhando muito com isso, a fé deixa de ser cega, e se harmoniza com o critério racional que deve ser o guia de todos os conhecimentos."

Anastasio García López "Exposição e defesa das verdades fundamentais do Espiritismo"

"O espírita ilustrado não precisa de nenhum rito, de nenhum culto externo, de nenhuma religião positiva. Seu templo é o universo, cujas inúmeras estrelas são outros tantos altares, de onde são elevadas as preces de toda a humanidade para a inteligência criadora; seu culto é o estudo da criação, o cumprimento dos deveres para consigo mesmo e para com seus semelhantes, e com isso ele satisfaz os deveres que a Deus se referem; suas missas e suas orações são a prática de todas as virtudes e da caridade em especial por ser o resumo de todas as outras; sendo bom dentro da sociedade, bom dentro da família, bom e honesto sempre em toda a parte; e amando todos os homens como irmãos, é como o Espiritismo estabelece seu culto.

Porém, se alguém encontrar consolação na prática dos cultos das religiões positivas, se alguém, espírita ou não, precisar dessas fórmulas para satisfazer as aspirações do seu espírito, o Espiritismo não irá rejeitá-lo ou vituperá-lo, deixará que ele siga seu caminho, buscando que sua luz chegue a todas as inteligências onde puder penetrar."

Anastasio García López "Exposição e defesa das verdades fundamentais do Espiritismo"

 

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Anastasio García López - Exposição e defesa das verdades fundamentais do Espiritismo (Refutação do Folheto Intitulado a cátedra dos curiosos, publicado no Jornal Católico “España con Honra” em 1872)

Anastasio García López - Exposicion y defensa del espiritismo (1872) (Esp)

 

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